Dirigido por Bruno Barreto (Vovó Ninja/2021, O Hóspede Americano/2021), Em Férias Trocadas vamos nos entreter com José Eduardo Santos (Edmilson Filho), o Zé, de origem simples e honesta que, ao participar de uma rifa, ganha uma viagem com três passagens para Cartagena, na Espanha. Felizes ao extremo, ele, sua esposa Suellen (Aline Campos) e sua filha Rô (Klara Castanho) mal podem esperar para realizar sua primeira viagem internacional.
Ocorre que logo em seguida conhecemos José Eduardo (Edmilson Filho), o Edu – um empresário soberba e avarento com tendências preconceituosas e sua família, Renata (Carol Castro) e João (Matheus Costa) que, por acaso, estão com suas férias programadas para o mesmo destino que o humilde Zé.
Devido a uma confusão com os documentos no aeroporto cada família é enviada para a acomodação que deveria ser da outra e apesar do espanto inicial, cada um dos maridos vai deixando a situação se desenrolar em prol da alegria de sua respectiva esposa, afinal Suellen fica deslumbrada com todo o luxo do hotel cinco estrelas e Renata fica fascinada com a possibilidade de se reencontrar com a natureza em um local tão exótico.
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LOCAIS PARADISÍACOS
E, falando em local exótico, o lugar das gravações é mesmo maravilhoso! A produção da Paris Filme não deixa nada a desejar, uma vez que, filmada em Cartagena, na Colômbia, cada uma de suas paisagens merece ser apreciada. É uma beleza natural incrível!
Receosos de estragar as férias “perfeitas” de suas companheiras, cada José leva a situação a um extremo, até que, sem saber o que fazer, Zé (o humilde) vai autorizando diversas cobranças no cartão de crédito cadastrado no hotel de Edu (o soberba/avarento) e este, por sua vez, quando se dá conta dessas cobranças, exige satisfações de imediato, e aí é só confusão para todos os lados!
Desde o início fica evidente o quanto ambos os casais estão enfrentando problemas conjugais e estão confiantes que essas férias em família podem solucionar essas desavenças, pelo menos em parte.
COM EXCELENTES PERSONAGENS, FÉRIAS TROCADAS NOS ENVOLVE COM FACILIDADE!
Com uma apresentação do elenco muito fofa em desenho, o filme já começa engraçado e entrega o que promete: essas risadas duram até o final. Com personagens divertidos e muito bem interpretados, é fácil demais se apegar a eles, torcer por eles e até mesmo se identificar com algum.
Personagem favorito? A Renata, sem sombra de dúvidas! Além de tentar controlar – como pode – as tendências do marido a ofender as pessoas em público, é uma entusiasta da natureza. Aquela que pode ter tudo, mas fica feliz de verdade mesmo é com as coisas simples da vida.
Mais engraçado? O concierge interpretado pelo humorista Gustavo Mendes que, inclusive, de todos os personagens, com toda a sinceridade acho que ele tem o final mais surpreendente (no sentido divertido da coisa) de todos.
Mesmo escolhendo os dois “melhores”, o que me chamou mais atenção é que até mesmo os personagens secundários (também divertidos e bem interpretados) têm seu lugar na trama, devemos a eles boa parte das risadas, bem como uma participação efetiva no desfecho dos acontecimentos.
Os filhos dos casais – Rô, a bloguerinha e João, o tiktoker – não largam o celular enquanto podem e por um mal entendido, começam a ser vistos como uma espécie de ‘namorados’ ao longo do enredo e, quando explode a confusão com os adultos, resta demonstrado aos adolescentes o quanto é importante sermos honestos e dizer a verdade do que sabemos e pensamos a respeito das coisas.

FÉRIAS TROCADAS É UM FILME QUE VAI BEM ALÉM DA COMÉDIA
Filme perfeito? Não, não achei. Infelizmente o brasileiro que reclama dos estereótipos que sofre fora do país ainda é o mesmo que os perpetua e inclusive os defende em locais públicos e muito frequentados como as telas do cinema. Como diz a música, “o de cima sobe e o de baixo desce”: fica claro desde o início, por meio do comportamento e até as vestimentas a origem de cada família – como se o humilde tivesse um “tipo” e o esnobe outro “tipo” bem diferenciado, mais “classudo”. Confesso que isso me entristece bastante, mas chover no molhado nunca resolveu, certo?
Contudo, apesar do gênero comédia, ainda mais um de origem nacional, as vezes ser pouco valorizado, o filme entrega uma mensagem muito bacana sobre estar em família, sobre a necessidade de se reencontrar, de valorizar e dar a importância certa para cada coisa na vida e de perdoar a quem se ama.
Para mim foi impossível sair da sessão sem o coração quentinho. Com um final gostoso e fofinho, é o filme perfeito para se assistir com a família ou com o/a mozão, sendo garantidas muitas risadas e um calorzinho no peito para aqueles que gostam de um final feliz.










ROSELENE WANDA SANTOS PEREIRA
O Brasil evoluiu muito nas questões de filmes de comédia. Esse filme me chamou atenção já pelo título. Ainda bem que está em cartaz. Já vou já correr pra assistir