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A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO (A EMPREGADA 3) – FREIDA MCFADDEN | RESENHA

A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO (A EMPREGADA 3) – FREIDA MCFADDEN | RESENHA

“Você é fã de Freida McFadden? Então, com certeza, já esperava mais uma reviravolta intrigante e um suspense de tirar o fôlego em A Empregada Está de Olho, o terceiro volume da série A Empregada.”

A Empregada está de Olho

A Empregada 3

 

Autoria:
Freida McFadden

Editora:
Arqueiro

Ano de lançamento:
2024

ISBN:
9786555656756

Gênero:
Suspense, Thriller

Páginas (nº):
336

Título original:
The Housemaid is Watching
Após os acontecimentos intensos dos volumes anteriores, Millie Calloway e sua família começam uma nova vida em um subúrbio tranquilo, buscando paz e normalidade. Agora casada com Enzo e com dois filhos, Millie assume o sobrenome Accardi e acredita que deixou para trás os pesadelos do passado. No entanto, ao se envolver com os novos vizinhos e sua rotina aparentemente calma, ela começa a perceber que nem tudo é o que parece. A trama se desenrola com um ritmo mais introspectivo, enquanto Millie, mais cautelosa e desconfiada, observa e tenta entender os estranhos comportamentos ao seu redor. À medida que o mistério se aprofunda, segredos são revelados, levando a uma trama de suspense psicológico repleta de reviravoltas impactantes. *A Empregada Está de Olho* mergulha nos dilemas internos de seus personagens, levando o leitor a uma jornada tensa e cheia de descobertas inesperadas.

Mas, neste novo livro, McFadden traz uma proposta diferente, e nem sempre é aquela que o leitor deseja. Embora o livro mantenha a assinatura inconfundível da autora, com suas tramas complexas e personagens multifacetados, A Empregada 3 tem um ritmo que pode surpreender, nem sempre de forma positiva.

A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO: MUDANÇA DE VIDA E PRIMEIROS CHOQUES

A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO: MUDANÇA DE VIDA E PRIMEIROS CHOQUES

O enredo nos transporta mais de 20 anos após os eventos do segundo livro, e Millie Calloway, nossa protagonista, agora casada com Enzo e com dois filhos, parece ter deixado o passado conturbado para trás.

Veio a mudança de vida do casal para um subúrbio tranquilo! Com um novo sobrenome – Accardi –, há a promessa de paz e normalidade. A expectativa inicial é de que essa nova fase seja um respiro. Pois, sabemos dos acontecimentos dramáticos dos volumes anteriores. Porém, logo percebemos que o cenário idílico esconde mais segredos do que parece.

O primeiro choque para os leitores é a transformação de Millie. No passado, ela era a personagem audaciosa e determinada, capaz de enfrentar qualquer obstáculo com coragem. Mas agora, neste novo livro, ela aparece mais passiva, quase observadora. Sua postura frente aos acontecimentos é de desconfiança, mas sem o ímpeto de agir de forma decisiva.

Esse contraste com a protagonista dos livros anteriores é, sem dúvida, uma das maiores surpresas do romance. Millie tomava as rédeas da situação, agora parece submersa em uma rotina sem ação concreta. Ela está desconfiada de todos à sua volta, mas sem coragem de desmascarar o que está acontecendo. Esse novo comportamento, que pode até ser uma tentativa de mostrar um crescimento psicológico da personagem, acaba gerando uma sensação de frustração.”

RITMO LENTO E SUSPENSE CRESCENTE EM A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO

Enquanto os outros volumes se desenrolavam com uma Millie ávida por justiça e vingança, neste terceiro livro, a narrativa parece se arrastar, especialmente no começo, enquanto a protagonista se envolve com as interações cotidianas no bairro e com seus vizinhos – a fofoqueira Janice e a sedutora Suzette.

Não há a urgência de ação e, em seu lugar, se instala um suspense mais lento, que parece fazer o tempo se arrastar nas primeiras páginas. A leitura se torna um pouco repetitiva e o ritmo cai em alguns momentos, o que pode desagradar os leitores que esperam a adrenalina dos volumes anteriores.

No entanto, o talento de McFadden para tecer mistérios não falha. Enquanto o começo do livro é mais calmo e intimista, com diálogos que criam tensão e mistério aos poucos, as reviravoltas começam a aparecer. O suspense ganha força novamente quando Millie percebe que sua nova vida de tranquilidade está longe do que parece.

O comportamento estranho de Suzette… A atração inusitada de Enzo por ela. E o comportamento inquietante dos filhos de Millie se entrelaçam de maneira sutil, mas sem deixar de gerar uma crescente sensação de desconforto. Quando o mistério finalmente começa a tomar forma, as revelações são impactantes e, de certa forma, dignas de um bom thriller psicológico.

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A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO

O CLÍMAX E AS REVELAÇÕES IMPACTANTES

O ponto alto de A Empregada Está de Olho é, sem dúvida, a forma como McFadden lida com o clímax. Como sempre, ela sabe como amarrar as pontas soltas e fazer as peças se encaixarem de forma surpreendente. O final é, como de costume, um grande momento de tensão, onde as respostas aparecem de maneira impactante.

O grande truque de McFadden, como sempre, é revelar segredos de forma magistral, entregando tudo de uma vez e deixando o leitor atônito. A autora tem um talento único para manipular expectativas e usar as transições do suspense a seu favor.

Porém, apesar do grande impacto das últimas revelações, o livro deixa a sensação de que poderia ter sido mais dinâmico. A falta de ação direta de Millie e o ritmo arrastado em muitas partes podem desagradar aos fãs da série que esperavam um suspense mais acelerado e recheado de reviravoltas desde o início.

O tom mais introspectivo, com Millie como uma espectadora passiva, tem seu valor psicológico, mas a narrativa perde em intensidade. Esse estilo mais calmo e até um pouco frustrante, onde a protagonista não toma grandes atitudes, talvez funcione para quem está à procura de uma trama mais psicológica e introspectiva.

O ESTILO DE MCFADDEN E EXPECTATIVAS PARA O FUTURO

No entanto, para quem se acostumou com os altos e suspenses e reviravoltas dos volumes anteriores, o livro pode gerar um certo cansaço. A proposta de McFadden de mostrar Millie mais passiva e em observação pode ser interessante para explorar os efeitos do trauma e da insegurança, mas acaba diminuindo o ritmo da trama, especialmente se comparado com a tensão que tomava conta dos outros livros da série.

A necessidade de que a protagonista finalmente se reencontre e tome as rédeas da sua própria história é algo que os leitores irão sentir, e a falta dessa ação pode, de fato, ser um ponto de frustração.

No entanto, A Empregada Está de Olho ainda mantém muitos dos elementos que tornaram os livros anteriores tão atraentes. A escrita envolvente de McFadden, que sabe como criar personagens com segredos e intensificar o clima de mistério, continua sendo um dos pontos fortes da obra.

Mesmo com uma protagonista menos ativa, a autora compensa isso com a construção de uma trama que vai se desdobrando aos poucos, com revelações que, no final, acabam compensando o ritmo mais moroso do começo.

É válido destacar que, embora o livro pareça dar um passo atrás no desenvolvimento da protagonista, ele ainda deixa o leitor com a curiosidade aguçada sobre o que pode acontecer no próximo volume.

Afinal, o grande trunfo de Freida McFadden é que ela sabe exatamente como manter a tensão, mesmo que de maneira mais contida. O que nos leva à conclusão de que, embora A Empregada Está de Olho não tenha sido tão eletrizante quanto os outros livros da série, ele ainda tem os ingredientes para uma boa leitura — se você for paciente o suficiente para seguir a história até seu grande clímax.

A EMPREGADA ESTÁ DE OLHO - Freida McFadden

A EMPREGA ESTA DE OLHO É UMA LEITURA QUE VALE A PENA COM PACIÊNCIA

Em resumo, se você é fã de McFadden e da série A Empregada, provavelmente vai querer seguir acompanhando essa trama cheia de mistérios e segredos. Mas, prepare-se: o ritmo mais lento, com uma protagonista mais introspectiva e passiva, pode não ser o que você esperava.

O livro definitivamente tem os seus altos e baixos, mas as reviravoltas finais vão fazer valer a leitura — se você for capaz de aguentar a tensão crescente até lá. Por isso, minha sugestão é: vá com calma, sem grandes expectativas de um ritmo frenético. O clímax e a forma como tudo se conecta no final fazem a espera valer a pena.

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