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CRÍTICA | CAMPEÕES 2023 – UM FILME DE INCLUSÃO E SUPERAÇÃO.

CRÍTICA | CAMPEÕES 2023 – UM FILME DE INCLUSÃO E SUPERAÇÃO.

Campeões conta a história de um ex-técnico de basquete da liga secundária recebe uma ordem judicial para gerenciar um time de jogadores com deficiência intelectual.


Critica do filme Campeões

Gênero: Comédia 
Duração: 2h 4 min
DireçãoBobby Farrelly
Elenco: Woody Harrelson, Kaitlin Olson, Ernie Hudson, Cheech Marin, Matt Cook
Classificação: 12 anos
Sinopse:O filme “Campeões” centra-se em um treinador de basquete teimoso e impetuoso da liga secundária. Ele é condenado a serviços comunitários e é forçado a treinar uma equipe das Olimpíadas Especiais. O filme é baseado na versão espanhola “Campeones”, vencedora do Prêmio Goya de 2018..


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Campeões é um filme superação de limites e basquete

Marcus, um assistente de um técnico de basquete, almeja a NBA, mas não aceita ser contrariado. Ele acaba preso depois de um episódio de agressão e dirigir embriagado. O protagonista recebe uma pena de trabalho comunitário e precisa treinar um time de basquete com pessoas com deficiência intelectual.

Desde o início, percebemos que Marcus é uma pessoa egocêntrica, babaca e egoísta. No entanto, no esporte, ele vê os jogadores como meras máquinas que farão exatamente o que ele pedir. Ao longo da trama, essa mentalidade vai sendo desenvolvida e o personagem passa por uma humanização.

A superação de Marcus ocorre em conjunto com seus jogadores, sujeitos que também têm limitações, mas que apenas precisam de alguém que acredite neles. Enfim, a relação entre o técnico e o time começa de forma conturbada, mas evolui com química e dinâmica.

O personagem Johnny tem mais tempo de tela e destaque. Ele também é a ponte para o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Marcus. Todavia, os personagens coadjuvantes têm seus momentos e destaque, já que se trata de um time e um time não se forma sozinho.

Roteiro simples, mas bem arrastado, a obra não precisava de 2 horas e duração.

As atuações do filme cumprem o que foi proposto, não há nada a reclamar. O alívio cômico é proporcionado pelos membros do time, principalmente Cosentino e Marlon. No entanto, o par romântico do técnico serve apenas para gerar interações entre ela e o protagonista, Alex, de forma convencional.

Esse filme poderia facilmente contar essa história em uma hora e meia. Além disso, algumas cenas são bastante previsíveis, e era possível antecipar o desfecho. Contudo, tudo daria certo e todos seriam felizes para sempre. Até mesmo algumas jogadas no campeonato final eram previsíveis.

A direção entrega momentos grandiosos com algumas cenas, e a trilha sonora ajuda a criar emoção e nos envolve. Ademais, a partir do segundo ato do filme, senti que a trama ficou arrastada e desejei que o filme terminasse logo. O que realmente me prendeu foram os personagens secundários. Desde o início, eu estava torcendo por eles.

O personagem principal não é muito carismático, e não me importei com ele do começo ao fim. Eu só queria que ele continuasse sendo técnico dos “Amigos” (o nome do time). No entanto, o filme também mostra como a mídia se aproveita de pessoas com deficiência, principalmente para limpar a imagem de alguém.

Se não fosse pela previsibilidade, eu teria gostado muito mais do filme. Mas o fato do enredo mostrar que pessoas com deficiência intelectual também podem realizar coisas normais, como trabalhar, namorar, praticar esportes e outras atividades, me cativou.

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