“O Chamado teve seu hype no início dos anos 2000. Falo isso, pelos filmes que Hollywood emplacou, um atrás do outro, que assustou e divertiu a juventude contemporânea a mim. Pois bem… O Chamado está de volta.”
- Título em Português: O Chamado 4: Samara Ressurge
- Título Original: Sadako DX
- Tempo de Duração: 1h22
- Ano de Produção: 2022
- Direção: Hisashi Kimura
- Gênero: Terror
- País de Origem: Japão

Crítica do filme O Chamado 4: Samara Ressurge
Sobre O Chamado, na verdade, os filmes são inspirados em uma franquia de filmes japoneses que lá, tem o título “Ring”. São 4 filmes, e dizem os corajosos, muito mais assustadores do que as versões americanas. Coisa que não sei confirmar, confesso! O primeiro Ring foi lançado ainda no fim dos anos 90. A aposta dos filmes japoneses é no terror psicológico e sombrio.
Algumas pessoas acreditam que os filmes de terror que saem em franquia realmente não têm fim. E que esse seria definitivamente o terror da situação, uma espécie de maldição. Mas, brincadeiras à parte, estamos nós aqui com O Chamado 4: Samara Ressurge. E quem foi adolescente ali como eu, no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, certamente tem uma certa lembrança sentimental dessa fase da vida, com esses filmes figurando alguns eventos marcantes. Era muito comum na época.
Pelo que deu para entender nesse vigente filme, existe um novo filme amaldiçoado. Então, ele não é uma sequência direta de nada que já assistimos. E ah! Essa é uma versão japonesa. Mas, hoje em dia já estamos muito mais preparados para ver orientais nas nossas telas. A aceitação para suas interpretações e costumes é muito mais bem aceita e compreendida pelos ocidentais. Talvez, pela invasão dos doramas, e aclamação de sempre dos mangas e animes.

Ela é super dotada
Então, em O Chamado 4, a estudante de pós graduação, Ayaka Ichijo (Fuka Koshiba) e que possui QI de 200, é convidada a participar de um programa de TV onde iria tentar explicar cientificamente a respeito de uma certa MALDIÇÃO que cerca uma fita VHS, que segundo o que se tem propagado, faz com que as pessoas que assistam seu curto vídeo, morra 24h depois de ter dado o play.
Obviamente isso não tem qualquer explicação ou embasamento científico. Ayaka não irá ceder a esse tipo de bobagem. Até que ela acaba se envolvendo em uma série de acontecimentos que aparentemente não apresentam explicações lógicas, científicas e empíricas. Ao começarem a pesquisar a respeito dessa fita e dessa maldição, Ayaka e alguns amigos e interessados, descobrem que antes a maldição se concretizava em 7 dias.
Sem ter tempo para muitas descobertas e estudos, pois de 7 dias, quem assistiu a fita agora só tem 24h de vida, a jovem inteligente, com um QI tão expressivo, se vê de mãos atadas. Agora, sua irmã, que assistiu a fita em sua casa, pois confiava cegamente que maldições não existiam, começa a ver aparições que a perseguem e provavelmente a estejam perseguindo para a assassinar.

O Chamado 4: assistindo um filme tipicamente japonês
Creio que esse estilo de filmes japoneses como o que acompanhei em O Chamado 4, seja algo típico dos mesmos, e algo que não sou muito acostumada. Pois, pouco tenho contato com obras orientais. E assim vi muitas situações e interpretações peculiares. Podendo até ter perdido alguma explicação, ou não entendido alguma atitude tomada pelas personagens… quem sabe? Mas, acredito que nada que faça com que eu perca o sentido maior da obra.
Algo que achei bastante interessante, é que não é mais somente a figura de “Samara” que persegue as pessoas amaldiçoadas. Todavia, uma figura significativa para aquele que agora carrega a maldição da fita. Então, como Futaba, a irmã curiosa, vê seu tio a perseguindo desde a escola, até sua casa… E o lance dos cabelos como a grande sacada e arma de ataque continua. Pois o cabelo e a água ainda são elementos significativos para quando os ataques acontecem.
Outra coisa que não seguiu os modelos anteriores de “O Chamado”, é que fazer uma cópia, e chamar um pobre coitado para assistir com você, não faz com que a maldição que estava sobre você recaia sobre o próximo. A única coisa que você consegue, é amaldiçoar mais alguém! E continuar com seu contador de 24h correndo ali no cantinho da tela.

Temos um tipo de humor peculiar
Eu não sei se é por ser minha primeira vez assistindo um “O Chamado” originalmente japonês, mas achei bastante o teor de humor presente. Não sei se foi usado como alívio cômico, se foi proposital no roteiro do filme, ou o quê. Contudo, no fim, achei o filme mais divertido do que assustador. E isso não é uma crítica negativa. Tive uma terça-feira horrorosa, e foi muito bom chegar em casa, deitar e assistir esse filme. De verdade!
Vale ressaltar o papel de Oji. Ele entra como coadjuvante na trama, mas seu papel cresce. Ele termina ali, lado a lado com Ayaka, lutando para conseguir desvendar os mistérios da maldição. Eles estão sempre tentando salvar alguém que gostam, ou a si próprios, buscando desvendar os mistérios por trás da misteriosa VHS.
Recomendo o filme para aqueles que gostam da história, para quem gosta de se divertir, e para aqueles que curtem acessar as memórias afetivas. Mesmo que esse filme pouco lembre os filmes do início da nossa juventude, sempre é interessante ver Samara escalando as pedras de seu poço caminhando em busca de sua próxima vítima.
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Mary
Não teria pessoa melhor para descrever sobre o filme. Ainda não assisti O chamado e este me lembrou muito um outro filme “A hora da sua morte”. Gosto de filmes de terror ou suspense orientais.
Carol Nery
Eu assisti A Hora de Sua Morte quando eu tava grávida esperando o Antônio. Como eu fico enjoada e não consigo ler, procurava tudo que era filminho de terror dos streaming. Realmente faz lembrar, agora que você comentou. Acredita que eu nem assimilei na hora? Boa, Mary!!!
Hanna de Paiva
Menina, eu não passava nem perto desse filme quando adolescente e agora menos ainda, haha. Morro de medo de filmes de terror, mesmo que tenha certo alívio cômico. Apesar disso, achei interessante saber que a franquia é originalmente japonesa. Fiquei sabendo esses dias tb e achei curioso que acabamos conhecendo mais a versão de Hollywood. Mas que bom que deram mais voz para personagens orientais dessa vez e que vc gostou da experiência.
Bjks!
http://mundinhodahanna.blogspot.com
Carol Nery
hahhahahaha Eu acho muito interessante como aparece de vez em quando algumas pessoas que tem medo de filmes e livros de terror. Pra mim é algo bem diferente, já que essa é minha área! Mas, juro que compreendo completamente Hanna. E respeito!! Passa longe mesmo, que é pra não arriscar sofrer de pesadelos depois. E pior, por minha culpa. hahahaha
Beijão
Lilian de Souza Farias
heheheheh fui adolescente nessa época, 2000, tinha 15 anos, um bebê… Lembro vagamente… E concordo que agora estamos mais adaptados, diria maduros, para o oriente em nossas telas, muita coisa mudou e a forma como acessamos a informação também. Excelente resenha a sua porque contextualiza bem e dá vontade de assistir porque também gosto de história.
Carol Nery
Ah, Lilian… obrigada! Que legal que ficou interessante essa Crítica.
Eu fiquei com medo de desrespeitar o filme, porque eu não sabia se ele era assustador de fato, e eu que não compreendi por não estar acostumada com as obras orientais. hahahaha
Mas, eu chego lá. Prometo.
Grande abraço
Erika Monteiro
Oi Carol, tudo bem? Gosto muito dos filmes dos anos 90/2000, ainda mais os clássicos. No entanto, sou um tantinho conservadora em relação a continuações. Muitas não deram certo e acabam criando uma falsa expectativa. Foi o que aconteceu com Pânico, na minha opinião. Creio que até o terceiro estava ok, depois do 4… Já Missão Impossível sempre surpreende porque Tom Cruise é incrível. Quanto ao Chamado assisti a versão americana e japonesa, com certeza a do Japão é mais assustadora. Um abraço, Érika =^.^=
Carol Nery
Então, Érika…
Eu já acho que essa versão japonesa já não será assustadora. Mas, sei lá. Não sou entendida do assunto!
Se algum dia você assistir, me conta por favor o que achou!!
Grande abraço
Debyh
Olá,
Nunca vi nenhum dos filmes de O Chamado, sei da história e tal mas nunca me interessei em ver. Sobre o teor cômico no filme japonês creio que seja um costume deles, sempre beirando ali perto do besteirol e tal. Primeira critica que vejo desse filme e gostei de conhecer.
Carol Nery
Nossa, não conhecia ninguém que nunca tenha visto nenhunzinho filme da Samara, mulher!
E acha que esse negócio meio cômico é coisa dos japoneses, né? Já percebi em alguns de seus shows.
Abração
Val
Não sei se esse lado ‘divertido’ me soa agradavel, mas de qq forma é sempre bom poder ter a chance de revisitar as maldicoes de Samara, mesmo que com nova roupagem.
Espero ter a chance de assistir o mais breve possivel essa é uma de minhas franquias preferidas do começo dos anos 2000. E eu amo as versoes japonesas
Carol Nery
Ahhh, Val
Vai que eu não soube explicar direito. Mas, eu achei um pézinho meio cômico.
Eu não assisti os outros filmes em versões japonesas. Só as americanas. Então não vou saber diferencias.
Quem sabe eu tente um dia ver os antigos japoneses pra ter uma base. Só tomar coragem!!!!
Luma Vieira
Gostei quando soube desta produção, este desafio de colocar também este formato antigo (VHS) dentro da atualidade pode ser muito interessante. Já quero muito assistir, os outros filmes também tem um pensamento dentro da estética cultural do Japão.
Carol Nery
Então, eu achei interessante. Eu nem iria conseguir ser amaldiçoada direito. Onde que eu ia achar um aparelho pra rodar VHS essas alturas, gente?
Mas, foi legal a experiência! Super curti!!!
ROSELENE WANDA SANTOS PEREIRA
Confesso que quando o primeiro filme foi lançado não dei muita bola. Mas depois que ví não consegui parar de gostar. Eu amo filmes de suspense. Este é um dos que estão em minha lista. Ansiosa pra saber se ela vai conseguir salvar a irmã.
Carol Nery
Engraçado como essas franquias chegam e acabam conquistando a gente, né? Mesmo sendo filmes de terror! hahahahaha