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J-DRAMA “MEU NOME É CHIHIRO”- CRÍTICA

J-DRAMA “MEU NOME É CHIHIRO”- CRÍTICA

“Meu nome é Chihiro” (Call me Chihiro) é um  filme que emociona e é lindo em todos os seus aspectos. Assim como o longa Ikiru e nas fotografias de Rinko Kawauchi, o cotidiano é ressaltado com uma visão delicada e atenciosa.

Crítica do J-drama Meu nome é Chihiro
Imagem de divulgação Netflix.

O j-drama “Meu nome é Chihiro” basea-se no mangá de mesmo nome, escrito por Hiroyuki Yasuda e publicado entre os anos de 2013 e 2018. A adaptação encontra-se na plataforma Netflix e teve sua estreia no dia 23 de fevereiro deste ano.

A história da obra é sobre uma ex-companhante, que se muda temporariamente para uma cidade litorânea e trabalha numa loja de bentôs. Apesar de seu nome ser Aya, a moça é conhecida e chamada por Chihiro, seu antigo nome artístico quando era acompanhante. 

Além disso, Chihiro (interpretada por Kasumi Arimura, que é conhecida também pelos filmes da franquia Samurai X) é uma mulher muito gentil que transforma as relações e pessoas ao seu redor, mostrando novas possibilidades para os moradores da cidade.


Título Original: Call Me Chihiro
Duração: 131 minutos
Ano produção: 2022
Estreia: 23 de fevereiro de 2023
Distribuidora: Netflix
Dirigido por: Rikiya Imaizumi
Classificação: 14 anos
Gênero: Drama
Países de Origem: Japão


CRÍTICA DO J-DRAMA MEU NOME É CHIHIRO

É muito difícil pensar em que ponto começar a escrever sobre o filme, porque em “Meu nome é Chihiro” há muitos pontos positivos. Uma das coisas que mais fascina é a fotografia mesclada com a coloração na pós. No entanto, não se pode deixar de comentar o quão esplendoroso é o roteiro, a direção ou até mesmo as atuações. 

Tem-se uma fotógrafa chamada Rinko Kawauchi, ela é japonesa e em suas obras ela busca a poética e a serenidade dos momentos comuns na vida. Assim, quando finalizou o filme, teve-se a possibilidade de sentir a mesma sensação de quando olha para os quadros de Rinko. 

O olhar que está na lente mostra um mundo totalmente diferente do que estava ali visível. É como se colocassem uma lente mostrando os charmes e encantos de uma rotina comum, que estavam imperceptíveis aos olhos do espectador. Dessa forma, a fotografia coloca os detalhes e na sua captação uma poesia que encanta e seduz a visão de quem assiste.

Ademais, a direção soube unir e expandir uma percepção sensível em relação a história e a personagem, nota-se um respeito enorme pela narrativa. Porém, seria mais interessante e acrescentaria maior sensibilidade se houvesse mais mulheres nas funções técnicas principais do filme.

Além disso, vale pontuar a complexidade e trabalho que a direção de som deve ter tido na decupagem do roteiro e na utilização de equipamentos, devido aos momentos ao ar livre. Outro ponto importante igualmente foi a direção de arte, que arrasou no equilíbrio de cores, cenários, figurinos, maquiagem e outros.

Crítica do j-drama Meu nome é Chihiro.
Imagem de divulgação.

PERSONAGENS COMPLEXOS E ATUAÇÕES

Em relação ao roteiro não há palavras para expressar sua complexidade e diversidade de camadas. Cada personagem e ambiente apresentados são minuciosamente pensados.

Ademais, o filme também traz uma semelhança com a obra “Ikiru” do grande diretor japonês Akira Kurosawa: o desvio do olhar da mesmice do cotidiano para a ressignificação desse mesmo olhar sob esses momentos comuns da vida. E nesse processo, o espectador também se transforma e passa a valorizar mais a sua rotina e o presente.

Além disso, ao elogiar as camadas de significação do roteiro é de extrema importância reconhecer isso igualmente na construção da personagem Chihiro. 

Chihiro é um nome artístico, criado na época em que a protagonista Aya trabalhava em uma casa de massagem. O nome baseou-se no encontro da principal quando criança com uma acompanhante com o nome de Chihiro. Mas esse fato só linkamos com as cenas mais ao final da obra.

Ao longo da narrativa mostra-se essa mulher, que de início é muito gentil e sempre contribui para que as pessoas ao seu redor consigam transparecer a melhor versão delas, mas que ao final sofre com os resquícios do seu passado.

Chihiro está sempre tentando ajudar/agradar as pessoas, algo que vem desde seus tempos na casa de banho. Ainda mais profundo: apesar de estar constantemente cercada de pessoas, que ela própria contribuiu na evolução, Chihiro está sempre solitária.

Dessa forma, nota-se que a principal tem problemas de relacionamentos intra e interpessoais. Mesmo auxiliando na resolução dos problemas dos outros, ela não consegue resolver os próprios. Percebe-se que ela não teve, sobretudo, um bom relacionamento com a mãe desde mais nova e isso a afeta na aproximação com outras pessoas.

Além disso, uma grande admiração e ressalta a atuação maravilhosa feita por todos os atores e atrizes dessa obra audiovisual.

MAS VALE A PENA ASSISTIR?

Com toda a certeza vale a pena assistir esse filme. O tempo passa voando e cada cena é uma degustação visual preciosa e que se faz necessária. Chorei no final e não foi atoa, a estética é impecável e a história te prende.

https://youtu.be/JMYAAf_JrGg
Trailer do filme na Netflix.

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