“A Primeira Comunhão é um filme de terror espanhol que invoca um pouco do lado religioso que o gênero tanto gosta de contestar, ou provocar. É uma experiência tranquila, sem muitos pulos de susto.”
Em A Primeira Comunhão, que se passa em maio de 1987, no povoado de Tarragona, conheceremos de cara a adolescente Sara (Carla Campra). Então, a garota está em um evento religioso, onde sua irmã mais nova está em sua Primeira Comunhão. Dito isso, preciso salientar que as meninas se sentem estranhas, e totalmente desconfortáveis em morar neste local, que aparentemente, acabaram de se mudar.

Duração: 98 minutos | Gênero: terror | Classificação: 16 anos
Elenco: Carla Campra, Aína Quiñones, Marc Soler
Direção: Víctor Garcia
País: Espanha
Distribuição: Paris Filmes
A Primeira Comunhão – Um regresso aos anos 80
Felizmente, Sara consegue fazer amizade com Rebe (Aina Quiñones). Essa última também vive em Tarragona, só que ela se destaca como uma jovem que gosta de sair, ir para festas, matar aulas e usar drogas (às vezes). E por isso é mal falada por alguns… Entretanto, Sara e Rebe são bastante unidas e conseguem ser a tábua de salvação uma da outra.
Quando pegaram carona para ir a uma festa, mal sabiam que seriam abandonadas por lá. Assim, precisaram ficar pedindo carona na estrada. Dessa forma, iriam caminhar quilômetros andando a pé. Coisa que faria com que seus pais as repreendessem. Por sorte, conseguiram que um carro com rapazes já conhecidos as aceitasse como passageiras. E foi aqui que as coisas começaram a dar errado.
Sara tem o vislumbre de uma menina vestida como que para participar de sua Primeira Comunhão. Ela segura uma boneca, e seu vislumbre foi percebido por Sara, que grita, pois tem medo de que atropelem a garota. Quando a adolescente explica a situação para os companheiros, todos se entreolham.

Um mito e um tom místico
Na verdade, existe uma história de não muitos anos atrás, que fala dessa menina que se perdeu no dia de sua Primeira Comunhão. Após cinco anos decorridos, sua mãe ainda a procura incessantemente a cada evento na igreja católica do povoado. Isso nos deixa com a impressão de que o padre local sabe do ocorrido.
Retomando o quase acidente, os jovens que estavam no carro, descem no meio de uma floresta, no escuro, para que Sara perceba que não há nenhuma menina perdida. Contudo, a jovem encontra uma boneca. Essa boneca é peculiar e são geralmente entregue como presente pela família às meninas no dia desse acontecimento em particular.
Rebe e os outros dois jovens envolvidos no fatídico quase acidente, não querem falar sobre isso com Sara. A garota retorna pra casa, levando consigo a boneca. Essa é uma boneca que parece ser testemunha de acontecimentos estranhos. E a partir desse momento, ela percebe que algumas coisas estranhas passam a acontecer ao seu redor. Também consegue ver que algumas manchas aparecem por seu corpo.

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A sensação angustiante
Em certo momento, então em seu banheiro, Sara é levada para dentro de sua mente, em uma situação bastante perigosa, correndo o risco de não voltar dali com vida. Ela é salva pelos pais que invadem o banheiro, e culpam as festas, Rebe e até mesmo a utilização de drogas para justificar o comportamento de Sara.
Como alguém que está vivendo algo anormal e irreal, Sara procura os demais passageiros do carro. Sua amiga, Rebe, também deixa mostrar que tem manchas pelo corpo. E, por conseguinte, praticamente todos eles passaram por experiências de quase morte, onde só retornam com vida, pois são resgatados à realidade por seus então amigos.
Não é um filme com muitas cenas de susto. Eu fico feliz quando não tem uma tonelada de jumpscare em uma produção cinematográfica. Vai indo, tudo sempre igual, enjoa. Mas, é um filme que tem uma mitologia pessoal por trás dos acontecimentos. E o que vai acontecer, e como tudo vai se desenrolar, é algo que não posso te contar. Apesar disso, a boa notícia é que dia 30 de março A Primeira Comunhão estreia nos cinemas.

Protagonistas que deram conta do recado
Não é uma obra Cinco Estrelas, longe disso. A produção é simples, às vezes pitoresca. Entretanto, teremos perseguições de nível sobrenatural, com direito a objetos voando, portas batendo, e algumas pessoas morrendo. Confesso que me surpreendi com esse filme de terror, que não é pautado na morte de praticamente todas as personagens. Isso dá uma construção mais interessante para a trama.
Por fim, o diretor nos deixa com um gostinho que sentimos quando percebemos REFERÊNCIAS. No caso de A Primeira Comunhão, aliás, os filmes são O Chamado e A Hora do Pesadelo. Ele também fala a respeito da trilha sonora, e que as músicas foram escolhidas para deixar esse clima de anos 80 bem forte e vivo. Se iremos ter uma sequência, ou várias, ainda não sabemos. No entanto, posso afirmar que sim, é bem possível.

“É baseado numa lenda urbana que é contada em alguns locais da Galiza ou de Granada. O aparecimento numa estrada, à noite, do fantasma de uma menina que desapareceu no dia da sua comunhão. Mas essa lenda é apenas o ponto de partida. A partir daí, geramos nossa própria mitologia para a história e, acima de tudo, adicionamos à mistura a figura de uma boneca perturbadora com uma maldição”.
Víctor Garcia, diretor. (tradução livre)
Sinopse: Espanha, final dos anos 1980. A recém-chegada Sara (Carla Campra) tenta se entrosar com os outros adolescentes de uma pequena cidade na província de Tarragona. Se ao menos ela fosse mais parecida com sua melhor amiga extrovertida, Rebe (Aina Quiñones), as coisas seriam mais fáceis. Uma noite, elas vão para uma casa noturna e, na volta, a caminho de casa, elas se deparam com uma menina segurando uma boneca, vestida para sua primeira comunhão. É aí que o pesadelo começa!











Paula Paixao
Parece legal, gora é a vez de outro brinquedo amedrontar nas telas!
Carol Nery
Tadinha da boneca. No fim das contas… ela é a menos assustadora dessa história toda. hahahaha
Jaqueson Pimenta dos Santos
Este filme tem cara de que a alguns anos terá adaptação de Hollywood e virará franquia trash com todos elementos visuais e sonoros que agradam aos estadunidenses.
Carol Nery
HAHAHAHAHA Falou tudo, Jaqueson. É só sentar e esperar, porque certamente será isso mesmo!!!!
Narjara
Pode até falar que não tem muito susto, mas não tenho coragem de encarar…
Carol Nery
Narjara… minha bruxinha preferida do Clube do Livro BH.
Não acredito que não encara um terrorzinho. Ah, não!!!! hahaahaha
Naraiane Rodrigues
Amo filmes desse gênero, ansiosa pra ver!
Carol Nery
Adora aquele sustinho, né? Eu também adoro!
Debyh
Olá,
Apesar de assistir filmes de terror bem raramente este é bem diferente dos que já vi, não tenho problema com a coisa do susto, porém se o filme for lento eu disperso a atenção. Sobre objetos voando e tal talvez assim o filme não seja tão lento, quem sabe mais pra frente eu não dou uma chance.
Carol Nery
Quem sabe, né? Realmente, dependendo do momento e do ritmo da história, a gente não consegue manter a atenção 100%. Mas, a culpa nem é nossa! hahahaha Abraços
Maria Luíza Lelis
Oi, tudo bem?
Confesso que ainda não tinha ouvido falar sobre o filme, mas gostei de conferir suas impressões sobre ele. Parece que, apesar de não ser perfeito, ele conseguiu te surpreender. Não é muito meu estilo, porque sou muito medrosa. Mas, para quem curte o gênero, parece ser uma ótima opção.
Beijos
Carol Nery
Filmes de terror que a gente considere perfeitão, estão bem em falta no mercado.
Mas, ainda assim eu consigo me divertir com essas obras que vão surgindo.
Eu não sou medrosa. hehehehe