Publicado no Brasil em 2018, Máquinas Mortais do autor Philip Reeve faz parte da Série Cronicas das cidades Famintas que conquistou milhares de fãs pelo mundo e ganhou sua adaptação para os cinemas essa ano de 2019, com uma ideia futurista o enredo conquista o leitor depois de algumas paginas.

“Máquinas Mortais” me fez sair da minha zona de conforto, confesso que gostei, apesar de que, no início fiquei um pouco sem conseguir imaginar cidades que andavam e devoravam cidades menores, mas consegui entrar no clima.

O enredo do livro conta a história da humanidade pós-guerra que ficou conhecida como Guerra dos Sessenta Minutos, e devido à falta de alimentos e à alta tecnologia (estamos falando de pós século XXX), as cidades são colocadas em cima de esteiras e rodas, são chamadas de Cidades de Tração e  saem à caça de cidades menores, que são engolidas e desmontadas, este fato é citado como Darwinismo Municipal, ou seja, metrópoles consomem as cidades menores, que consomem vilarejos e assim por diante.

{ #RESENHA } MAQUINAS MORTAIS - PHILIP REEVE ( CRÔNICAS DAS CIDADES FAMINTAS #1 )
A história começa quando a metrópole Londres “engole” a pequena cidade de Salthook, engolindo junto à jovem amarga e desfigurada Hester Shaw que tenta matar Thaddeus Valentine, o maior arqueólogo da metrópole. Valentine é salvo por Tom Natsworthy, um historiador aprendiz de terceira classe, porém, ao fugir de ser presa Shaw pula para fora da cidade e Natsworty é jogado por Valentine, quem o jovem confiava e acreditava ser um herói da cidade.

Depois que “caem” da cidade Tom e Hester vivem várias aventuras com a intenção de voltar para Londres, ele porque é a sua cidade e ela para concluir o seu plano de vingança.  Na tentativa de retornar a Londres, os dois encontram um caminho cheio de saqueadores, piratas e outras Cidades de Tração, e o inocente Tom acaba descobrindo o quanto ruim pode ser uma pessoa, mas que algumas pessoas também são boas e ajudam os desconhecidos, como a aviadora Srta. Fang e seus amigos e descobrem também um plano insano e desumano do prefeito de Londres, chamado de Lorde Prefeito, que pode acabar de vez com toda a humanidade, então decidem voltar a Londres não mais para atender aos seus desejos pessoais, mas para tentar impedir o plano do prefeito.

Enquanto Hester e Tom vivem diversas aventuras longe de Londres. Katherine, filha de Valentine e Bevis Pod, um jovem engenheiro aprendiz, também fazem as suas descobertas em relação à intenção do prefeito de Londres e traçam planos para impedir que ele atinja o seu objetivo. 

“… Mas ele sabia que não devia sentir pena: era natural que cidades comessem vilas, assim como vilas comiam vilarejos e vilarejos pegavam pequenos assentamentos”. 

 

{ #RESENHA } MAQUINAS MORTAIS - PHILIP REEVE ( CRÔNICAS DAS CIDADES FAMINTAS #1 )
Philip Reeve conseguiu de forma detalhada e descritiva despertar em mim o gosto pela distopia. Consegui imaginar com detalhes as cenas narradas no livro. Máquinas Mortais é uma tetralogia e já não vejo a hora de ler os outros livros.  À medida que ia lendo conseguia identificar o amadurecimento e a mudança de sentimentos dos casais Tom e Hester, e Katherine e Bevis, e torcia para que o plano dos casais de salvar Londres desse certo.  Vivenciei cada emoção a cada cena descrita, pessoas antes pacíficas e temerosas conseguiram mudar a postura e tomaram coragem de  lutar  pelo que queriam.

 

Fiquei horrorizada com que o Lorde Prefeito foi capaz de fazer para conseguir o que queria, ele pouco estava se importando com os moradores de Londres, queria atingir o seu objetivo, com a desculpa de que seria o melhor para todas as pessoas. Fiquei na expectativa do porque Valentine agiu como agiu e apesar dele ter feito tudo errado fiquei com pena dele, uma vez que no início da história ele era tido o herói da metrópole e aos poucos os seus erros e segredos foram sendo descobertos.

“… eu tento ser legal. Ninguém nunca fez com que que me sentisse querida antes, do jeito que vocês faz. Então tento ser amável e sorridente, como quer que eu seja, mas vejo meu reflexo ou penso nele e tudo dá errado, só consigo pensar em coisas terríveis, gritar com você e machucá-lo. Sinto muito.” 

 

Na loucura do poder, o prefeito e sua equipe de cientistas trazem de volta à vida os stalkers (homens que morreram que guerras e foram transformados em máquinas), e o stalker Shirke é incumbido de procurar por Tom e Hester, mas ele nutre carinho (coisa inexistente nos stlakers) por Hester, por tê-la criado após a morte dos pais, e a deixa escapar várias vezes, além de ficar satisfeito ao ver o quanto ela sabe cuidar de si mesma.

Apaixonei-me pela protagonista Hester Shaw, ela se sente inferiorizada devido à deformação do rosto, é mal humorada e trata todo mundo de forma grosseira, acha que não merece o carinho e a atenção de ninguém, mas mesmo assim acaba se rendendo ao jovem Tom que se mostra muito preocupado com ela e deixa de lutar pelo que conhece e acredita para ajudar a mais nova amiga a atingir o seu objetivo.

O livro fez tanto sucesso que virou filme e é promessa de emoção e muita adrenalina, o que garantirá salas de cinema lotadas. Não conhecia a escrita do autor, mas gostei muito, li várias páginas sem nem perceber, recomendo a leitura de Máquinas Mortais. Phhilip Reeve acabou de ganhar mais uma fiel leitora.

“— Você não é um herói, e eu não sou bonita, e provavelmente nós não viveremos felizes para sempre. Mas estamos vivos e juntos, e nós vamos ficar bem”.

Esta resenha foi feita por Saionara ainda quando colunista do Blog .

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Titulo: Máquinas Mortais 
Subtitulo: Crônicas das Cidades Famintas # 1 
Autor: Philip Reeve 
Ano: 2018 
Páginas: 320 
Editora: HarperCollins Brasil 
Gênero: Ficção, Ficção científica, Jovem adulto, Steampunk 
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