Fracassado, porém bem-atuado, Frankie mostra o diretor / co-roteirista Ira Sachs sendo preso nos espinhosos dos relacionamentos de sua história, mas muitas vezes libertado por seu elenco estelar.

Com três gerações numa experiência que mudará suas vidas durante um dia de férias em Sintra, uma histórica cidade portuguesa conhecida por seus jardins, vilas e palácios oníricos. O enredo mostra a última viagem antes que a matriarca da família enfrente o próximo e o último capítulo de sua vida.

Ao longo de um dia nítido de outubro, o cenário de contos de fadas traz os impulsos mais românticos de todos, revelando as rachaduras e a profundidade inesperada dos sentimentos. A atriz de sucesso, Francoise “Frankie” Cremont ( Isabelle Huppert de Elle) tem um plano secreto: ela quer se casar com Paul (Jérémie Renier de O Amante Duplo), seu filho perpetuamente solteiro, com Ilene(Marisa Tomei de homem aranha de volta ao lar), uma cabeleireira americana com quem fez amizade em uma filmagem em Nova York.

Enquanto Frankie tenta manipular o futuro de seu filho, seu adorado marido irlandês Jimmy (Brendan Gleeson de Coração Valente) é forçado a enfrentar seus próprios sentimentos de perda iminente. Observando do lado de fora está o ex-marido de Frankie, Michel (pascal greggory de Ao Lado da Pianista).

Quando os planos de Frankie são frustrados pela chegada do namorado de Ilene, Gary, ela é forçada a aceitar os mistérios da vida, da morte e de suas limitações humanas demais.

Porém a forma como tudo isso acontece é nostálgica e cansativa. Uma decepção que leva o espectador a não entender muito bem as situações, tanto no tronco da história quanto em suas ramificações. Tudo é mais do que pintado, incrustado em uma relação entre o trágico e o patético.

FRANKIE

Depois do casal inspirador Love is Strange e Summer in Brooklyn, que tinha momentos tocantes e inteligentes com performances cuidadosamente dirigidas, Ira Sachs oferece muito pouca migalha em
Frankie.

Para dizer a verdade, tudo isso lembra Woody Allen, especialmente o filme “último e sem graça”, mas nem sequer tem a frase inspirada que aparece no último momento, impedindo-o de enlouquecer. Como um escritor apontou, quando você sai de Nova York ou do filme, não vai a lugar nenhum. Ou melhor, você desce uma colina portuguesa pelo que parece uma eternidade; E não é uma metáfora.