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O CHALÉ NO FIM DO MUNDO, PAUL TREMBLAY – O QUE SERÁ QUE ELES QUEREM?

O CHALÉ NO FIM DO MUNDO, PAUL TREMBLAY – O QUE SERÁ QUE ELES QUEREM?

“O Chalé no Fim do Mundo é um livro que não consegui definir bem seu gênero. Ele poderia ser um terror slasher, às vezes. Ele tem questões LGBTQIAP+ também. E fala sobre uma espécie de seita, ou crença estranha. O leitor fica todo o tempo tentando descobrir o que está acontecendo naquelas páginas.”

O Chalé No Fim do Mundo

 

Autoria:
Paul Tremblay

Editora:
Bertrand BrasiL

Ano de lançamento:
2019

Páginas (nº):
252

Autoria:
Suspense e Mistério, Terror

O autor Paul Tremblay foi premiado com o prêmio Bram Stoker Award por seu livro “Na Escuridão da Mente”, considerado um dos livros mais assustadores do seu ano de lançamento. Dessa forma, a expectativa dos leitores a respeito de “O Chalé no Fim do Mundo” foram sim, altas. Alguns dizem que o terror mais sossegado, quieto, vagaroso… é que é o terror de fato. Que assusta.

Resenha do Livro O Chalé no Fim do Mundo

Então, nasceu “O Chalé no Fim do Mundo”. O que pode ser considerado um terror extremamente devagar. Nada aqui tem pressa ou é acelerado. E isso já percebemos desde o início quando Wen, uma pequena criança, conhece o grandalhão Leonard. Ele se apresenta logo a ela, porque é inadimissível que crianças conversem com pessoas desconhecidas, não é mesmo?

Wen estava caçando e catalogando gafanhotos. Ela os colocava dentro de um vidro, e escrevia sobre eles. Dando nome e tudo! A garota se empenhava muito nessa atividade. Era algo bastante importante para ela. Assim iremos embreando aos poucos nessa trama que pode ser tanto psicológica, quanto paranoica. Não há como saber com cem por cento de certeza o que está acontecendo no momento que estamos lendo.

Papai Andrew e papai Eric, resolveram viajar com sua filha adotiva. Temos, durante a narrativa, flashs de como essa adoção aconteceu, e de como eles, como família, passaram por distintas adversidades. E venceram. Pois naquele momento, tudo estava perfeitamente bem, do jeito que eles sempre sonharam. Todavia, precisarão em breve, enfrentar o poder da crença versus o potencial do ser humano pra violência.

Um passeio que não deu certo

Os pais de Wen queriam estar em um local totalmente deserto. Por isso, é que eles resolveram ir para New Hampshire. Ali onde não há vizinhos, nem recepção de celular. Onde eles pensavam que somente os três iriam passar dias agradáveis e desconectados. Vivendo um pelo outro. Mas, obviamente, tanto pelo viés da fama do autor, quanto da supracitada presença de Leonard conversando com a garota, já sabemos que as coisas não serão assim!

Leonard apesar de ser um homem gigantesco, é bastante cordial, gentil. Ele aparenta ser agradável e se importar com Wen. Ele conversa com ela, e explica que agora, ele e alguns amigos seus, precisam conversar com seus pais. E até a pequena menina acha que algo de errado está acontecendo. Porque os amigos de Leonard que vêm chegando, são muito estranhos!!!

Leonard apresenta seus amigos, e eles são Redmond, Sabrina e Adriane. Eles se vestem de forma simples. Também possuem instrumentos de trabalho que parecem estranhamente modificados. Algo que não dá pra entender muito bem. Quando a menina vai até eles, e começa a achar tudo bastante estranho, os pais resolvem averiguar os recém chegados ao chalé. E não é que a galera é excepcionalmente esquisita?

Poderemos reverter isso?

Eric e Andrew entram em parafuso, e começam a fechar o chalé da forma que conseguem. Os “visitantes” indesejados começam a forçar sua entrada, até que acham uma maneira de adentrar o local. Eles amarram os pais de Wen em cadeiras. Mas, ao mesmo tempo, pedem desculpas por terem causado aquela bagunça, e por terem assustados a eles e a menina. Umas figuras muito estapafúrdicas mesmo. Parecem até contraditórios.

Quando Andrew e Eric estão lá, indefesos e presos, o grupo começa a passar a mensagem tão especial a qual foram encarregados de entregar. O motivo de estarem ali é porque o mundo está acabando. Uma espécie de apocalipse está à porta. E a única forma de se impedir que tantas e tantas pessoas morram, e que esse mundo conhecido possa continuar a existir, depende da família que está naquele chalé.

Quanta dor eles serão capaz de suportar…

Então, Andrew e Eric precisam tomar uma difícil, mas inevitável, decisão. Eles precisam escolher uma pessoa como sacrifício. E somente os pais e Wen podem decidir quem será essa pessoa. Não poderia ser, no caso, uma escolha dos quatro esquisitões empunhando armas quase medievais. Obviamente os dois pais se desesperam, entram em colapso com suas próprias crenças, tentam desacreditar a fala dos “enviados” e por aí vai.

Nesse momento o livro se torna eternamente lento. Parece que ficamos presos em meio a lembranças dos pais de Wen, a cenas pré-programadas pelos quatro que chegaram sabe Deus de onde, por algumas coisas que Wen se recorda sobre sua vida maravilhosamente bem (mesmo sendo tão criança ainda), e por aí vai. A pressão psicológica acontece durante esse momento. Leonard é o responsável em ficar lembrando Eric e Andrew que existe um relógio correndo, e que o tempo está passando.

Os quatro estranhos explicam a forma que chegaram até àquele chalé, e como cada um acabou fazendo parte daquela espécie de “chamado”. Wen e seus pais querem dissuadir Leonard e seus amigos dessa ideia horrível, e das consequências apocalípticas (com o perdão do trocadilho) caso não se decidam por sacrificar nenhum dos dois. Será que esses quatro são apenas lunáticos que tiveram o azar de se encontrar em algum fórum on-line?

O fim dessa história não é para qualquer um

Em suma, isso é tudo que eu tenho para te apresentar a respeito de “O Chalé no Fim do Mundo”. Não posso falar mais, pois como essa é uma história que praticamente acontece quase toda em um local só, qualquer escapulida minha, poderá acarretar em um possível spoiler para você. E são poucos que conheço que se sentem estimulados com os spoilers. Então te deixo aqui agora, tentando entender o que esse bando de gente, dentro de um chalé, no fim do mundo, irá conseguir resolver a respeito do fim de tudo.

Finalizando, confesso que fiquei interessada em conhecer a obra do autor que foi tão bem premiada. Gostaria de entender se o estilo do autor é diferente do que ele mostrou pra gente em “O Chalé…”, ou se ele está mantendo uma fórmula. Também estou curiosa se darei uma terceira chance a Tremblay, ou se encerraremos nossos negócios com “Na Escuridão da Mente”.

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Comente este post!

  • Debyh

    Olá,
    Que história interessante! Li poucos livros de terror que envolviam seitas e essas coisas e foram os mais assustadores mesmo, talvez por ser algo que seja possível e beire ao sobrenatural o terror fique mais evite.
    Vi estes dias um trailer com a mesma história provavelmente é de um filme baseado na história. Vou colocar na lista para ler!

    responder
    • Carol Nery

      É bem isso mesmo. Talvez a gente se assuste, porque é bem possível de rolar perto da gente e com alguém que a gente conhece. Misericórdia!!!
      Ah, saiu sim um filme com esse filme como referência! Deve ser esse trailer que você viu.

      responder
  • Erika Monteiro

    Oi Carol, tudo bem? Não tinha visto esse livro ainda, mas a premissa me chamou atenção. Não sou muito de ler terror, mas gosto de suspense e mistério. Quanto a histórias mais lentas, que prendem a atenção do leitor eo faz ler página após página, creio ser um artifício que muitos autores utilizam, principalmente os nórdicos. Boneco de neve é um exemplo disso. Acontecem várias coisas, você cria muitas teorias, e no final percebe que não tinha ideia do que estava acontecendo. Um dos livros que mais gosto. Quanto a sua indicação fiquei curiosa. Um abraço, Érika =^.^=

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    • Carol Nery

      Ah, Érika. Bem verdade… Algumas escritas mais lentas, que vão te prendendo, e te fazendo imaginar e criar mil teorias são sensacionais.
      No fim a gente foi feito de trouxa, como sempre. hahahahaa

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  • Val

    Caramba.. fiquei curiosa quereendo saber o desfecho kkkk aah e que galera fdp esse povo de seitas e afins. Tenho ranço. Sempre extremistas querendo sacrificar alguém q tá nem aí pras baboseiras deles. Affs
    Esse livro daría un bom filme. E acredito que esse final a passos lentos sería até melhor explorado na película…

    Tschuss

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    • Carol Nery

      Teve o filme né? Eu comecei a ver… Mas aconteceu alguma coisa. E pra variar, eu não terminei de ver. Isso tá acontecendo muito ultimamente. hahahaha
      Muito filho. Muita coisa pra fazer. Nunca consigo desligar 100% pra ver um filme quieta. Ai, ai.

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