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“ÚLTIMA PARADA”: UM ROMANCE SÁFICO QUE SE PASSA EM UMA LINHA DE METRÔ DE NY

“ÚLTIMA PARADA”: UM ROMANCE SÁFICO QUE SE PASSA EM UMA LINHA DE METRÔ DE NY

“Última parada” escrito por Casey McQuiston, é um romance sáfico que narra a história de August e Jane, duas garotas que se encontram em uma linha de metrô de NY

Vamos falar sobre “Última Parada”? O romance escrito por Casey McQuiston e lançado esse ano pela editora seguinte narra a história de August e Jane. Duas garotas que se encontram em uma linha de metrô de Nova York.

Quando August chega a Nova York, ela quer só ter uma vida normal, longe de sua mãe e a obsessão dela em encontrar o irmão que desapareceu há muitos anos. Quando ela encontra Jane, uma bofinho linda e que chamou muito sua atenção no metrô, ela não imaginaria que sua vida fosse dar um giro de 360º. Afinal, toda vez que ela pega a linha Q, não importa o horário, Jane está na linha.

É quando as duas descobrem que Jane está presa na linha Q desde a década de 70, sem envelhecer. Então, August entra em uma missão de conseguir libertar Jane da linha, para que a garota enfim, volte para casa. No meio disso tudo, as duas acabam se apaixonando, ficando com a terrível sensação de despedida, caso Jane consiga finalmente voltar para casa.

Essa é uma sinopse sobre “Última Parada”, minha segunda tentativa de gostar da escrita de Casey.

Última Parada

Autoria:
Casey McQuiston

Ano de lançamento:
2022

Páginas (nº):
400

Editora:
Seguinte

Gênero:
Romance, LGBTQIA+
Classificação indicativa: 16
Aviso de conteúdo: Homofobia

“É isso que acontece no metrô — você cruza os olhos com alguém, imagina uma vida com essa pessoa entre uma estação e outra, e volta à sua rotina como se a pessoa que você amou nesse meio-tempo não existisse em nenhum outro lugar. Como se ela nunca pudesse existir fora daquele trem.”

Última parada - Casey McQuiston

A resenha do livro “Última Parada” de Casey McQuiston

Como disse, essa foi a minha segunda tentativa de tentar gostar da escrita de Casey McQuiston e acho que não haverá uma terceira (vamos ver na hora que lançar “Vermelho, branco e sangue azul”). Preciso dizer que quando esse livro foi lançado, fiquei bem ansiosa para ler, afinal, um romance sáfico de uma autora que tanta gente gosta, deveria ser bom.

Logo, peguei o livro para ler e fiquei quase um ano todo tentando finalizar a leitura. Inclusive, passei um dos livros da mesma autora na frente dele. Como já disse na resenha de “Eu beijei Shara Wheeler” eu não me dei bem com a escrita da autora e achei ela bem cansativa. Inclusive, enquanto lia algumas páginas de “Última parada” começava a querer dormir.

Pela sinopse, eu sabia que tinha uma coisa interessante na história e tentei me forçar a ler principalmente porque estava curiosa. Queria saber porque Jane estava presa e comecei a fazer algumas suposições de porque as duas estavam tão ligadas. Foi uma leitura demorada e cá entre nós, um pouco sofrida, mas finalmente terminei.

No fim, gostei um pouco da leitura, mas “Eu beijei Shara Wheeler” foi bem melhor (muita gente elogia “Vermelho, branco e sangue azul” então quem sabe eu ainda tento ler antes do filme sair?). Eu sinceramente não sei o que faz com que a escrita seja cansativa para mim, mas sei que o fato de estar se passando mais dentro do metrô e com as duas tentando descobrir o porquê de Jane estar presa, deve ter piorado todo o cansaço.

“E lá estava eu, punk, asiática, sapatão. Em qualquer lugar que eu fosse, alguém me amava. Mas, em qualquer lugar que eu fosse, alguém me odiava.”

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Última parada - Casey McQuiston

A representativa e a amizade dentro dos livros de Casey McQuiston

Uma coisa que tenho adorado dentro dos livros de Casey é a representatividade. Em “Eu beijei Shara Wheeler” tínhamos um grupo de adolescentes/jovens descobrindo sobre a própria sexualidade. Em “Última parada” temos uma diversidade bem grande, inclusive de drags. Além disso, no livro temos um pouco sobre o preconceito que a comunidade LGBTQIA+ sofria na década de 70. Infelizmente, muito desse preconceito ainda existe, mas naquela época era ainda maior do que os dias atuais.

A amizade também é um tema bem importante dentro do livro. Percebi que nesses dois livros de Casey tanto a amizade quanto a representatividade tem papéis grandes na história. Em Nova York, August divide apartamento com outras três pessoas que têm papéis importantes em toda história, fora os outros personagens que vão aparecendo no meio do caminho.

Uma coisa que achei bem legal, foi o início dos capítulos de “Última parada”. Como temos Jane presa no metrô desde a década de 70, temos alguns recortes que mostram a interação da misteriosa garota do metrô com outras pessoas, ao longo dos anos. Achei isso bem legal, para saber até mesmo como alguns dos objetos foram parar com Jane.

O romance entre August e Jane é algo que vai acontecendo desde o início, começando com aquele crush que todo mundo já teve ao olhar uma pessoa, até finalmente as duas começarem a se envolver. Não foi de todo ruim e me ajudou a gostar um pouco mais da leitura.

“Nossa, isso é uma droga. Lugares como a Billy nunca são apenas lugares. São lares, pontos centrais de memórias, primeiros amores. Para Jane, é uma âncora tanto quanto aquela em seu braço.”

Última parada, Casey McQuiston

Sobre Casey McQuiston

“Última parada” não foi uma boa leitura para mim, mas como já disse algumas vezes a experiência de cada um com o livro é diferente. Algo que não funcionou para mim, pode funcionar para outras pessoas, não é por nada que muitas pessoas sempre falam bem de Casey e seus livros.

Casey McQuiston cresceu no sul de Lousiana, estudou jornalismo e trabalhou por anos em revistas. Hoje, Casey vive em Nova York com sua poodle Pepper, e já tem três livros publicados, todos já lançados no Brasil pela Seguinte: “Vermelho, branco e sangue azul”, que vai virar filme pela Prime Video, “Última parada” e “Eu beijei Shara Wheeler”.

E aí, já leu algum livro de Casey McQuiston?

“Jane ama como o verão, e tem um motivo para isso: ela não fica por muito tempo no mesmo lugar.”

“(…) não tem nada de errado em ficar sozinho. Muitas pessoas são mais felizes assim. Muitas pessoas nasceram para ser assim.”

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