
O livro “A Árvore Generosa” do autor Shel Silverstein é lindo e me chamou atenção desde o início. Todo verdinho, com uma capa dura brilhosa, nos mostrando uma ilustração em que um menino recebe uma maçã de uma árvore, ele me encantou já no primeiro contato. A pergunta feita na sinopse me instigou a ler em busca da resposta.
A obra é o relançamento de um clássico ilustrado, que foi traduzido por Fernando Sabino. Na trama conhecemos a relação estabelecida entre um menino e uma árvore. Ela muito amorosa, sempre disposta a dar tudo de si. Ele muito egoísta, sempre exigindo recursos que atendessem aos seus desejos. Ele extremamente interesseiro. Ela muito dadivosa. A meu ver ambos pecando pelo excesso.

Comecei a leitura sorrindo, e meu sorriso surgiu graças ao encantamento que a história despertou em mim. O tom clássico do Era uma vez… e os desenhos muito bem feitos ilustrando os momentos vivenciados pelo menino e a árvore, me levaram para um lugar agradável, com gosto de infância. Mas, aos poucos, meu sorriso foi sumindo, dando lugar a uma série de sentimentos.
Não sei explicar bem o que senti. Incômodo? Tristeza? Indignação talvez. O fato é que me deparei com uma história simples, mas com um enorme potencial para fazer o leitor pensar. Inicialmente o menino se contenta apenas com a companhia da árvore, mas com o tempo, passa a querer sempre mais e para agradá-lo a árvore vai se doando cada vez mais.

Para mim foi marcante o contraste entre um personagem extremamente generoso e outro muito egocêntrico e ingrato. É uma história curta, uma leitura rápida, que apesar de aparentemente simples é carregada de significados. Impossível ficar indiferente a lição de moral que há implícita na trama.
Claro que a interpretação é relativa e certamente diferente para cada leitor. Mas minha percepção é de que a história pode inspirar reflexões que vão desde a preservação da natureza e dos recursos que ela nos oferece, até valores úteis aos relacionamentos, como o cuidado com o outro e respeito aos sentimentos daqueles que nos dedicam amor.

Acho que temos em nós um pouco de árvore, mas temos também um pouco de menino. O que o livro fez foi me levar a questionar quão árvore e quão menino eu tenho sido. É um livro atemporal que guardarei com carinho e lerei para meu filho(a) quando eu for mãe. Não poderia deixar de ser generosa e compartilhar a obra com vocês, espero que gostem!
Conhecia o livro? Gostou da resenha?
Essa matéria foi escrita por Nathalia enquanto ainda era colunista do Coisas de Mineira
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Título: A árvore generosa
Autor: Shel Silverstein
Ano: 2006
Páginas: 60
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: Infantil
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Priscila Tavares
Oi Naty!
Antes de mais nada: que livro lindo né. Sempre falo que essas histórias que parecem simples de primeiro, podem nos surpreender e muito. As vezes nem percebemos a linha que o autor está nos fazendo seguir até que do nada, sentimos todo o peso que a reflexão causa em nós. Quero ler esse livro.
Beijokas
Quanto Mais Livros Melhor
Nathalia
Oi Priscila
É bem assim e eu amo livros que fazem isso!
Leia mesmo! É uma gracinha!
Beijo
Cristiane Dornelas
Essa edição dele chama mesmo atenção, é muito bonita. E a trama mesmo sendo simples pode deixar bastante reflexões. Isso do menino egoísta e sempre querendo mais e da arvore sempre muito boa me fez pensar mesmo na nossa relação com a natureza, de como abusamos dela. Mas primeiramente isso me fez lembrar de relacionamentos abusivos, de como uma pessoa se doa demais e outra só brinca com os sentimentos, não valoriza…
Meio doido isso…que a trama possa trazer diferentes ideias à mente.
É uma dica interessante de leitura.
Nathalia
Maravilhosamente doido né Cristiane!
Acho muito gostoso livros que mexem
assim com idéias e emoções…
Beijo
Herica Lima
Muito bonita essa edição! Amo livros com reflexões no final, mesmo o livro sendo simples.
Achei legal essa resenha e super legal a trama ser sobre um menino querer cada vez mais e a árvore fazendo o seu desejo! Nossa! Deve ser muito bom o livro!
Beijoss
Nathalia
O livro é uma fofura Herica
Eu recomendo!
Beijo
Caroline Garcia
Generosidade, egoísmo… Confesso que me atraiu esses temas e fiquei curiosa em relação a essa história.
Não é uma obra que faz muito meu estilo, mas fiquei interessada.
E a edição parece estar um capricho né? Bem fofínea <3
Beijos,
Caroline Garcia
Nathalia
Bem fofinha Caroline,
Livro de criança, mas assunto importante também
pra gente grande!
Beijo.
Alison de Jesus
Olá, adoro livros que deixam mensagens implícitas, os elementos da trama nos entrega de forma sutil o real sentido da história, íntimo a cada um de nós pois o menino e a árvore se adaptam à nossa realidade. Beijos.
Nathalia
Que bom que gostou
Beijo
Nayane Evylle
Eu gosto dessa temática de opostos. Da um destino e desenvolvimento pra história. Gostei da resenha. Vou anotar pra ler.
Abçs
Nathalia
Que Bom!
Espero que goste do livro Nayane
Beijo
Carol Campos
Não conhecia o livro nem o autor. A capa aparenta ser um livro infantil mas, ao terminar a resenha, vejo os valores que passa e a reflexão que nos deixa. Simples e surpreendente, gostei.
Nathalia
É infantil Carol… mas é lindinho
é acho que não tem idade pra refletir
sobre amor e generosidade…
Não é mesmo?!
Beijo 🙂
Yana
Nossa que gracinha esse livro. Gosto muito de livros infantis e infanto-juvenis, e vez ou outra compartilho livros fofos com as pessoas que conheço. Fato é que por mais simples que seja a história, acabo me prendendo a detalhes, além de refletir sobre mim mesma baseada na trama desse livros. Quando tiver oportunidade vou dar aquela pegadinha nesse livro. Um beijão =)
Nathalia
Concordo com você Yana…
Também gosto de alguns infantojuvenil
Espero que você goste desse!
Beijo
Márcia Saltão
Olá!
Que capa linda! Gosto de livros com ilustrações e que passam uma boa reflexão.
Espero um dia conseguir ler e guardar com carinho na estante.
Resenha muito bonita, parabéns. Beijinhos.
Nathalia
Olá Márcia
É mesmo um livro pra guardar com carinho.
Que bom que gostou
Beijo
Gislaine Lopes
Oi Nathalia,
Livros que trazem grandes lições são os que mais tem me chamado atenção ultimamente. Talvez porque a humanidade tem passado por tantas coisas ruins e negativas, então estou sempre atrás de histórias que me fazem refletir e tirar alguns ensinamentos. Com certeza A Árvore generosa faz uma crítica a forma de agir de algumas pessoas. Certos indivíduos diante de uma generosidade não conseguem se contentar e agradecer ao ato, pois a ganância e egoísmo falam mais alto.
Nathalia
Verdade Gislaine
Também amo livros que nos levam a refletir…
A árvore generosa faz isso com muita simplicidade
E o mundo precisa mesmo de pessoas mais amorosas
e também de gente que saiba de receber esse amor
sem se aproveitar de forma egoísta.
Beijo
Leituras da Ketellyn
Oi, não é meu tipo de livro, mas achei ele muito fofo, e a capa é linda, minha sobrinha iria adorar.
Nathalia
Oi
É fofo mesmo!
Beijo
pamela mendes
Eu não conhecia esse livro, mas ele parece ser super fofo. Confesso que não é o tipo de livro que eu costume ler, mas eu fiquei muito interessada em ler esse, e acho que vale muito a pena. Sem contar que essa edição está super linda <3
Bjss ^^
Nathalia
Super fofinha mesmo!
Também achei!
Beijo
RUDYNALVA
Nat!
Não conhecia o livro não, mas amei a capa porque me lembrou de um dos primeiros livros que li na infância que foi O menino do dedo verde.
Gosto demais de histórias infantis porque sempre trazem lindas mensagens e fico encantada com as ilustrações.
Desejo uma semana tranquila!
“Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.” (Francis Bacon)
Cheirinhos
Rudy
TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
Aichha Carolina Pereira
Oi Nathalia,
Esta edição realmente chama a atenção pela beleza. Gosto desses livros mais curtinhos, muitas vezes até infanto-juvenis mas que trazem muitas mensagens – independente da idade do leitor.
Beijos
Alexandre Arienti
Gosto de ler a árvore e o menino como sendo a mesma pessoa. Inicialmente em equilíbrio com seu self, posteriormente mutilando seu próprio eu em função de objetivos materiais. Se olhar bem, a cada violência contra a árvore, o menino se destrói um pouco. O final, é reencontro agridoce que leva à reflexão acerca da futilidade e transitoriedade da existência.