Preparem os lencinhos pois a resenha de hoje 'Como Viver Eternamente' do autor Sally Nicholls é de um dos livros mais emocionantes e marcantes da história, cheio de lições de vida e coragem que somente uma criança é capaz de mostrar. Mas não se engane as lágrimas não serão somente pelas tristezas e sim pela força e bravura de um personagem único que enfrente o cancêr. #Resenha #Coisademineira #Livro #Books #quote #SallyNicholls

Preparem os lencinhos pois a resenha de hoje é de um dos livros mais emocionantes e marcantes da história, cheio de lições de vida e coragem que somente uma criança é capaz de mostrar, Como Viver Eternamente .  Mas não se engane as lágrimas não serão somente pelas tristezas e sim pela força e bravura de um personagem único.

“Este é o meu livro, iniciado em 7 de janeiro e terminado em 12 de abril. É uma coletânea de listas, histórias, fotos, perguntas e fatos. É também a minha história.”

Sam, é um garotinho de onze anos, leucêmico pela terceira vez e debilitado pelos tratamentos agressivos que enfrenta na tentativa da cura do câncer.  Enquanto faz o tratamento ele tenta viver tudo que uma criança de sua idade deseja da melhor forma possível devido as limitações que a doença impõe, afinal seu corpo está debilitado, mas isso não afetou sua imaginação fértil ou sua curiosidade pelos “Livro dos Recordes”.

Para que ele possa viver o mais normal possível sua mãe contratou uma professora particular para dar aulas a ele e a seu melhor amigo Felix, que também enfrenta um tipo diferente de câncer e não tem como frequentar a escola. Em uma dessas aulas a professora do Sam o desafia a escrever um livro sobre o que quiser e depois de muito analisar ele acaba escrevendo sobre si mesmo.

E é neste momento que história começa, contada em primeira pessoa, a autora vai relatando os dias bons e ruins que Sam enfrenta ao longo da história e como ele lida com as notícias boas e ruins que recebe dos médicos em relação ao progresso de sua doença.

Para mim essas as partes foram as mais difíceis do livro, pois mesmo quando o médico relatava algo bom, sempre tinha algo mais para deixar o leitor na expectativa da resposta da cura e fui percebendo no decorrer do livro que mesmo que desejemos que algo mágico aconteça nem sempre temos finais felizes.

E é assim que você vai lendo esse texto escrito pela Sally Nicholls em primeira pessoa na visão de um dos personagens mais marcante, inteligente e amável que eu já conheci e descobre por que essa autora conseguiu o destaque que tem com este livro, pois ela foi capaz de criar diálogos em que o leitor consegue se identificar com uma criança de onze anos, além da forma como ela aborda a doença na família do Sam com um diferencial de qualquer outro livro eu tenha lido com o mesmo tema, porque a dor e o sofrimento estão lá, mas também há a serenidade dos acontecimentos, a alegria dos sonhos realizados e a certeza que o nosso protagonista viveu um dia de cada vez.

Eu chorei bastante no decorrer da leitura, não por que o sofrimento do Sam era demais mas sim por todos os pontos felizes que ele teve, pelo amor que seus pais tentavam mostrar a ele, pela dificuldade de sua mãe em lidar com uma notícia que nenhuma mãe merece receber, pela difícil decisão de quando se deve ou não continuar o tratamento, pelo pai que prefere não falar sobre a doença e fingir que ela não existe, mas que dá o melhor para seu filho, pelos momentos divertidíssimos que o Felix cria para que o Sam consiga realizar seus desejos e fingir que tem seu nome no Guinness Book. Esses foram os momentos que me fizeram cair em prantos ao pensar em como aquilo tudo era injusto e quanto o Sam era forte e corajoso.

Eu queria mais momentos com ele, saber o que aconteceu com a sua família depois da última página, mas como tudo foi escrito na visão do Sam e como ele mesmo disse na primeira página “se você está lendo este livro é por que eu já morri” é muito difícil a autora escrever algo na visão de um outro personagem .

“Não me lembro por quanto tempo nós choramos juntos. Mas me lembro de que, quando paramos, ela me deu um lencinho de papel, e eu enxuguei minhas lágrimas,  e ela secou os olhos. Senti o quanto ela queria fazer tudo voltar ao normal, mas não tinha como.”

 

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Como viver eternamente Titulo : Como Viver Eternamente 
Autora: Sally Nicholls
Ano: 2008
 Páginas: 230
Editora: Geração
Gênero:  Drama, Sick lit, 
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