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VENOM: TEMPO DE CARNIFICINA | CRÍTICA

05 outubro, 2021 por

Vamos falar de “Venom: Tempo de Carnificina”, que estreia dia 7 de outubro? A continuação de “Venom”, se passa um ano após os acontecimentos do primeiro filme. Eddie Brock está com dificuldades para se acostumar com Venom, e tenta se restabelecer como jornalista. Sua grande chance chega ao ser chamado para entrevistar o serial killer Cletus Kasady. Mas o que ninguém esperava era que Cletus escapasse da prisão e também tivesse um simbionte chamado Carnificina.

Venom tempo de carnificina

Título: Venom: Tempo de Carnificina
Duração: 2h
Ano: 2021
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: 14 Anos
Nota: 3/5
Gatilhos: Violência, Serial Killer

 

Agora vamos as minhas impressões? Quando fui assistir ao primeiro filme, estava com uma expectativa muito alta, afinal fiquei bem ligada nos filmes e séries de super-heróis e acabei me decepcionando um pouco com o longa. Então dessa vez, já fui com as expectativas lá embaixo. No fim, acabei gostando mais desse filme do que do primeiro. O início, por exemplo, não me fez querer dormir, como em “Venom”.

Antes de qualquer coisa, preciso falar que eu continuo não gostando do Eddie, mas amando o Venom. Temos alguns momentos de discussão dos dois, afinal, eles tem muitas divergências. Os diálogos entre os dois são bons e tivemos um pouco mais de diálogos e momentos mais engraçados. A história também fluiu melhor. A chegada do Carnificina dá uma acelerada nas coisas, e me fez esperar que muitas coisas acontecessem, mas eu não consegui comprar o romance do Cletus.

venom tempo de carnificina

Há um romance entre Cletus e Frances, mas não consegui comprar essa história dos dois. Acho que isso se deu, porque a interação dos dois teve a intromissão do Carnificina. Por falar em Frances, ela tem uma pequena história que é contada no longa, mas não tem um foco muito grande. A intenção de colocar ela no filme, foi boa, mas acho que a execução não ficou tão legal assim.

Ao contrário de Venom, que é um simbionte preto, o Carnificina é vermelho e quando os dois se encontram, Venom reluta um pouco, querendo fugir, dando a entender que por ser vermelho Carnificina é mais forte que ele. Isso acaba dando uma emoção a mais no filme e nas cenas de interação entre os dois simbiontes. Falando sobre as simbiontes, não tenho nada a reclamar em relação aos efeitos de transformação, tanto do Venom, quanto do Carnificina. As cenas de ação também estão boas, apesar de que tenho a impressão de que eles tentaram colocar muitos acontecimentos quando o Venom enfim enfrenta o Carnificina, o que ficou um pouco confuso.

Algo que foi bem descarado nesse filme foi o merchandising do jogo queridinho do momento (ao menos queridinho dos meus sobrinhos). Em certo momento no apartamento do Eddie, podemos ver a propagando do Free Fire bem descarada na tela da televisão. Toco no assunto, porque sempre temos propagandas em filmes, mas essa foi uma das raras vezes que um merchandising ficou tão descarado e, na minha opinião, fora de contexto dentro de uma cena.

venom tempo de carnificina

Mesmo assim, em comparação com outros filmes do gênero, “Venom: tempo de carnificina” deixa muito a desejar, então não vá com muitas expectativas para não se frustrar. Apesar disso, esse é um bom longa para se ver e saí do cinema e estou até hoje citando a frase “Let there be carnage”. Algo que preciso ressaltar é que o primeiro longa de “Venom” foi um sucesso de bilheteria e deu inicio ao universo compartilhado do Homem-Aranha. “Tempo de Carnificina” que foi lançado no EUA no dia 1º de outubro, bateu o recorde de melhor fim de semana de estreia, desde que a pandemia começou, superando “Viúva Negra”, que liderava até então.

Apesar de ser do universo compartilhado do Homem-Aranha, não temos nenhuma aparição ou menção do herói durante o longa. Mas atenção: temos uma cena pós-créditos no longa que fez com que a sala de cinema em que eu estava fizesse um barulhinho. Não vou dizer como é a cena apenas a impressão que me passou, então se quiser pular essa parte, fique a vontade.


Sobre a cena pós-créditos: A cena que temos deixou uma pulga atrás da orelha sobre o encontro de Venom e do Homem-Aranha. E eu fiquei com aquela sensação de que o anti-herói pode sim aparecer no próximo filme. Além disso, preciso dizer que a cena começa bem engraçadinha, com uma novelinha mexicana na televisão (eu já não gosto de novela mexicana, né?).


Uma curiosidade bacana é que além de atuar, Tom Hardy também recebeu crédito de escritor no filme. Isso fez com que o ator se tornasse a quinta pessoa a receber esse crédito por um filme de super-herói que também atuou.

A direção de “Venom: tempo de carnificina” ficou por conta de Andy Serkis (“Mogli: entre dois mundos”). Além de Tom Hardy (“Dunkirk” e “O regresso”), estão no filme Woody Harrelson (“Kate” e “Midway: batalha em alto mar”), Naomie Harris (“Beleza Oculta” e “Moonlight: sob a luz do luar”), Michelle Williams (“Depois do casamento” e “O rei do show”) e Stephen Graham (“O irlandês” e “Piratas do caribe: a vingança de Salazar”).

E aí, como estão suas expectativas para ver ” Venom: tempo de carnificina”?

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