A dica de hoje é de um livro que nas primeiras páginas já ganhou meu coração! “Um dorama para chamar de meu” escrito por Marina Carvalho e publicado pela editora Astral Cultural, em 2019. Então vamos para a história?

Mariana Pena trabalha como assessora de comunicação em uma agência de São Paulo. Ela se orgulha de ser uma mulher forte, independente e é muito boa fazendo seu trabalho. Quando a agência na qual trabalha fecha um acordo com uma editora, Mariana descobre que vai ser assessora de imprensa de um fotógrafo coreano, na turnê de lançamento de seu novo livro, que faz grande sucesso. O que Mariana não esperava, é que sua vida pudesse virar um verdadeiro drama coreano, ou, dorama!

Tentei dar as informações necessárias para a história, mas quero dizer que não deixe que um livro te engane pela capa ou nome. Está certo que a capa dele é bem bonita, mas não sou fã de doramas (ou pelo menos acho que não sou), então, essa não seria minha primeira escolha de leitura. Felizmente, ele chegou para que eu pudesse resenhar e me divertir com essa leitura maravilhosa.

“Não sabia que sentiria cheiro de livros assim que pusesse meus pés no andar da editora. Mas está lá, forte e pujante, e é uma delícia.”

Definitivamente, essa é uma leitura bem divertida e engraçada e que sabe colocar uma dose de drama, quando necessário. Temos Mariana, uma personagem incrível e bem gente como a gente. Mariana não sabe nada sobre a cultura asiática, nem sobre coreanos, mas quando descobre que terá que acompanhar um coreano, ela vai fundo para descobrir a cultura.

um dorama para chamar de meu

Sabe de algo que eu gostei? Eu não sou uma pessoa que conhece sobre toda essa cultura que está tão em alta, mas como a personagem principal também não, podemos ir conhecendo junto com ela. Então eu fui aprendendo, junto com Mariana, muitas coisas sobre a Coreia. E quero dizer uma coisa: acho que vou começar a assistir um dorama, só para ver se realmente não sou a menina dos doramas. Parabéns Marina, acho que você me convenceu a conhecer.

“Não imaginava que deixaria minhas amigas tão espantadas ao revelar meus novos conhecimentos. Então, recordo que há pouco tempo eu também reproduzia conceitos prontos sobre os asiáticos do extremo oriente.”

Ahhh em falar em convencer. No início, a autora conta um pouco sobre a história dela com essa cultura asiática, em uma nota. Ela diz que até pouco tempo atrás, ela não conhecia doramas, mas que acabou sendo convencida a ver um, e depois já foi procurar outro e entrou em um caminho sem volta. Depois, temos um prefácio bem legal de Lisse Cunha, dorameira, que apresenta a leitura.

Voltando a falar de Mariana, nossa personagem principal, é incrível ver a mulher forte que a autora criou. Uma lutadora de boxe, que pela aparência, ninguém diria que ela luta. Ela é bem gente como a gente, e para dar mais essa proximidade (não sei se foi esse o objetivo) a autora usa palavras bem comuns, ao menos no meu dia a dia, como: tratante. Ela também faz um trocadilho bem legal com a música da galinha pintadinha “Viva Mariana” (essa foi a intenção? Porque já fiz muito isso). Além disso, nossa personagem principal é mineira, de Belo Horizonte. Ao falar em Minas, durante a turnê, os personagens passam por algumas cidades do Brasil, como por exemplo, Belo Horizonte e Salvador.

um dorama para chamar de meu

Quero dizer que o livro aborda alguns assuntos bem importantes, apesar das coisas boas e bonitinhas. Como por exemplo, o conceito comum com as pessoas asiáticas. Sempre é tempo de revermos nossas atitudes, e lendo o livro, fiquei pensando se alguma vez já fiz algo do tipo, pretendo me policiar mais sobre isso. Falo dos conceitos de que “japa é tudo igual” e que “eles são frios”. Nossa personagem principal também revê alguns conceitos que ela tinha, durante a história.

“- Chinês? Japonês? – Elas morreram de rir. No dia seguinte, porém, com o organismo livre do álcool, acabariam se lamentando pelas palhaçadas, mas não naquele momento, quando tudo parecia hilário e divertido.
– O que importa? É tudo a mesma coisa.”

Vamos falar do nosso mocinho? Joaquim é um cara que de primeira, você não dá muito crédito para ele, mas à medida que a história vai acontecendo, a gente começa a se apaixonar pelo personagem. Eu pelo menos me apaixonei, ele é um fofo, apesar de ter seus problemas. Ele vai aprendendo a lidar com o que sente por Mariana, com as suas limitações e os problemas que acabam aparecendo na vida dele.

AHHHH, algo que amei durante a leitura e que foi uma surpresa gigantesca para mim. Estava eu, lendo a história, tendo a visão de Mariana sobre os fatos e do nada, temos um “Joaquim” e a visão dele da história. Pensei que ia ficar apenas com a visão de Mariana e quando Joaquim entra como um personagem ativo, é incrível. Outra coisa legal, é que sempre nos inícios dos capítulos, temos uma frase que define o rumo que aquele capítulo irá tomar.

“Não julgue um livro pela capa (ou defina um estereótipo pelos olhos puxados).”

um dorama para chamar de meu

Mas vamos para as coisas fofas? Temos um romance bem bonito em “Um dorama para chamar de meu”. Falo bonito, porque eu achei incrível a forma como Joaquim se preocupa com Mariana. Vamos de comédia? Temos vários momentos engraçados dentro da história. O início dela, por exemplo, é bem engraçado, com algumas coisas que acontecem com Mariana. E ela, junto com Joaquim, tem umas cenas bem divertidas.

Agora vamos de dramas? Simmmmm, temos dramas. Tem um mistério acontecendo na história. Coisas estranhas começam a acontecer e Mariana começa a desconfiar. E esse drama/mistério é levado até o final do livro. O final, ele é incrível. Marina soube dar um grande final para a história, levando o drama até o fim. Existem vários personagens secundários importantes na história, não temos um foco neles, mas eles fazem a diferença em suas participações.

Marina Carvalho nasceu em Ponte Nova (conterrânea do meu pai) e se formou em Jornalismo na PUC Minas. Ela trabalhou como assessora de comunicação por sete anos. Marina teve sua estreia como escritora em 2013, com o livro “Simplesmente Ana”. Além dessa história, Marina escreveu: “De repente Ana”, “A menina dos olhos molhados”. “Um dorama para chamar de meu” é a sua história mais recente, e o único contato que tive com a autora, até então.

E aí, já ouviu falar sobre “Um dorama para chamar de meu”?

“Quando você finalmente conhece “a pessoa”, esquece quando o seu amor começou.”

um dorama para chamar de meu

Título: Um dorama para chamar de meu
Autora: Marina Carvalho
Ano: 2019
Páginas: 317
Editora: Astral Cultural
Gênero: Romance, Literatura Brasileira
Nota: 5/5
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