Eu amo série jurídica e já contei (aqui) que The Good Wife é uma das que realmente vale a pena assistir. pois é um caso raro de ótimas historias, ótimos personagens e ótimos enredos, porem vocês sabem que tudo sempre tem um final e não foi diferente com TGW, focando nos órfãs da serie os produtores criaram um spin-off com o nome de The Good Fight e vai ser dele que falaremos hoje.
Por mais que a serie original tenha sido extremamente bem sucedida não existem garantias que a sua derivada vá agradar ao grande publico e fazer sucesso, spin off são um tiro no escuro como qualquer outra serie e vem com um agravante, o peso da serie anterior, temos diversos casos que não deram certo, o mais conhecido dele é Joey que veio como um pedaço da aclamada Friends e não teve 1/3 de seu sucesso. Quando TGW terminou houve uma rumor de que poderia ter um spin off, que se concretizou com a estreia de TGF, se passando no mesmo universo da serie finalizada, mas com um ar mais novo, fresco e jovem, é como se eles tivessem pego o que funcionou no seriado ‘original’ e tivessem colocado no meio de outra história, com outros personagens. 
Eu particularmente sempre gostei da Alicia (personagem central de TGW) mas acredito que a sua história, interpretação e jeito já estava cansando e o que mais gostei em TGF foi que ele tem o melhor da serie anterior e tiraram justamente o que já estava morrendo a Alicia, e o melhor é que a serie embora se passe no mesmo universo, com alguns personagens que já vimos, ela é completamente desprendida e livre, então se você não viu TGW, pode assistir TGF tranquilo que irá entender absolutamente tudo e não corre nem de longe o risco de ficar perdido na história.

O empoderamento feminino vem feito uma onda de coisas maravilhosas e mais do que isso, veio pra mostrar que as mulheres não aceitam voltar para os bastidores, não aceitam serem apenas esposas ou mães e que não vão deixar que ser direitos recém conquistados sejam tirados ou até mesmo questionados, as mulheres têm voz e elas falam extremamente forte e alto, baseado sabiamente neste mundo novo em construção os produtores acertaram sabiamente em colocar três mulheres como personagem principal.
Diane Lockhart é uma advogada experiente, segura de si, de sucesso e que esta no finalmente de sua carreira, apos ter juntado uma bela quantia, ter escolhido o seu refugio europeu, ter pedido demissão da firma que ela mesmo começou (e que leva o seu nome) e já ter escolhido a sua afilhada Maia para passar o bastão, se depara com uma das piores coisas que podem acontecer com um pessoa; a falência. Diane investiu todo o seu dinheiro em um único fundo que apos diversos esquemas abre falência e leva consigo dinheiro de quase todos os ricaços, sendo apresentada a nova e realmente cruel realidade, ela é obrigada a reconstruir sua vida o problema é que Diane foi responsável em levar milhares de seus amigos advogados como investidores do fundo, então além de estar desempregada pois ja havia assinado sua demissão, ela esta com o filme extremamente queimado entre os escritórios de advocacia e entre outros poderosos da sociedade. Devido a este conjunto de fatores ela tem que recomeçar em uma empresa menor e ainda precisa provar o seu valor, passando assim por todas os obstáculos que um recém contratado precisa passar para firmar o seu nome e importância dentro da empresa. Diane foi de longe a personagem mais constante em TGW, mesmo nos momentos em que a série não estava muito boa, o seu papel continuou firme e sendo levado com maestria pela maravilhosa Christiane Baranski (sim, ela faz a mãe do Leonard em The Big Bang Theory).

Maia Rindell é uma jovem advogada que apos passar no exame da ordem começa a trabalhar em uma grande firma de advocacia com uma amiga de seus pais (Diane), mas que vê seu mundo desmoronar quando seu pai é preso pelo FBI devido a um escândalo financeiro que levou a falência (ou a beira dela) diversos ricaços (incluindo a Diane). Sendo beneficiaria direta de todo o esquema e apesar de não saber absolutamente nada a respeito do que seu pai fez ou deixou de fazer, Maia é coloca no meio do vulcão, tendo o seu relacionamento exposto, a sua vida invadida e massacrada pela mídia, devido a este infortúnio ela acaba sendo demitida do escritório de advocacia, mas logo é convidada a se juntar a Diane na nova empresa, onde as ameaças e exposição da sua vida continuam mas pelo menos no novo escritório o seu pai nao perdeu dinheiro de ninguém.
Lucca Quin já trabalha na empresa quando Diane e Maia chegam, conhecida por ser impiedosa, sarcástica, ambiciosa na medida e muito esperta, não tem muito o que se dizer dessa personagem, quem acompanhava TGW já a conhecia mas como ela apareceu no final da série, não existe muito a se conhecer, acredito que seremos apresentados aos poucos, porém já a shipo forte com um promotor gatinho. O escritório onde as três trabalham é pequeno e ainda tem muito o que se provar e construir no mundo jurídico, mas um fato vale a pena ser comentado e exaltado, ele tem apenas funcionários negros, o que rende um dialogo sensacional entre o seu diretor e Diane no momento em que ele lhe oferece o emprego, outro momento sensacional é a reação de Diane quando Trump ganha a eleição, é simplesmente maravilhoso e hilario o choque, parece a cara da gente mesmo quando ficou sabendo o resultado das eleições e certamente Trump é uma pauta recorrente na série, pois a sua personalidade, gestão e peculiaridades não são deixadas de fora.
Com apenas 10 episódios e uma aposta levemente segura The Good Wife já ganhou a minha atenção e até agora com 6 episódios recomendo fortemente pra quem gosta de serie jurídica, bem elaborada, atual, empoderada e muito inteligente. 

Com carinho, Taay