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SIX OF CROWS: SANGUE E MENTIRAS – LEIGH BARDUGO | RESENHA

13 julho, 2021 por

Vamos voltar a falar do Grishaverse? Agora com o primeiro volume da duologia “Six of Crows” – “Six of Crows: Sangue e Mentiras”. Na história conhecemos Ketterdam, capital de Kerch, onde os Grishas são escravizados, e que tudo o que quiser, é possível conseguir pelo preço certo. É esse preço, que leva Kaz, dono do Clube do Corvo e a trapaça em pessoa, a juntar uma equipe de elite para uma missão que pode evitar que uma droga poderosa caia em mãos erradas.

A equipe de elite é composta por: uma espiã, conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

Kaz e sua equipe tem dois destinos possíveis: morrer de forma dolorosa ou conseguir uma fortuna que nunca imaginaram. Mas isso é claro, se eles não se matarem no decorrer do caminho. Essa é sinopse de “Six of Crows: sangue e mentiras”.

“Havia um ditado suli que dizia: O coração é uma flecha. Ele precisa de mira para acertar.”

Terminei de ler essa história, na madrugada de lançamento da série. Já peço desculpas pela demora em colocar a resenha, precisava de um respiro do Grishaverse. Mas o que eu preciso dizer para vocês é o seguinte: que história maravilhosa, zero defeitos para o início dessa duologia!

Para mim, a escrita de Leigh Bardugo está muito mais madura, nesse livro. Ou talvez essa impressão que eu tenha tido, seja porque não temos a visão de uma única pessoa nessa história. Quase todos os integrantes citados na sinopse, tem a sua voz no livro. Acho que isso deixa a história com uma dinâmica melhor. Conseguimos ver o lado e os conflitos internos de cada um. Quero deixar bem claro que eu fiquei encantada com todos os personagens que nos foram apresentados.

Sinceramente? Eu amei o enredo de “Six of Crows”. Como disse no post da série, houveram muitas mudanças na série, então sim! Dá para fazer uma temporada com esse enredo, e acho que seria maravilhoso. Na história, nossa equipe de elite tem que invadir um dos países mais protegidos. Uma missão que parece suicídio, de qualquer lado que se olhe. O que traz mais emoção ainda, para a história.

““Você não pode gastar seu dinheiro se estiver morto.”
“Terei hábitos caros na vida após a morte.”
“Há uma diferença entre confiança e arrogância.””

Vamos falar sobre o que encontramos nessa história? Temos romance? Temos sim, na verdade, temos muitos romances não resolvidos e novos amores encontrados. Mas não pense que a autora perde o enredo por causa do romance, porque isso não acontece. Todos os conflitos amorosos são importantes para a história. Há uma representatividade LGBTQIA+ na história também, mas vou ficar quietinha, para que vocês possam descobrir quem seria essa representatividade, que fica bem mais explícita no final (não explicita com cenas mais quentes, mas sim em relação aos personagens dizerem em voz alta, coisa que ficava mais implícito antes). A única dica que darei é que, para quem assistiu a série, isso vai ser um pouco mais fácil de ver.

Agora vou falar um pouco sobre os personagens que Leigh Bardugo nos traz. Kaz é um sobrevivente, um jovem que tem um passado muito forte e por causa disso, um desejo de vingança bem grande. Ele é um daqueles personagens com uma mente brilhante, que pensa rápido nas possibilidades e consequências, por isso, sempre se dá bem. Mas tem um coração enorme.

A espectro acabou sendo bem diferente do que eu pensava. Antes de começar a ler imaginei que ela seria uma daquelas pessoas frias, mas não. Ela também tem um passado bem difícil e acabou ficando presa em Ketterdam. Agora a única coisa que ela quer, é a sua liberdade.

“Inej sentia pena do menino que morreria sozinho, sem ninguém para confortá-lo em suas últimas horas, ou que poderia viver e passar a vida como um exilado. Mas o trabalho da noite ainda não havia terminado, e a Espectro não tinha tempo para traidores.”

O atirador é um dos personagens que mais gostei na história. Sarcástico, engraçado, ele trouxe diversão para a história em momentos de tensão. Fique de olho nele, é um personagem maravilhoso. Já a Grisha sangradora é o que nos une com a Trilogia Grisha, é quem nos traz um pouco do que aconteceu com os personagens que tanto gostamos. Mas não é apenas isso, ela também tem um motivo para estar na equipe de elite e não é o dinheiro que faz com que ela aceite o trabalho.

Não confunda o fugitivo com o prisioneiro. O fugitivo, perito em explosivos, é o único que não tem sua voz na história, mas isso não significa que ele não seja importante para a trama. Vamos descobrindo mais dele através dos outros, mas ainda espero que ele tenha sua vez de falar também. O prisioneiro por sua vez, se tornou um por causa do amor e agora, ele busca vingança contra a pessoa que o traiu. Mas fica a questão, será que ele pode se vingar do amor da sua vida?

Existem muitos conflitos internos na equipe e são esses conflitos que fazem com que a jornada até Fjerda seja emocionante. Durante a história, existem alguns flashbacks, que fazem com que o leitor entenda o porquê de esses conflitos estarem acontecendo, além de entender o passado de cada um dos personagens. Isso é algo que gostei na série, ela já deu um desses conflitos durante a temporada, ou seja, quando essa história acontecer, não vai ser necessário os flashbacks. A linha do tempo entre a Trilogia Grisha e a Duologia Six of Crows é de alguns anos de diferença, coisa que mudou na série.

“Zoya Nazyalensky – uma poderosa Aeros, absurdamente bela e capaz de reduzir a confiança de Nina a cinzas com uma única sobrancelha erguida. Nina a idolatrava. Imprudente, tola, distraída. Zoya a tinha chamado de tudo isso e de coisas piores.”

Houveram alguns anúncios de personagens que foram integrados ao elenco de “Shadow and Bones” por isso, agora acredito que a segunda temporada da série pode abordar essa história, junto com o segundo livro da trilogia Grisha. Mas vamos esperar para ver, não é mesmo? Falando em série, “Shadow and Bones” foi oficialmente renovada para a segunda temporada!

“Six of Crows: Sangue e Mentiras” é o primeiro livro da duologia “Six of Crows”, que é seguido por “Crooked Kingdom: Vingança e Redenção”. A duologia, publicada pela editora Gutenberg, faz parte do Grishaverse de Leigh Bardugo, que também é composta pela Trilogia Grisha: “Sombra e Ossos”, “Sol e Tormenta” e “Ruína e Ascensão”. Além de uma série que ainda não foi lançada no Brasil, e que eu quero muito ler, chamada “King of Scars”.

Leigh Bardugo nasceu em Jerusalém, cresceu no sul da Califórnia e se formou na Universidade de Yale. Além dos livros do Grishaverse, Bardugo tem no Brasil “Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra” e “Nona Casa” (que está sendo adaptado pela Amazon Studios).

E aí, já leu “Six of Crows: Sangue e Mentiras”? O que achou dessa história?

Eu poderia curá-lo, ela pensou. Mas uma voz mais sombria veio de dentro dela, cheia de zombaria. Nem mesmo você pode ser tão tola, Nina. Nenhuma Curandeira pode consertar aquele garoto. Você garantiu que isso acontecesse.”

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Six of Crows: Sangue e Mentiras

Grishaverse:

Trilogia Grisha
1. Sombra e Ossos;
2. Sol e Tormenta;
3. Ruína e Ascensão.

Duologia Six of Crows:
1. Six of Crows: Sangue e Mentiras;
2. Crooked Kingdom: Vingança e Redenção

Autora: Leigh Bardugo
Ano: 2016
Páginas: 376
Editora: Gutenberg
Gênero: Fantasia, Jovem Adulto, Aventura
Nota: 5/5
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