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ROUND 6 (SQUID GAME) | CRÍTICA DE SÉRIE

13 outubro, 2021 por

“Round 6” é, com certeza, o maior fenômeno atual do catálogo na Netflix. Desde sua estreia, em 17 de setembro, a produção sul-coreana vem dominando as redes sociais, sendo impossível que você não tenha visto nenhum meme, comentários, resenhas, teorias, cenas comentadas ou somente a foto da icônica boneca do “batatinha 1,2,3”. A série de 09 episódios é sucesso absoluto e, trazendo influências e referências a grandes outros destaques do cinema e da TV, se consolida como um suspense sangrento e repleto de críticas sociais.

Título:  Round 6 (Squid Game)
Disponível em: Netflix
Temporadas: 01 / Episódios: 09
Lançamento: 17/09/2021 
Nota: 4,5/5
Atores Principais:  Lee Jung-jae, Park Hae Soo, HoYeon Jung, Wi Ha-joon.
Criador(es): Hwang Dong-hyuk

Classificação indicativa: +16 anos
Aviso de conteúdo: Violência, Sadismo, Luta corporal, Agressão por arma de fogo, Tortura psicológica e física.
Gênero:  Ficção, Suspense, Terror

 

Na trama conhecemos Gi-Hun, um homem divorciado, pai de uma garota pequena de quem ele não tem a guarda, extremamente endividado e que voltou a morar e ser sustentado pela mãe. Viciado em jogos, tenta reverter seu prejuízo nas apostas, porém sempre complica ainda mais sua situação. Ele deve quantias altas a agiotas e esses não estão aceitando pacificamente as escapadas dele.

Nesse cenário, ele é convidado para um jogo enquanto volta pra casa no metrô. De forma bastante inusitada, recebe um cartão contendo um telefone para aceitar o convite. Tudo que ele irá precisar fazer é participar e vencer 06 jogos para receber um prêmio em dinheiro. E é assim que ele vai fazer parte de um grupo de 456 pessoas (sendo ele o último inscrito) que está na mesma situação financeira e também aceitaram o convite no escuro.

Round 6 (Squid Game)

O jogo é simples, basta vencer 06 jogos, sendo eles inspirados em brincadeiras infantis coreanas. Existe apenas um detalhe: se você perder, você morre. Depois que assina o contrato, você não pode desistir e nem se recusar a jogar, e o prêmio é bilionário (45,6 bilhões de wons, moeda da Coréia do Sul, ou o equivalente em reais de R$ 200 milhões)! Bom, eles foram parar lá pelo desespero e pela oportunidade, mas vale a pena todo processo? Quem está por trás de tudo isso? Ao longo do torneio vamos conhecendo novos personagens e histórias, algumas alianças e desavenças, descobrindo até onde o desespero te faz ir por dinheiro.

Todos vocês nesta sala estão vivendo no limite, com dívidas que não podem pagar. Se não quiserem jogar, avisem-nos agora. Os vencedores dos seis jogos vão receber um bom dinheiro. O jogador que se recusar a jogar será eliminado.

Eu não tenho muito contato com produções sul-coreanas, apesar de ter algumas amigas completamente viciadas em doramas. Então confesso que tive um pouco de dificuldade em “Round 6” para me acostumar com o estilo da narrativa, intercalando alguns alívios cômicos em meio a uma situação completamente tensa. Essas escapadas da violência para uma fala “engraçada” me tiravam um pouco do clima. A opinião de uma amiga próxima, também na mesma situação que eu, foi igual.

No entanto, é inegável que a trama prende e te deixa tenso por imaginar qual será o próximo jogo e quem “vamos perder” no processo. Alguns personagens são bem efetivos em cativar a audiência ao contar sua história. Inclusive, é possível que você gaste algumas lágrimas por eles no processo, ok?! Por falar nisso, preste atenção nos detalhes. Mas preste mesmo!!! Tem muitaaa coisa que é entregue no decorrer da trama, mas você só vai se dar conta lá no final. Se você já tem o hábito de ler/assistir suspenses e mistérios, é provável que entenda o que eu estou falando.

Agora se você é alguém frágil para histórias que envolvam bastante violência e sangue, precisa tomar um pouco de cuidado. Embora tenha sim os “alívios” nos diálogos, que eu citei acima, “Round 6” pesa a mão no gore! Foca em feridas e fraturas, não desvia a câmera na hora dos golpes, tem bastante luta corporal pesada, disputas sádicas e esguicha sangue pra todos os lados. Esteja preparado!

Sobre as referências, é inegável não pensar imediatamente em Jogos Vorazes por motivos óbvios. No entanto existem traços fortes também de Jogos Mortais, desde a “música” característica nos momentos de clímax ou quando os jogos começam, à extrema violência dos resultados. Outra série bastante semelhante é “Alice in Borderland”, uma produção japonesa pouco conhecida e também disponível na Netflix, que você precisa conhecer caso se interesse pelo gênero.

Confirmada para sua 2ª temporada, “Round 6” é um fenômeno na plataforma de streaming, estando há dias na primeira colocação do seu Top 10. Com um final fechado, porém com várias pontas soltas e aberturas para teorias, agora é aguardar uma nova rodada de informações, talvez novos endividados e muito sangue.

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