Em “ Origem ” o professor Robert Langdon, famoso Simbologista de Harvard vai para a cidade de Bilbao assistir a palestra de seu ex-aluno Edmond Kirsch de 40 anos, um bilionário Futurólogo que promete revelar a origem da vida e provar sem sombra de dúvida de onde viemos. Durante a palestra ocorre um contra tempo que paralisa a apresentação e obrigada o professor Robert e a curadora do museu e noiva do príncipe da Espanha Ambra Vidal a se lançarem numa desesperada corrida para desvendar o segredo que seria revelado.

Segredo o qual acaba chamando atenção de um assassino misterioso, da polícia e até mesmo do palácio real. Robert e Ambra não tem qualquer pista de quem está por trás dos fatos ocorridos e tentam descobrir como solucionar esse contratempo, que a cada momento se mostra mais como uma conspiração e acaba se tornando uma missão quase impossível,  pois eles nem imaginam que o arquiteto dessa trama pode estar  muito perto.

“Origem” é meu quinto livro do autor Dan Brown, onde quatro deles foram com o Professor Robert, mesmo bem escrito e rico em referências históricas e fatos marcantes, a “Origem” me deixou com a sensação de mais do mesmo. O professor Robert presente no lugar errado e hora errada e a desconfiança em relação a religião católica são ingredientes já usados em outros livros. O mistério que só  Robert pode resolver na companhia de uma bela mulher, e o implacável assassino em seu encalço, não criou nada de novo que desse uma nova cara e sim acabou aproveitando uma estrutura usada na maioria de seus livros, isso me deixou um pouco decepcionada, a história é muito boa, mas ainda com gostinho de “Déjà vu” ficou abaixo do que esperava.

O texto é fluido e tem um bom time, os argumentos utilizados são bem calçados em uma pesquisa profunda de lugares e culturas que mostram detalhes das cidades onde todo o mistério e investigação da trama se desenrolam. Todavia isso também já são pontos esperados do autor. Entretanto não quer dizer que torna a história chata ou cansativa. Pelo contrário, o livro conta com uma subtrama que enriquece ainda mais a já bem escrita história, desde a paixão do futurologista Edmond Kirsch pelas criações do arquiteto Antoni Gaudí até o forte relacionamento do bispo de Madri Antonio Valdespino com convalescido Rei da Espanha te faz querer aprofundar ainda mais na trama e conhecer todos seus personagens secundários os quais tiveram papeis importantes na narrativa.

Se eu não tivesse lido os outros livros do autor, tenho certeza que me veria fascinado por tudo que foi sendo contado, pelo desenvolver da história e pela pesquisa feita,  pelo personagem criado e pela história como um todo. Mas como li, a demora em explicar o que realmente era esse grande segredo deu a sensação de que o clima retardado foi mais do que necessário e no fim acabou dando a entender que era uma propaganda maior do que foi prometido.  E diferente de Código da Vinci e Fortaleza Digital, “Origem” se manteve mais em focar na discrição de locais e no mistério e do que na ação.

Com grande marketing do início de uma ideia (pelas próprias palavras do livro) de que mudaria toda a forma de como civilização enxerga a religião e até arriscando o fim de instituições religiosas, a ideia usada exaustivamente acabou sem realmente provar tais afirmações, dando a impressão que o escritor não tinha argumentos para justificar suas afirmações do início do livro.

Essa resenha foi escrita em colaboração com Hugo Pimenta.  
________________________________________________________________________________________________________________
Título: Origem
Subtítulo: Robert Langdon
Autor: Dan Brown
Ano: 2017
Páginas: 432 Editora: Arqueiro
Gêneros:  Ficção,  Suspense e Mistério
Onde comprar : AMAZON