RESENHA DE LIVRO: MIL PEDAÇOS DE VOCÊ - CLAUDIA GRAY
Marguerite é filha de dois cientistas muito famosos por trabalharem na teoria da existência de um multiverso – uma infinidade de universos paralelos, mais conhecidos como dimensões. De acordo com eles, a cada vez que as pessoas têm que tomar uma decisão, um novo universo surge para cada opção de escolha. Todos os universos são diferentes, alguns muito mais e outros menos. Firebird é o dispositivo que eles criaram em conjunto com estudantes para viajar entre as dimensões, e é o dispositivo que dá nome à série. Theo e Paul são os estudantes que os acompanham nesse momento, e Paul é o principal suspeito da morte do seu pai. E ele sumiu, com o Firebird. Então Marguerite vai com Theo atrás de Paul nas outras dimensões, deixando sua mãe e sua irmã para trás.
Primeiro numa Londres futurista, depois numa Rússia Czarista, enquanto se encontra com Paul pelas dimensões, ela se questiona se ele seria mesmo capaz de fazer algo ao seu pai. Paul e Theo eram como irmãos um para o outro, e para Marguerite, que confia no que conhece sobre eles e hesita cada vez mais em acreditar nessa história. Enquanto eles correm nessa busca frenética, Marguerite assume o corpo das outras versões de si mesma nas outras dimensões, e vive um grande romance, enquanto sua mente se enche de dúvidas: seria errado viver a vida de outra pessoa, mesmo que sejam apenas outras versões dela mesma? Se o que ela pensa sobre Paul é verdade, então quem foi que matou seu pai?
“– Você não é minha Marguerite. E, ao mesmo tempo… é. O essencial que vocês duas compartilham, a alma, é isso que eu amo. – (…) – Eu amaria você em qualquer corpo, em qualquer mundo, com qualquer passado. Nunca duvide disso.”

RESENHA DE LIVRO: MIL PEDAÇOS DE VOCÊ - CLAUDIA GRAY
 
Enquanto conhecemos o que aconteceu nas outras dimensões, a autora nos traz vários flashbacks para nos ajudar a trilhar o caminho de volta pela história para entendermos o que realmente aconteceu. Confesso que algumas vezes eu fiquei um pouco confusa porque esses flashbacks começam meio sem “sinalização”, e ás vezes eu tinha que reler o parágrafo anterior para ter certeza de que ela estava falando do passado naquele momento. Marguerite é uma personagem um pouco confusa, parece que ela não sabe bem em que confiar e no primeiro livro ainda não podemos saber muito sobre ela – e sobre os outros personagens – porque a autora nos mostra apenas um cenário geral da história.
Uma coisa que ficou bem clara foi o amor de Marguerite pela família, e a lealdade de alguns outros personagens (que não posso contar porque, bem, seria spoiler!). Eu gostei bastante desse livro no geral, fiquei tensa durante boa parte dele e é daqueles livros que você sempre se surpreende com um novo fato. Um problema que notei nele é que a sinopse promete uma garota correndo atrás do assassino do pai que começa a acreditar na inocência dele, e o que me incomoda é que eu – particularmente – nunca acreditei que ele era culpado, porque não entendi as evidências nunca apontaram fortemente para isso. Mas o que eu posso assegurar é: muitas descobertas virão com o livro, não se preocupem – afinal, uma invenção dessas deixa muita gente ambiciosa pronta para atacar.

“Um romance com o pano de fundo de ficção científica” é uma boa definição para essa história. O livro é lindo, eu já o tinha no Kindle mas ainda não tinha tido tempo para ler. Essa edição da HarperCollins mostra na capa as duas primeiras dimensões que Marguerite vai (Londres e São Ptesbursgo) numa montagem como se fossem paralelas, que é o que realmente acontece. As cores mais frias de Londres e mais quentes e coloridas para representar a Rússia combinam perfeitamente com a história. Gostei bastante também do fato de essas duas dimensões estarem representadas também no livro, no começo de cada capítulo. Além disso, o fundo aquarelado relembra o fato de que Marguerite é uma artista – em todas as dimensões – deixando ainda mais claro o quanto essas capas combinam com seu interior.Leiam, e me contem!

“– Você podia ter morrido. Ainda pode. 

– Minha intenção é sobreviver, se possível – responde ele, muito sério.

– Mas você arriscou tudo.

Ele desvia o olhar. Depois, com uma grande força de vontade me encara novamente. 

– Você estava em perigo… Eu tinha que fazer o possível para protegê-la. – Ele procura meu olhas. – Os riscos não importam. Você importa.”

Imagem relacionada

Fonte da foto: Revista Polen

P.S: Peço perdão pelas fotos, tivemos alguns problemas técnicos essa semana, acabei decidindo deixar essa foto aqui por último que mostra o detalhe da arte da capa, achei que vocês gostariam!

________________________________________________________________________________________________________________

 Título: Mil pedaços de você
Cláudia Gray
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: HarperCollins
Gênero: suspense e mistério, ficção científica, romance