Em A Herdeira da Morte conhecemos Twylla que tem 17 anos, e a obrigação de ser a carrasca da rainha e a noiva do príncipe herdeiro. Vivendo no castelo, ela deveria ter tudo o que uma jovem prometida ao próximo rei merece, mas infelizmente, além do isolamento a única coisa permitida para ela é executar os inimigos da rainha, não importando se eles são culpados, ou não.

A vida não tem sido fácil para Twylla, a falta dos familiares e as constantes ameaças da rainha mantém a menina sempre alerta, tentando se adaptar a um mundo repleto de intrigas e mentiras. Sabendo que é um risco para qualquer um que a tocar e pelo fato da rainha a proibir de ter amigos, ela tenta manter todos afastados, até que um de seus guardas vê mais que “a menina com o toque mortal” e se aproxima, criando assim, uma amizade que rapidamente começa a se transformar em algo mais.

“Eu sou a arma perfeita, eu posso matar com um único toque.”

Quando comecei a leitura de “A Herdeira da Morte” não tinha lido nem a sinopse para saber do que se tratava, então embarquei totalmente às cegas em umas das melhores fantasias que eu li em dezembro de 2017. Com muito mistério e um mundo cheio de credos, que rigidamente rege a vida de todos, tudo é complicado e cheio de perigos.

Todo o enredo em si me cativou, desde a narração da história em primeira pessoa, até o fato de que ninguém realmente é inocente nessa trama, todos e principalmente os supostos vilões fazem o que tem que fazer para sobreviver, a luta pelo poder e pelo controle acontece o tempo todo, quem não é predador se torna a presa.

Twylla se tornou uma arma que tem a pavorosa função de executor, acreditando cegamente que é a encarnação da Deusa da morte e que, por isso, ela tem que fazer o que a rainha deseja, já que os reis são os escolhidos dos Deuses. A garota é uma personagem amedrontada e manipulada pelos desmandos da rainha que, na verdade, controla com mãos de ferro todos ao seu redor.

Dez páginas foi tudo que a autora – Melinda Salisbury – precisou para me conquistar, era tanta coisa acontecendo, que eu fiquei impressionada e curiosíssima para descobrir como a ideia iria evoluir. Na mesma hora que ainda estava engolindo as atrocidades feitas pela Rainha, a autora já me apresentava a vida da Twylla antes de ser a executora que se tornou, mas de um jeito bem fluido e descritivo, onde, através de suas lembranças descobrimos que sua mãe era uma devoradora de pecados e, o que ela achou que se tornaria antes da rainha aparecer. O que é uma devoradora de pecados, é muito interessante, mas, não vou contar para não dar spoiler, porém, a ideia por trás ficou bem diferente.

Particularmente, o que me conquistou foi o enredo no geral, não teve um personagem que eu torci por: Twylla é uma heroína tão frágil e amedrontada, que fiquei chocada com a personagem e sua passividade. Ela mata as pessoas pelo toque, e sabe que isso é cruel, mas tudo na mente dela é uma bagunça. Ela acredita cegamente que essa é a sua obrigação, como muitos outros personagens da história que não questionam suas funções e que seguem elas mesmo que aquilo os estejam matando.

Teve horas que eu pensei, ‘que isso garota vamos acordar para a vida e começar a lutar’, espero que isso melhore no próximo livro, mas no geral, eu gostei muito do que estava sendo apresentado, mesmo sentindo falta de uma base melhor para o romance que começa a desenrolar. Foi uma apresentação instigante e espero que os outros dois livros sigam o mesmo ritmo desse.  Outro ponto alto é essa capa lindíssima e a diagramação da editora que ficou muito boas.

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Subtitulo: A Herdeira da Morte # 1
Autora: Melinda Salisbury
Ano: 2016
Páginas: 320
Editora: Fantástica Rocco  
Gênero: Fantasia, romance, Jovem adulto,  Ficção 
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