Quando peguei em minhas mãos outro livro do autor Harlan Coben, eu que já havia lido Detalhe Final, meio que tive certeza que iria gostar da leitura. E realmente gostei! Se você gosta de suspense, com aquele ar de perseguição policial, guarde esse nome, pois é uma super dica! E se você já ouviu falar ou já leu algo dele certamente estará concordando comigo, porque de verdade, ele é bom!

Na trama encontramos Maya, uma ex-militar que atuou como capitã do Exercito Americano, mas que após ter vivido um conflito no trabalho passou a dar aulas de aviação. Logo no começo da história descobrimos que ela teve o marido executado a queima-roupa em uma provável tentativa de assalto. Acompanhamos os sentimentos dela durante o enterro e sua relação com Lily, a filhinha de dois anos, agora órfã de pai.
É justamente por se preocupar com Lily, que Elieen, amiga de Maya, a presenteia com um porta retratos digital equipado com uma câmera escondida. A intenção é que Maya tenha meios de verificar o comportamento da babá, garantindo que a filha estivesse sendo bem cuidada. O presente que deveria trazer tranquilidade a Maya acabou tendo um efeito completamente contrário. O mundo da personagem vira de ponta cabeça quando ao checar as gravações ela reconhece nas imagens Joe, seu marido morto.
Da pra imaginar o susto desta mulher? Acho que eu não saberia como agir no lugar dela. Mas Maya é forte, decidida e mais que depressa parte pra ação. Tudo o que eu contei até agora é apenas o começo, pois os acontecimentos vão bem além… A partir daí a personagem vai fazer o possível e o impossível para ir atrás da verdade e descobrir o que realmente aconteceu. Mistério e adrenalina preenchem as páginas e eu me mantive presa à leitura.

 

 

… Ela ainda precisaria levar sua investigação até o fim.
“A verdade liberta” era o que dizia a sabedoria popular. Se não libertava, Pelo menos contribuía para um mínimo de justiça no mundo… Pag. 269
Maya é uma figura muito interessante. Gostei de ver sua postura durona um pouco suavizada nos momentos em que ela se derretia pela filha ou tentava proteger os sobrinhos como uma mãe. Também me chamou atenção o fato dela ser uma veterana de guerra, ter lembrança e traumas dessa fase que parece ter sido bem difícil. Sabemos que ela passou por algo no passado e que essa situação ainda a assombra, fazendo com que tenha recordações ruins.
Achei a escrita envolvente, o texto fácil e cheio de revelações que nos são entregues aos poucos, despertando nosso interesse e nos prendendo até o fim. Gostei da capa. Passa bem a ideia de uma mulher aflita, sem saber em quem confiar. Nas páginas não há muito enfeite, nenhum tipo de floreio, mas a letra tem um tamanho bom e as páginas amarelas tornam a leitura agradável. Li bem rápido!

É fantástica a maneira como o autor vai inserindo na trama novos personagens, novos fatos, novas revelações… Coisas aparentemente desconectadas, mas que no fim casam perfeitamente. Vamos lendo como quem recebe peças de um quebra-cabeça. A curiosidade aumenta a cada capítulo e pequenas surpresas vão abrindo caminho para a grande revelação final.

E que final… Harlan Coben sendo Harlan Coben, pois não foi à toa que o cara ganhou o título de “O Mestre das Reviravoltas”. Lá no finalzinho a trama dá aquela mudada e surpreende. Não sei como será para os outros leitores, mas eu sinceramente não esperava o que aconteceu. Isso é muito legal, faz com que a experiência seja ainda mais gostosa. Não é meu gênero favorito, mas me agrada bastante sempre que resolvo variar um pouco em minhas leituras. Recomendo!
Essa matéria foi escrita por  Nathalia enquanto ainda era colunista do Coisas de Mineira 
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Título: A grande ilusão
Autor: Harlan Coben
Ano: 2017
Páginas: 304
Editora: Arqueiro
Gênero: Crime, Ficção, Suspense, Mistério