Livros com trilha sonora são diferentes, não sei por que. Talvez seja porque a música para mim é especial. Na verdade as letras delas, que muitas vezes querem dizer tanto, com apenas algumas palavras. Já fazia um tempo que havia escutado Beatles pela última vez, não é como se na minha playlist do Spotify eles estivessem por lá. Mas lembro de que uma das primeiras vezes que escutei “Hey Jude”, foi quando quis aprender a tocar a canção em um teclado velho que tinha lá em casa. Consegui tocar, com a ajuda da partitura, depois de várias tentativas. “Crash”, lançamento deste ano pelo selo Essência da Editora Planeta, me fez escutar a playlist inteira dos Beatles assim que comecei a ler.
Na história, Lucy é uma jovem delicada e decidida que deseja se tornar uma bailarina profissional. Há pouco tempo seu pai acabou afundando o negócio da família e eles tiveram que se mudar para a casa do lago. A menina, que antes estudava em colégio particular, teve que ir para uma escola pública, mas a única coisa que não abriu mão foi das aulas de dança. A dança para ela, sempre foi algo que a libertava, fazendo com que esquecesse as dores e os problemas do mundo.
“Jude era doença para qual eu não via cura.
A droga da qual eu não queria me livrar nunca.”

 

Jude é o típico bad boy, lindo e forte, mas ao invés de ser popular, inspirava medo em todos na escola. Apesar disso, conseguia ter a menina que quisesse, e sua lista foi longa. O mundo dos dois não podia ser mais diferente, enquanto Lucy, ainda que decidida era uma boa filha, Jude era o tipo de garoto que todos os policiais conheciam e ficavam de olho. Mas, que menina não olharia um cara bonito com aquele estilo mal? Lucy certamente olhou. Apesar de todas as torcidas contra, a menina insistiu para se aproximar do garoto.
“Enquanto eu olhava, me dei conta de que
espécimes como esse confirmavam que existia algum tipo de regra
divina no universo, porque nenhum processo de seleção natural está
à altura da tarefa de criar uma coisa
como ele. Isso só podia ser obra de um deus.”

 

Um romance adolescente cheio de sentimentos. Logo nas primeiras páginas você se apaixona totalmente por Jude, e acaba sentindo uma simpatia pela Lucy que demonstra ter bastante atitude. Simpatia, porque durante a leitura os sentimentos em relação à garota vão variando muito. A autora não deixa de amarrar a história no final, o que é muito bom por não ficarem pontas soltas e deixar o leitor ansioso pela continuação. A leitura é bem leve e divertida, uma página acaba levando a outra e quando vê o livro já acabou.
A capa do livro é bem bonita, mostra uma bailarina e um tênis mais velho. Acredito que o que eu mais gostei foram as tonalidades de cinza trabalhadas na capa, que deixaram ela mais escura e entrou muito no clima do Jude. Sendo o primeiro livro de uma trilogia, Crash também é o primeiro livro da autora Nicole Williams lançado no Brasil. Se definindo como dona de casa, mãe, mulher e escritora, ela diz que escreve romances porque acredita no amor, em almas gêmeas e finais felizes. O primeiro livro foi uma ótima leitura, com altos e baixos e meu coração sendo tomado por Jude, agora vamos esperar que a editora lance logo os outros dois volumes para conhecer um pouco mais da história desse casal.

“A epifania deveria ser mais assustadora do
que era. Desgraça ou sofrimento, eu não recuaria. Mergulharia de
cabeça, como gostava de falar, porque esse era o único jeito de
brigar por um relacionamento e dar a ele uma chance.”
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Título:Crash – Quando a paixão explode
Autora:Nicole Williams
Ano: 2017 
Páginas: 256
Editora: Essência
Gênero: Romance, Young Adult
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