Quando eu achei que já tinha visto de quase tudo em Distopia, me aparece Fragmentados do autor Neal Shusterman publicado pela editora Novo Conceito em julho. Uma leitura surpreendente e desconcertante

Fragmentados aborda um pais pós segunda Guerra Civil, onde para acabar com a conflitos os lideres de cada lado “Pró-Vida” e “Pró-Escolha” criaram uma série de emendas constitucionais, para que os dois lados, chegassem a um acordo. Criando assim o direito da fragmentação que consiste nos pais criarem seus filhos até os 13 anos e depois escolherem se querem continuar a criação ou doar os adolescentes para serem fragmentados, onde o indivíduo tem partes do seu corpo transplantado em outras pessoas pelo governo, fazendo com que tecnicamente eles não morram e sim comecem a viver a partir desses transplantes, mas isso só pode acontecer dos 13 ao 17 anos, assim que a pessoa completa 18 anos os pais perdem o direto sobre ela e eles não podem mais ser fragmentados.

“- Não sei o que acontece com nossa consciência quando somos fragmentados. Nem sei quando é que começa a consciência. Mas de uma coisa eu sei. Nós temos direito à vida!”

Eu já tinha lido um livro de uma outra editora com esse nome e que era uma distopia então quando comecei a ler Fragmentados achei que fosse algo parecido, mas me surpreendi, pois é algo bem diferente e impactante uma vez que a fragmentação é levada ao pé da letra mesmo. A história conta com três protagonistas adolescentes Connor, Risa, Lev e cada um tem passados e motivos diferentes que os levaram a ser escolhidos.

Alucinante é a palavra que define esse livro, não tem momento para respirar durante a leitura, é o tempo todo alerta e com medo de que na próxima pagina eles sejam encontrados e tudo acabe, isso me deixou estressada, custei a relaxar e curtir, parecia que eu estava lá junto deles e que a qualquer hora iam me pegar também (rs) e foi o ponto alto por que mesmo estressada eu amei. Um ponto interessante de Fragmentados é que o livro é dividido em partes, dando a impressão que cada vez que isso acontece uma coisa importante vai acontecer na vida deles, e também tem o fato de que o livro é narrado em terceira pessoa variando entre vários personagens e não apenas dos protagonistas.

“As pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. “

Não esperava me envolver tanto com esse livro, tinha hora que eu não acreditando no que estava lendo, principalmente no início quando somos apresentados aos motivos que os levaram a serem fragmentados, não fazia sentindo para mim, mesmo sendo bem contando, meu subconsciente se recusava  a acreditar, foi me revoltando (como assim abrir mão de uma pessoa para algo assim, porque você acha que esta dando o dizimo, e pior ainda é criar um local com a ideia de ser uma “colônia” para essas pessoas.

Nunca tinha ouvido falar do autor e nem da sua obra, porém a surpresa foi bem positiva e adorei cada parte dela, principalmente porque ele conseguiu criar uma ideia totalmente nova dentro de um tema já extremamente comentando. Recomendadíssimo, se eu pontuasse os livros com nota de uma a cinco, Fragmentado levaria com toda a certeza uma nota cinco.

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Titulos: Fragmentados 
Substituto: Só porque a lei diz, não significa que é verdade
Autor: Neal Shusterman
Ano: 2015 
Páginas: 368
Editora: Novo Conceito
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