Distribuidora: Fox Film | Estreia: 25/12/2017 | Orçamento: U$ 84 milhões | Gênero: Musical, Romance, Drama | Duração: 01:41h

Acontece teoricamente hoje a estreia de “O Rei do Show”, um musical que promete muito desde o elenco de estrelas, o trailer emocionante e as lindas músicas já disponíveis no Spotify. Digo teoricamente porque a estreia oficial brasileira está marcada para 25 de dezembro (não sei o porquê), porém a partir de hoje começam a acontecer várias pré-estreias em todo o país. Nós assistimos no começo da semana e, como uma AMANTE de musicais (quem me acompanha aqui já sabe), estou aqui para falar como foi a experiência.


O filme é livremente inspirado na história real de vida de Phineas Taylor Barnum, conhecido como o primeiro e inovador showman americano. Acompanhamos a vida de P. T. Barnum (Hugh Jackman) desde a infância difícil, a paixão de infância pela garota inalcançável, até a vida adulta com um emprego desanimador, crise financeira e dificuldade em fornecer “o melhor” para sua esposa Charity (Michelle Williams) e as duas filhas pequenas. Em um destes momentos de reflexão da vida dura, P. T. Barnum tem a ideia de arriscar tudo e criar um show de excentricidades e curiosidades, muitas até mesmo falsas, o que lhe rendeu o título (não só no filme) de Príncipe das Falcatruas. O sucesso de Barnum é imediato, porém não atinge a alta sociedade, além de provocar a criação de um grupo conservador contra as “aberrações”. A busca pela aceitação da elite fará com que ele proponha uma parceria com o renomado e de família tradicional Phillip Carlyle, além da cantora famosa Jenny Lind. Na busca por um ideal fantasioso e uma adoração imaginária, Barnum se perde e deixa de enxergar a felicidade que está à sua volta.

Dirigido pelo estreante Michal Gracey, o filme tem as músicas a cargo de Benji Pasek e Justin Paul, premiados por “La La Land – Cantando as Estações”, o que diz muito sobre a qualidade delas, pois se o filme bastante premiado dividiu opiniões o mesmo não aconteceu com a trilha sonora (vide “City of Stars”, “Another Day of The Sun”, “Someone in the Crowd”). Dessa vez eu preciso pedir insistentemente que vocês corram pra escutar “Rewrite the Stars”, “A Million Dreams”, “This is Me” e “From Now One”! Hugh Jackman é definitivamente O REI DO SHOW (ou The Greatest Showman, se prefirir). Dono de uma presença de impacto, qualidade vocal e de atuação, fica até difícil imaginar o longa sem ele. Se restar alguma dúvida sobre sua presença inspiradora, basta assistir esse vídeo aqui abaixo onde ele conta que na véspera do primeiro workshop do filme fez uma cirurgia para a retirada de um câncer de pele no nariz e não poderia cantar por um certo período. Tomado pelo clima do “ensaio” ele contraria as ordens médicas e começa a cantar (a partir dos 01:20min), o que muda completamente a atmosfera do ambiente (você pode até reparar que em vários momentos ele confere os pontos no nariz). É lindo de ver, algo extraordinário acontece ali!

Outro nome famoso presente é Zac Efron que por puro preconceito cinematográfico (assumo!) eu estava bem receosa, ainda mais depois de ver o Jeremy Jordan (esse lindo ator da Broadway que aparece no vídeo acima com o Hugh) como uma possibilidade. Mas o Efron veio e calou a minha boca, participando até mesmo dos meus dois duetos preferidos do filme (com Jackman e com a Zendaya). Sua expressão vocal (que melhorou bem), corporal e em atuação estão impecáveis, além de sua química com Zendaya ser ABSURDA. Por falar na garota, como sempre ela apresentou sua melhor versão, ainda mais neste papel onde aprendeu e realizou todas as acrobacias e danças da sua personagem trapezista Anne Wheller. Além destes, temos belas atuações da doce Charity de Michelle Williams, a centrada cantora Jenny Lind de Rebecca Ferguson e a maravilhosa “Mulher-Barbada” da talentosa e premiada atriz da Broadway Keala Settle (que voz, Meu Deus!).

É necessário que eu faça a vocês uma importante observação, apesar de ser um filme inspirado em uma história de vida real ele não é estritamente biográfico, sendo assim algumas situações são beeeem romantizadas, alguns clichês incluídos e um direcionamento de perdição/redenção acontece para repassar uma mensagem, e tenho visto que este fato tem causado uma certa linha de insatisfação em parte dos expectadores. Apesar disso, não há como negar que a mensagem chega até o público, e que linda ela é! Em tempos atuais, nunca é demais ressaltar a importância de refletir “onde está a sua verdadeira felicidade”. A importância de ser você com todas as suas camadas e imperfeições, sem a necessidade de buscar viver o sonho do outro ou ser aquilo que os outros desejam ao contrário daquilo que carrega em si.

Indicado a três Globos de Ouro e esbanjando qualidade visual (fotografia e figurino lindos!) fica a dica para um descanso, mesmo que curtinho porque o filme só tem 1h40min, durante estas semanas de fim de ano. Aposto que será impossível sair de lá sem ficar cantarolando “This is Me” por um BOM TEMPO!

 
“NINGUÉM NUNCA FEZ DIFERENÇA SENDO IGUAL AO RESTO!”