Essa semana a estreia é de uma adaptação literária homônima escrita por Alexandra Bracken e que recentemente foi relançada pela editora Intrínseca: “Mentes Sombrias”.Em um mundo distópico, a maioria das crianças adoeceu e acabou morrendo, as que sobreviveram acabaram desenvolvendo habilidades especiais que fizeram os adultos e o governo as temerem. Por este motivo, foram enviadas à campos de custódias onde vivem cercados por militares fortemente armados e trabalham para o governo. Nestes campos, elas são divididas em grupos com cores de acordo com cada poder.

Dentre esses grupos de cores, duas estavam no alto da pirâmide sendo as mais temidas pelo governo e militares: vermelho e laranja. Ruby Daly (Amandla Stemberg) possui poderes equivalentes a cor laranja, mas consegue se misturar aos demais fingindo que pertence a outro grupo de cor, para que não seja morta.

 

 

Vamos lá então. Tenho que confessar que estava um pouco ansiosa por este filme, não porque já sabia dele há muito tempo, afinal só soube porque há algumas semanas atrás vi o banner dele no cinema e toda a arte me atraiu para o filme. Quando chegou a notícia de que veríamos, já fiquei logo contente. Na minha cabeça imagina que o filme teria uma história parecida com “X-Men”, cheio de ação e adolescentes bem fodas, com aquela pitadinha de romance só para colorir o filme. E com um marketing dizendo que o longa teria “os produtores de Stranger Things” já fez minha cabeça pensar que teriam algumas viagens bem bacanas na produção. A minha surpresa ao assistir teria sido menos se as expectativas que montei não fossem tão altas.
Prestem atenção na Zu (Miya Cech), ela acabou sendo meu personagem preferido em todo longa. Para mim, o trailer mostrou mais ação do que o filme realmente tem, e a história acabou ficando bem fraquinha. E para acabar de vez com toda expectativa que criei, a história ainda me coloca um romance meio forçado, meio melado e que eu não consegui engolir de jeito nenhum. Se resolver assistir é preciso tirar todas as expectativas (para não se decepcionar como aconteceu comigo) e pensar na seguinte questão: ele não possui emoção, nem de ação, nem de sentimento. As coisas que foram acontecendo ficaram previsíveis e cansativas.
Algumas pessoas podem adorar o longa, dizendo que ele é uma introdução do que está por vir (sim provavelmente haverão outros filmes, assim como possui mais de um livro), e eu não deixo de discordar disso, afinal a sociedade tinha que ser apresentada alguma hora. E minha crítica, é apenas do filme, ainda não li o livro e não posso opinar sobre ele (lembrando que sempre há uma grande diferença entre livros e suas adaptações). Mas eu, como uma jovem de 25 anos, que gosta de coisas meio bobas, mas que sejam bem construídas, e que já assistiu alguns filmes distópicos na vida, além de ter tido uma infância bem bacana com x-men, digimon, dragon ball, entre outros, não gostei do filme. Mas, pode ser que um adolescente de 12/13 anos, que venha assistir ao longa, chegue a amar ele.
Como disse no início, o filme conta com produtores da série de sucesso da Netflix “Stranger Things” Dan Cohen e  Shawn Levy, além de Dan Levine (“A Chegada”). A direção ficou por conta de Jennifer Yuh Nelson (“Kung Fu Panda”). Já o elenco contou com Mandy Moore (“Um Amor para Recordar”), Gwendoline Christie (“Game of Thrones”), Patrick Gibson (“The OA”), Lidya Jewett (“Extraordinário”), além de Amanda Stenberg (“Tudo e Todas as Coisas”). O longa foi gravado no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, e a autora dos livros Alexandra Bracken, fez uma pequena aparição no final da produção, como uma enfermeira.
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Estreia: 16/08/2018 
Gênero: Ficção Científica, distopia|
Duração: 1h44