Filme: Maze Runner: A cura mortal – Maze Runner: The Death Cure Distribuidora: Fox Film do Brasil Estreia: 25/01/2018 Gênero: Ficção científica, Aventura, Adaptação literaria  Duração: 2h 21min Orçamento: US$ 130 milhões

Essa semana estreia o último filme da trilogia, “Maze Runner: A cura mortal”. Para nos ambientarmos, vou fazer um pequeno resumo do que me lembro do anterior:

Mazze Runner: Prova de Fogo: “Logo após fugirem do Labirinto, Thomas, Newt, Caçarola, Minho e Teresa saem em busca de outras pessoas que possam ajudá-los a continuar a fuga da terrível C.R.U.E.L mas os perigos que os aguardam são muitos, eles vão dar de cara com os chamados Cranks, pessoas que foram contaminadas pelo Fulgor, um vírus que destrói a mente das pessoas fazendo com que elas fiquem num estado meio que morto-vivo e desejem comer, por assim dizer as pessoas que ainda se encontram saudáveis, o vírus se não me engano é transmitido pelo ar e através de mordida. Eles irão encontrar outros que também estavam fugindo e que lutam contra o infame laboratório, porém serão traídos por um dos integrantes que habitava a Clareira.”

A história se passa,  ao que tudo indica, alguns dias após o término de Maze Runner: Prova de Fogo, onde foram traídos por Teresa (Kaya),  o que causou choque entre os ex habitantes da Clareira, pois ela também era um experimento da C.R.U.E.L, uma empresa que usa cobaias humanas para testes de laboratório afim de conseguir a cura para o vírus, chamado Fulgor, que transforma os humanos no chamados Cranks, criaturas que devoram os humanos saudáveis e que acaba enlouquecendo quem contrai o tal vírus. Thomas está disposto a resgatar seu amigo Minho (Lee Ki), que foi sequestrado juntamente com outras crianças devido a traição de Teresa.

Já nos primeiros momentos temos muita ação, muitas explosões e muita emoção também com essa tentativa de resgate, porém Janson (Aidan) é mais esperto e engana Thomas e seus companheiros, fazendo com que o resgate não ocorra como planejado. Mas isso não irá impedir Thomas de tentar ir atrás de seu amigo, o que ele não fará sozinho. Ele terá ajuda de outros que viveram na Clareira com ele também, no caso Newt (Thomas Brodie-Sangster), Caçarola (Dexter Darden) e de outras pessoas que irá encontrar pelo caminho.

Thomas irá descobrir que nem tudo é na verdade o que realmente parece, a respeito das experiências para a cura do Fulgor, uma vez que a tentativa de desenvolver a tão sonhada “cura” ainda está longe de acontecer. Mas que devido a um acontecimento do segundo filme, irá fazer com que Teresa tenha uma ideia de como conseguir o antídoto para o vírus, e isso fará com que Thomas deva tomar uma importante decisão em sua vida.

Posso dizer que a trama me deu várias emoções, raiva, tristeza, ansiedade… Pois parecia eu estava vivendo o que eles viviam. E nossa, quero assistir de novo!!!

Os atores são os mesmos dos dois primeiros filmes, com inserção de alguns novos, os atores deram vida aos personagens de um jeito muito bom, Dylan O’ Brien, como Thomas fez um ótimo papel, gosto muito desse ator. Thomas Brodie-Sangster, interpreta Newt, meu personagem predileto, nos faz entrar na luta de seu personagem por sua sobrevivência. Kaya Scodelario como Teresa, faz um excelente papel, me enganou direitinho, mas continuo achando a personagem uma traidora. As atuações nos fazem pensar que os personagens são reais. O figurino ficou muito bom retratando os que vivem fugindo da C.R.U.E.L, os Cranks com uma maquiagem muito boa, e a elite que quer ser salva a todo custo com suas roupas impecáveis e o ambiente limpo, o que não vemos fora da cidade onde fica o laboratório da empresa. Essa cidade é tida como a “última cidade” que ainda existe, pois as outras já foram devastadas pelo vírus. A fotografia mostra exatamente a divisão entre a cidade limpa, os locais onde os Cranks residem e onde os que querem fugir dos experimentos residem. A trilha sonora fica por conta de John Paesano (A Estrela de Belém) que ficou muito boa dando emoção nos momentos certos.

O longa prendeu minha atenção, de verdade, mesmo tendo  2 horas e 21 minutos, o que a gente nem percebe, pois é tanta ação, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que não vemos o tempo passar. O que gostei foi que não fizeram como em Jogos Vorazes, dividir o último filme em duas partes o diretor quis fazer um só e encerrar a história dos personagens, isso foi muito bom, talvez por isso tenha ficado longo, mas como eu disse, a gente nem percebe isso. Quero assistir novamente os três, seria uma boa para já ficar no embalo para o final da aventura de Thomas e seus amigos.

Se você curte ação, ficção científica, uma pitada de drama, explosões recomendo que assista. Ah, assisti em 3D e isso deu mais emoção, mas sou suspeita porque gosto desse gênero. Ele é uma boa pedida para quem gosta desse tipo também.

Tem a direção do americano, Wes Ball (Maze Runner: Prova de Fogo) e é inspirado nos livros do autor americano, James Dashner.  No elenco temos os atores: Dylan O’ Brien (Assassino: O primeiro alvo), Kaya Scodelario (Piratas do Caribe: A vingança de Salazar), Thomas Brodie-Sangster (Game of Thrones), Lee Ki Hong (7 Desejos), Aidan Gillen (Game of Thrones), entre outros.

Curiosidades:


– Embora “Prova de Fogo” não siga exatamente o livro escrito por James Dashner, cineastas disseram que este filme vai seguir um pouco mais próximo da obra que usou de inspiração.
– O diretor especificamente disse que não pensa que este livro deve ser dividido em dois filmes. Deve haver um começo, meio e fim, e é isso.
– Em março de 2016, Dylan O’Brien se feriu durante as gravações. O intérprete de Thomas foi atropelado por um carro enquanto filmava uma sequência com carros e sofreu fraturas ósseas. Por conta disso, as filmagens foram adiadas e só retornaram em fevereiro de 2017, antiga previsão de estreia do filme.

Essa matéria foi escrita por Raquel Carvalho enquanto ainda era colunista do Coisas de Mineira