Gênero:
Suspense/Terror | Duração: 1h43 | Disponível: Netflix

Com “It – A Coisa” ainda no cinema e sendo considerado um sucesso de bilheteria, a Netflix lançou no final de setembro uma nova adaptação de Stephen King: “Jogo Perigoso” ou “Gerald’s Game” no título original. A história mostra o final de semana de um casal que decidiu apimentar a relação. Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) vão para uma casa de campo levando nas malas lingeries e algemas. O que eles não esperavam é que o final de semana deles acabaria virando um pesadelo.Não assisto e nem leio terror, e fiquei bem receosa em ver o filme, já que Stephen King é conhecido por obras desse gênero, mas enfrentei o medo e fui ver. Confesso que em algumas cenas eu quis deixar de ver o longa, não por ser ruim e sim por eu não ter estomago para isso, mas ainda bem que levei até o final.

Jogo Perigoso” te surpreende do inicio ao fim, não podemos falar que é terror, e sim um suspense com uma pitadinha de drama. Jessie acaba se vendo sozinha no quarto e algemada na cama. Sem ninguém por perto para poder ajudar, ela tem que arrumar um jeito de se livrar das algemas ou acreditar na sorte que não morrerá até que alguém a encontre. Nesse meio tempo, enquanto ela está algemada e desesperada conseguimos conhecer mais a fundo a personagem, além de descobrir segredos que ela guardou a vida inteira.

Isso mesmo, a maior parte da produção se passa no quarto onde Jessie está algemada, as cenas são intercaladas com alguns flashbacks que mostram os caminhos que levou ela até ali, tratando de alguns temas importantes para a sociedade atual. O filme vai colocando alguns elementos que deixam o espectador com a angústia que a personagem sente ao estar indefesa. Além de dar destaque aos itens que compõe o quarto e o que ela teria a disposição para escapar da situação: um copo de água, uma etiqueta de roupa, a chave do carro, o celular. Confesso, meu estomago revirou em algumas cenas.

Mas para os amantes do autor, podemos falar que a Netflix e o diretor Mike Flanagan utilizaram no longa muitas referências de outras obras do autor: uma mulher presa a cama contra a vontade (Misery, 1987), um cachorro que estava faminto (Cujo, 1981), uma casa no lago, onde a personagem enfrenta alguns traumas vividos na infância (Saco de Ossos, 1998).

Com essa mistura de elementos que teve terror, drama e suspense, além de uma participação mais que especial do cachorro faminto durante quase todo o filme, a nova adaptação de King é uma ótima opção para os amantes do gênero (ou até mesmo para aqueles que queiram tentar algo novo, como no meu caso). O destaque do longa vai para as belíssimas atuações, Carla Gugino esteve em produções como “O Espaço Entre Nós”, “Terremoto: a Falha de San Andreas” e “Pequenos Espiões”.

Bruce Greenwood que está em cartaz nos cinemas com “Kingsman: o Círculo dourado”, além de ter atuado em produções como “Star Trek” e “Pais e Filhas”, também desempenha impecavelmente seu papel. Henry Thomas, o menino Elliot do filme “ET – o Extraterrestre” é outro destaque que aparece como coadjuvante da produção. A direção do filme ficou por conta de Mike Flanagan, que tem em seu currículo trabalhos como “Ouija: Origem do Mal” e “Hush: a Morte Ouve”.