Se prepare para levantar da cadeira de medo, ter fé e até dar umas risadas. Esse o pacote completo de tudo que te espera no grande sucesso que irá estreia nos cinemas com o filme “A Freira”. Uma sequência que atrai milhares de fãs da franquia Conjuring e volta ao início de tudo, uma vez que se aprofunda na origem de um dos vilões mais populares (e mais assustadores) da história cinematográfica, Valak, o fantasma vestido freira apresentado em “Invocação do Mal 2”.

O enredo que não dá continuidade aos fatos deste título do ano de 2016  e não  tenta criar uma conexão direta com os investigadores, mostra uma história que começa quando uma jovem freira em uma abadia de clausura na Romênia se mata de maneira desconhecida. No intuito de investigar o fato, um padre e uma noviça são enviados pelo Vaticano para entender o que aconteceu naquele ambiente sagrado, que a muito tempo sofre com o descaso e acontecimentos sobrenaturais que se propagam também entre os moradores da pequena cidade ao redor da construção.

CRÍTICA DE ESTREIA | A FREIRA

Arriscando tudo ao descobrir o segredo profano por de trás dos muros que em uma porta possui a escrita “Deus acaba aqui”, a história se desenrola com a batalha contra a força malévola na forma da monja demoníaca, que só poderá ser derrotada com a ajuda das visualizações da noviça e as descobertas contadas durante a trama.

Este não é um filme que tenta a todo tempo apenas mostrar o terror, mas se usa do suspense para te aterrorizar no momento certo. Há muita história e investigação sendo contada e muitas vezes com o apelo da presença de névoa, que deixa um mistério no ar não se sabemos se a cena é real ou apenas uma manipulação do mal que assombra o ambiente.

“A Freira” demoníaca é o quinto título que integra o folclore obscuro que primeiro aterrorizou o público em “A Invocação do Mal” e é interpretada pela atriz  Taissa Farmiga (Irene), a qual se mostra muito expressiva e faz a ponte para o público sofrer um impacto muito maior.

A trama é mais um spin-off (junto com Annabelle) das aventuras paranormais do casal Warren. A linha segue como reminiscência o filme magistral de Cristian Mungiu, “Beyond the Hills”, um relato naturalista de uma morte por exorcismo em um convento na Noruega.

O filme, do diretor Corin Hardy, tem seu alívio cômico com Frenchie (Bloquet), um aldeão local que se junta a dupla para combater o mal. O personagem que cresce ao longo da história, passa de cético inicial a um grande cavaleiro da fé nas sequências finais.

Ainda segundo o diretor, podemos definir o filme como algo que “Eu não posso, obviamente, falar muito sobre o que acontece. Mas foi realmente emocionante, quando li o roteiro, vi que isto é algo novo. É parte desse universo que foi estabelecido, com um personagem que apareceu em um filme, mas não era como fazer uma sequência ou um remake.” Contou Hardy.

É um enredo imperdível para os aficionados pelo gênero. O que mais impressiona são os sons e fotografia escolhida para as cenas. Se aproveitando dos assombrosos cenários, as sequências também mostram belíssimas imagens de dentro da igreja em plano aberto e a sensação de estar andando entre os panos com plano fechado em outros momentos da história, uma sensação que assombra qualquer claustrofóbico que se preza .

A verdade é que “A Freira” é assustador em sua essência, principalmente pela concepção da criatura e de todo o misticismo que a cerca.  Mas a sensação no final não é outra senão uma mensagem edificante sobre a crença em Deus e a fé contra a adversidade. Mesmo com o coração batendo mais forte de medo o filme deixa claro que o sobrenatural existe, mas que não é o lado mais forte da batalha.

Comece a se arrepiar desde agora, confira:

E, se você ainda não está convencido para ir ao cinema e acha que é tudo fantasia, confira alguns fatos que provam o contrário:
Hardy o diretor do filme, encontrou uma misteriosa “pegada” na poeira do Castelo de Corvin e, mais tarde, enquanto filmava uma cena em uma antiga fortaleza românica em Mogoșoaia, Hardy teve um encontro sobrenatural com o que ele acreditava ser curiosos com as filmagens;
No dia em que o padre abençoou a produção, os membros da tripulação foram impedidos de chegar ao set até que se ouviu-se um sinal, então inesperadamente no outro dia, perto de Mogoșoaia, um rebanho de ovelhas parou o tráfego no caminho para o set. Em seguida, em locação na Transilvânia, os membros do elenco e da equipe encontraram carrinhos puxados por cavalos na porta de entrada.
As milhares de cruzes que cercam o padre Burke (Demian Bichir), a irmã Irene (Taissa Farmiga) e Frenchie (Jonas Blouquet) ao se aproximarem da abadia, foram reaproveitadas e usadas em toda a produção em vários outros locais, incluindo o Castelo de Corvin e o Castelo de Bethlen. Criș e nos túneis do Forte Mogoșoaia.
Cada um dos túmulos tinham máscaras mortuárias do rosto do diretor Corin Hardy, roteirista Gary Dauberman, diretor de fotografia Maxime Alexandre, produtor executivo Michael Clear e primeiro assistente do diretor Harry Boyd. Se você ficar de olho no filme, poderá vê-los enquanto eles passam pela sala.
Após o último dia oficial de filmagem, Hardy cantou uma canção intitulada “The Convent Blues” com um membro da equipe romeno, como um “muito obrigado” a Demian Bichir e Taissa Farmiga. A música conta a história de A Freira e sua produção, referenciando o maior número possível de membros do elenco e da equipe. Ele compôs a música a caminho do estúdio naquele dia.
Distribuidora: Warner Bros
Estreia: 06/09/2018
Gênero: Terror
Duração: 1h 37min