WONDER WOMAN MOVIE
Distribuidora: Warner Bros. | Estreia: 01/06/2017 | Orçamento: U$ 120 milhões | Gênero: Ação, Aventura | Duração: 02h:20



Mulher-Maravilha está entre nós! Sim, isso mesmo. Depois de tanta espera, a partir de hoje dia 01, você já pode ir aos cinemas conferir o primeiro filme solo de uma super-heroína (ou segundo se você quiser considerar “Elektra”). Com a direção da Patty Jenkis, o filme quebra a sequência de desagrados cinematográficos da DC Comics, principalmente os recentes Batman vs Superman e Esquadrão Suicida. Muito se culpa o diretor/produtor Zack Snyder pela baixa aceitação dos filmes  (ele foi o diretor em BvS e produtor em Esquadrão), mas agora ele está de volta na produção e a combinação Jenkis/Snyder funcionou. Na semana passada foi anunciada a saída de Snyder da direção de “Liga da Justiça” que estreia em novembro, o que foi motivo de comemoração para muitos, mas eu sinceramente não sei dizer o efeito que isto terá visto que já está em processo de finalização.

O filme “Mulher-Maravilha” conta a origem da heroína, desde sua infância em Themyscira (Ilha Paraíso), terra natal das amazonas. A história é contada como uma espécie de flashback, uma lembrança que Diana tem ao receber uma foto de seu passado com o bilhete “Espero um dia conhecer sua história”, enviados por Bruce Wayne. Inclusive, apesar de pouca explicação, a ambientação do começo do filme dá a entender que ele é a sequência  direta do final de Batman vs Superman, quando os dois super-heróis dão início ao processo de formação da Liga.


Bom, então após receber este presente do Wayne, Diana Princess of Themyscira (a origem do sobrenome que passa a usar) se recorda de toda sua história, desde sua infância até a fase adulta, super protegida por sua mãe Hipólita e treinada para ser a melhor por sua tia Antiope, até a chegada acidental do soldado Steve Trevor ao local (um homem na terra das amazonas). Até então o conhecimento de Diana é bem restrito, ela sabe apenas que foi moldada no barro por sua mãe e gerada por um sopro de Zeus, e que aguardam o retorno do maléfico Ares (Deus da Guerra) para que possam derrotá-lo definitivamente. Mas Hipólita esconde muito de sua vida e, com a chegada de Steve, Diana vê a oportunidade de ir para o mundo dos homens que está vivendo a Segunda Guerra Mundial (fato que até então ela desconhecia) e ficar cara a cara com o temido Ares, que ela acredita estar lá.

A história do filme segue a linha da animação homônima de 2009, apesar de não ser idêntico. Houve um aperfeiçoamento e ambientação em um mundo de guerra de forma muito interessante e coesa, fazendo um paralelo bem legal entre os universos. Ao contrário de Batman vs Superman, tem um roteiro forte e uma ótima fotografia, com cenários “claros” permitindo uma melhor experiência com as cenas de treinamento e batalha. E que cenas, viu! Os efeitos estão sensacionais e as cenas com as amazonas são incríveis. As lutas da Mulher-Maravilha são de tirar o fôlego, principalmente se você assistir em uma sala IMAX (assim como eu fiz). Fora isso a nostalgia de ouvir o tema da heroína sempre que ela está em ação ou a incrível abertura de apresentação da Liga da Justiça no começo do filme, não tem preço. Outro ponto alto foi a história do filme não ter sido entregue nos trailers, o que causa surpresa e empolgação nas 2:20 min de duração.

Sobre as atuações, palmas para Gal Gadot como a protagonista. Muito criticada na época de escolha devido a seu porte físico e currículo sem grandes destaques, ela mostra que levou o treinamento à sério e incorporou a personagem. Sua postura, seus “rugidos” e trejeitos são louváveis. Chris Pine também entrega um bom Steve Trevor e o mesmo se diz de seus amigos soldados que o ajudam, tendo eles também o papel de alívio cômico do filme, mas sendo este nada bobo ou caricato. Connie Nielsen (Hipólita) e Robin Wright (Antiope) apesar das poucas cenas são as perfeitas amazonas.

WONDER WOMAN MOVIE

Agora vamos falar de representatividade e empoderamento? Se você é do tipo que acredita que tudo hoje em dia e problematização sem necessidade, talvez este filme não seja para você. A mensagem vai muito além de uma super-heroína que combate o mal. A Mulher-Maravilha representa a força feminina, sem o uso da sedução ou sexualização, sem a submissão ou fragilidade frente a um oponente masculino mas trabalhando muito bem e em equilíbrio com aqueles que estão do seu lado, sem um romance como chave de seu crescimento… Mais que tudo ela é um exemplo e uma inspiração. Então seguramente posso dizer a vocês que um dos grandes motivos de este ser um filmaço para mim é a representação perfeita que a personagem teve, conservando suas características. Seu uniforme, que como em todas as personagens de HQ’s é curto ou minúsculo, perdeu as características de collant e ganhou tons de armadura, e em nenhum momento a câmera foi posicionada de forma a sexualizar suas lutas com o traje (focalizando seios e bunda). Todas que já viveram um assédio, independente do grau deste, vão entender a importância de não enfiar uma roupa cavada em uma mulher e colocá-la para lutar nas telonas. E quem sabe este não seja o primeiro passo para uma quebra de esteriótipos e o fim das famosas fantasias de: Mulher-Maravilha sexy, Supergirl sexy, Viúva Negra sexy, Branca de Neve sexy, Alice sexy, Chapeuzinho Vermelho sexy… Vamos lá, né gente. Nós merecemos mais que isso!

Enfim, como meu filme mais aguardado do ano (porque se ainda não deu pra perceber, eu adoro a DC), “Mulher-Maravilha” não decepcionou, superou expectativas e está fácil no meu TOP 01 deste ano. Agora é aguardar 16 de novembro para conferir o resultado de “Liga da Justiça”.