Após 5 anos do lançamento de “Prometheus”, e um salto de 10 anos na história do filme, chega aos cinemas “Alien: Covenant” a prometida continuação da história que precede os acontecimentos dos primeiros filmes clássicos da franquia Alien. Dirigido por Ridley Scott, o aclamado diretor da franquia desde o primeiro filme em 1979 (alguns não tiveram sua direção), a nova história não foge muito ao que já conhecemos e apresenta diversas referências deste universo Sci-fi.

Tem como ponto central a nave colonizadora Covenant, que após estudos partiu em busca do planeta Origae-6 para reestabelecer a vida através dos colonos e embriões que transporta à bordo. Todos eles, colonos e tripulação, permanecem na viagem espacial em sono criogênico enquanto um sintético chamado Walter (Michael Fassbender) monitora os detalhes técnicos.

No entanto, após uma falha sistêmica de grande escala, a tripulação da nave é despertada em busca de uma solução para os danos gerados. Em uma das rotinas de conserto, captam uma transmissão amadora com elementos humanos e o capitão Oram (Billy Crudup) decide ir atrás do sinal, mesmo com a desaprovação da subcomandante Danny (Katherine Waterston, a Tina de Animais Fantásticos e Onde Habitam). Ao iniciar a expedição no novo planeta descobrem logo que um perigo muito grande está à espreita, principalmente por ser este  misterioso, rápido e letal.

Já de cara nos é apresentada uma introdução sobre a criação de David, o sintético interpretado por Fassbender no filme anterior, por Peter Weyland (também apresentado em “Prometheus”). O diálogo entre os dois, fazendo uma ligação direta aos acontecimentos anteriores, já nos dá a primeira referência forte à historia já conhecida, além de fornecer respostas. E não será apenas esta referência, pois  em vários momentos os personagens serão relembrados e mais respostas serão jogadas na tela, por isso é necessário que você tenha visto o filme anterior (Prometheus) para pegar todos os lados da história.

Sem muitas surpresas, a história segue a linha do tradicional material da franquia não fugindo muito do molde. O desenrolar do filme é bem previsível, mas isso não o torna menos interessante. Clássico é clássico, não é mesmo?!  E as criaturas estão com tudo, com todo aquele repertório de saídas dramáticas dos corpos dos hospedeiros, agressividade, sangue e gosma. O destaque de atuação vai para Michael Fassbender, que está ótimo no papel dos sintéticos, e mostra o quão versátil ele é.

“Alien: Covenant” entra nos cinemas dia 11 de maio e é uma grande opção para aqueles que são fãs da franquia e do gênero Sci-fi.