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SONATA EM PUNK ROCK É UMA LEITURA QUE ME SALVOU DE UMA RESSACA LITERÁRIA – BABI DEWET (#1 CIDADE DA MÚSICA) | RESENHA

SONATA EM PUNK ROCK É UMA LEITURA QUE ME SALVOU DE UMA RESSACA LITERÁRIA – BABI DEWET (#1 CIDADE DA MÚSICA) | RESENHA

Vamos falar de “Sonata em punk rock”? Sabe quando você está em uma ressaca literária e pega aquele livrinho fofo, que em poucas páginas te tira dela? Então, “Sonata em punk rock” foi esse livro para mim! Então vamos à sinopse.

Valentina Gontcharov (Tim) não sabe porque alguém iria preferir uma orquestra ao invés de ter uma banda de rock. Com o sonho de viver de música e com um ouvido absoluto, ela acaba sendo aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país. O que ela não sabia é que na Academia ela teria que ouvir tanta música clássica. Quando ela se vê tendo que aprender piano, vai atrás de Kim, o melhor pianista da academia, para dar aulas a ela.

Sonata em punk rock

 

Autoria:
Babi Dewet

Ano de lançamento:
2016

Páginas (nº):
304

Editora:
Gutenberg

Gênero:
Romance, Jovem adulto, Literatura nacional
“Cidade da Música”:
1. Sonata em punk rock
2. Allegro em hip-hop
Classificação indicativa:
Aviso de conteúdo: Abandono paterno

Um pouquinho clichê, não é mesmo? Mas é a coisa mais fofa e que salvou minha semana agitada. Vocês já devem ter notado que sou bem fã de um romance fofinho, por isso não podia dar menos do que 5 estrelas para essa história nacional!

“Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock?”

A amizade e outras temáticas em “Sonata em punk rock”

A história fala muito sobre amizade, tanto amizade de longa data, quanto novas amizades. Valentina vai para a Academia Margareth Vilela e lá ela encontra mais três alunos bem bacanas e que apoiam a garota nessa nova fase. Fora uma amizade mais antiga, que mesmo sem se conhecerem pessoalmente sentem um carinho gigantesco uma com a outra. Achei bonito como a autora aborda sobre a amizade nessa história.

Outra coisa que é destaque desde a sinopse é o fato de que compartilhar DNA não transforma ninguém em família. É o amor, o estar junto e presente é que mostra quem é família. O pai de Tim nunca esteve por perto e reaparece no momento em que vê que a filha, tem algo que seus outros filhos não têm, o dom da música.

E por último, e não menos importante, é a sororidade! Em várias partes do livro, podemos ver como a autora traz que não pode existir competição feminina. Precisamos falar mais sobre isso, sempre!

“Schumann tinha criado uma peça para viver para sempre. Ali, saindo da ponta dos dedos de uma garota esquisita e rebelde, a música parecia ter sido feita para ela. E Kim não poderia estar mais apaixonado.”

E o romance clichê?

Ah gente, quem não gosta de uma boa dose de romance clichê na sua vida? Ah gente, o romance de Valentina acontece de forma bem avassaladora, em uma intensidade bem grande e de forma bem bonita. De um lado temos a menina rebelde, que só quer saber do seu bom e velho rock’n’roll. Do outro, o menino certinho, modelo da academia, amante de música clássica e que todo mundo pensa que tem um coração de gelo!

E a forma que eles se relacionam é lindo. Acho que o mais bonito, é a forma como Kim percebe que gosta da menina. Como o relacionamento dos dois é cheio de música e tem uma trilha sonora tão bonita.

Falando em Kim, ele é um personagem muito interessante. Vamos aprendendo que nem sempre o que uma pessoa se mostra é o que realmente ela é. Não podemos julgar sem antes conhecer alguém. Fiquem atentos no personagem, ele também tem muito o que ensinar e mostrar durante a história.

“A verdade maior, com sustenido e tudo, é que ele estava assustado com toda aquela aproximação e com a forma com que seu coração continuava a bater forte, no ritmo da música. Ao contrário do que as pessoas pensavam, seu coração não era de pedra.”

Temos muita música em “Sonata em punk rock”

O livro é cheio de música, não só na história em si. Cada capítulo é aberto com uma música que o representa. No final do livro, temos uma lista com todas as músicas dos capítulos e um QR Code que leva para uma playlist do Spotify (caso queira conferir, é só clicar aqui). Fora que a capa é a coisa mais linda, não é mesmo? Mostrando uma garota tocando um piano, com alguns elementos da história. Ahhh, além das músicas, temos também algumas referências à cultura coreana. Sim! Para os fãs da cultura coreana, esperem muitas referências.

Babi Dewet nasceu no Rio de Janeiro e é formada em cinema. A autora publicou seu primeiro livro em 2009 de forma independente e hoje, possui 8 livros publicados pelo grupo Autêntica. A série “Cidade da música” conta com dois volumes: “Sonata em punk rock” e “Allegro em hip-hop”. Depois de ler esse livro, estou louca para ler o segundo volume e ver mais coisas da autora!

E aí, já leu “Sonata em punk rock”?

“Eram 8 horas da manhã, praticamente um insulto a sua vida de rock’n’roll. Acordar cedo estava entre as piores coisas do mundo para ela, junto com o machismo, o café com leite e esportes (…)”

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