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O SILÊNCIO DA CASA FRIA – LAURA PURCELL, VOCÊ CONFIARIA NESSES COMPANHEIROS SILENCIOSOS? | RESENHA

O SILÊNCIO DA CASA FRIA – LAURA PURCELL, VOCÊ CONFIARIA NESSES COMPANHEIROS SILENCIOSOS? | RESENHA

O Silencio da Casa Fria (The Silent Companions, 2017), a princípio, é mais uma obra espetacular trazida pela nossa editora queridinha, DarkSide Books. Nessa obra de Laura Purcell, conheceremos Elsie, uma mulher que há pouco se tornou viúva. Por esse motivo, foi viver numa espécie de casa de campo deixada como herança a ela. A mistura de sentimentos de perda, com mansões isoladas, e ainda Elsie estando grávida, não parece que resultará em algo bom. Pois, com certeza, assim como eu, você vai acreditar que os acontecimentos estranhos que acontece nesses cômodos, boa coisa não podem ser! Pobre Elsie.

O Silêncio da Casa Fria

Autoria:
Laura Purcell

Editora:
DarkSide Books

Ano de lançamento:
2020

Gênero:
Horror, Mistério, Suspense e Terror

Páginas (nº):
288

Título original:
The Silent Companions
O Silêncio da Casa Fria, da linha DarkLove, é uma história sombria, sinistra e gelada ― um verdadeiro tributo aos romances góticos clássicos que tanto amamos.
Elsie é uma jovem viúva que sofreu muito durante sua vida. Após se casar com Rupert, e estar esperando seu primeiro filho, as coisas pareciam que seriam melhores. Mas, não… Elsie ainda terá muitas histórias para viver, e contar, se possível for.
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Classificação indicativa: +15
O Silêncio da Casa Fria – DarkSide Books, 2020

“Ele era muito novo. Jovem e otimista demais para perceber que, um dia, haveria momentos na vida que gostaria de apagar; anos e anos de momentos insuportáveis.”

O desenvolvimento

O livro de estreia de Purcell passa em momentos distintos. O ano em que Elsie fica viúva (1865), os anos dos diários que trata do passado da família Bainbridge e da mansão em si (1635), e 1866, quando nossa protagonista Elsie Bainbridge, está sob custódia em um hospital psiquiátrico, acusada de incendiar a mansão. Rupert, o marido falecido dela deixou tudo que tinha, em testamento, para Elsie. Contudo, no momento ela se encontra muda, sem capacidade de se comunicar, de se explicar, e com a pele queimada. Ela foi a única sobrevivente do desastre em sua própria casa.

Sarah é prima de Rupert, então como não tem mais ninguém no mundo, veio viver juntamente com Elsie. Lá na mansão também se encontra, como uma espécie de “herança”, os funcionários. E com isso, temos os elementos para que a história de O Silêncio da Casa Fria se desdobre. O clima da trama é bastante melancólico e perturbador. A qualquer tempo as personagens estão passíveis de um grande revés. Acidentes e coisas estranhas a cercam sempre.

Ainda assim, para piorar a situação que já não era das mais confortáveis, Elsie e Sarah conseguem entrar no sótão, lugar que havia sido trancado há muitos anos e ninguém conseguia abrir a porta. Ambas descobrem pertences dos antepassados de Sarah e Rupert. A prima se encanta com diários de Anne, ancestral dos Bainbridge que viveu nos anos de 1600. Entretanto, isso não foi a descoberta mais interessante que fizeram nessa visita. Será por isso que avisaram a jovem viúva que os aldeões tinham horror àquela mansão? Qual poderia ser o grande mistério que aterrorizava as pessoas pobres e miseráveis daquela região?

O medo exauria as pessoas.”

As narrativas se entrelaçam. Você anseia tanto pela história passada em 1865, quanto pela de 1635. A teia vai sendo construída a cada página, e vamos descobrindo os motivos e razões das situações estranhas que a viúva e a prima de Rupert enfrentam a cada dia. Sinceramente, você não sabe se o que acontece é bruxaria, se é trotes passados pelos funcionários que não queriam Elsie ali, ou o quê. E O Silêncio da Casa Fria é antes de mais nada, uma bela homenagem aos romances góticos, uma vez que consegue trazer ao leitor aquela sensação soturna e gélida dos velhos clássicos.

E os Companheiros Silenciosos em O Silêncio da Casa Fria?

“A morte, uma vez concebida, era voraz. Tomava tudo para si.”

Todavia, você deve estar curioso a respeito do que se trata o termo Companheiros Silenciosos, não é mesmo? Dentro do sótão havia uma espécie de pintura, meio realista, que eram móveis, e no formato da pessoa pintada. Pesquisando um pouco sobre isso, descobri que bem antigamente, esse pessoal gostava de ter essas figuras para pregar peças nos amigos e visitantes. Algo bem bizarro! Não precisaria nem estar na mansão dos Bainbridge para eu sentir medo dessas figuras… E nessas páginas, você entenderá como essas figuras são marcantes para nosso enredo.

Vou deixar aqui um site para vocês que tiverem interesse (e coragem)! Esses são os Companheiros Silenciosos. E eles aprontam diversas confusões em O Silêncio da Casa Fria. Mas, diferentemente da galerinha do barulho da Sessão da Tarde, essas confusões podem levar a pessoa à loucura.

Recomendo ou não?

“O antigo medo. Nem a razão nem a lógica poderiam apagar esse sentimento. Ela conhecia o mal desde criança – reconhecia sua voz aveludada.”

Assim, vou me aquietando por aqui, para deixar um pouco de mistério e terror gótico para você que vai mergulhar nessas páginas. Recomendo demais a leitura. Estou ansiosa para ter outra obra da autora em mãos. Ouvi dizer que existe uma história de terror que acontece em uma loja de roupas. Será verdade? E mais que isso… será possível? Já quero! Purcell me conquistou desde as primeiras páginas de O Silêncio da Casa Fria. Li todas as 288p. no fim de semana de ‘carnaval’. E por mim, poderiam ter mais 100 páginas, que eu ficava colada para saber mais sobre os Bainbridge e a possível maldição que ronda “A Ponte”.

Finalizando, a edição está maravilhosa, como não poderia deixar de ser, uma vez que a DarkSide Books não decepciona. A capa colhe uns elementos da capa gringa, mas insere outros elementos que constituem a narrativa. Com uma cor clara, ao contrário da capa lá ‘de fora’, o charme gótico não deixou a desejar.

“E ao observar a casa do lado de fora, pus-me a imaginar o quão divertido seria vê-la consumir-se em chamas.”

Shirley Jackson

Comente este post!

  • Lilian de Souza Farias

    Menina, sendo bem honesta, nunca tive boas experiências com os livros da DarkSide, Mas a proposta do livro em questão me deixou curiosa, apesar de minhas queixas em relação a editora, gostaria de ter a oportunidade de ler, fiquei curiosa com a mansão.

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    • Carol Nery

      Poxa, Lilian… que pena!
      Confesso que tenho os meus selos preferidos da editora. E pra mim são sempre sucesso.
      Mas, sei que eles pecam em algumas coisas. E às vezes em algum material que o pessoal não gosta.

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  • Val

    Oi, mlr. Não conhecia o livro. A trama parece ser envolvente mesmo. Gosto de tmhistorias em casaroes, castelos, mansões e afins justamente pela atmosfera melancólica e solitária que esses ambientes nos passam.
    Faz anos que não acompanho nada da editora, então tava por fora dessa publicação.
    Vou ver se encontro e dou um jeito de ler, pra ver se me agrada.

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    • Carol Nery

      Acho que se vc curte esse lance que se passa em mansões e afins, tem tudo pra simpatizar com a obra. Nossa, eu gostei demais! 5 estrelas pra mim. Quem sabe te atrai também, né? Vale a pena arriscar.

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  • Hanna Carolina

    Menina, fiquei curiosa e fui conferir os amigos silenciosos. Olhando de dia, parecem inofensivos, mas eu não teria coragem de ficar no mesmo cômodo de noite, não… =s
    Com relação ao livro, tem tempo que não leio algo da caveirinha, mas amei essa edição, que é um verdadeiro luxo. A trama parece ser assustadora, mas ao mesmo tempo me deixou curiosa, acho que leria, durante o dia, mas leria, hahaha.
    Bjks!

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    • Debora Sapphire

      Olá! Eu também tenho a editora Darkside Books como uma queridinha, pelas edições espetaculares dos títulos no catálogo Rs’. Achei bacana que esta capa, apesar de colher alguns elementos da capa gringa, nos também podemos encontrar outros elementos que constituem a narrativa inseridos. Confesso que essa atmosfera mais bizarra e sombria me deixou intrigada. Ótimo que Purcell foi capaz de conquistar você desde as primeiras páginas de O Silêncio da Casa Fria.

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      • Carol Nery

        Debora, essa é daquelas leituras que a gente lê sem ver o tempo passar.
        Pelo menos pra mim, foi asism. Amei!

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    • Carol Nery

      Hanna, realmente é de se pensar sobre ficar perto desses companheiros. Não entra na minha cabeça ter essas coisas em casa. hahahaha O pessoal antigamente era bem bizarro.
      A edição é primorosa. Uma daquelas que a gente elege como uma das mais lindas da estante.
      Se for ler, vai de dia mesmo. Não quero ser responsável por qualquer pesadelo. hahahahaha

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  • Erika Monteiro

    Oi Carol, tudo bem? Fico encantada com as edições da Darkside. Acredita que ainda não tenho nenhum livro da editora? Esse é um dos que venho namorando sempre que vou à livraria. O título sempre me chamou atenção e ficava curiosa para saber porque desse nome. Gostei também que a história é ambientada em períodos distintos, amo enredos assim. Só exige um pouco de atenção do leitor para saber o que acontece em cada fase. Fiquei curiosa para ler mais sobre os companheiros silenciosos, nunca tinha ouvido falar sobre isso. Quanto ao trabalho gráfico está perfeito! Um abraço, Érika =^.^=

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    • Carol Nery

      Nossa, alguém que não tem livro da caveirinha hoje em dia é raro. Porque eles estão abrangendo vários gêneros. Então, algo há de se gostar. hahahaha
      Mas, tenho certeza que essa é uma obra bastante interessante. Acho que vc iria gostar de descobrir a que vieram os amigos silenciosos. Que eu mesma, quero é distância deles, viu?
      Abração

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