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AS MUSAS – ALEX MICHAELIDES, O AUTOR DE A PACIENTE SILENCIOSA ESTÁ DE VOLTA | RESENHA

AS MUSAS – ALEX MICHAELIDES, O AUTOR DE A PACIENTE SILENCIOSA ESTÁ DE VOLTA | RESENHA

“As Musas” (The Maidens) é o segundo livro do autor Alex Michaelides. Seu ano de estreia aqui no Brasil foi 2021. A responsável pelas obras do escritor no país é a Editora Record. Não temos nada a reclamar! A Paciente Silenciosa ficou por mais de 1 ano na lista dos best-sellers do New York Times. De fato, foi minha leitura preferida de 2019. Alex nos conta que “As Musas” foi escrito durante os dias de quarentena ocasionada pela Pandemia Mundial do Covid-19. Então, sozinho e isolado em seu apartamento, deu asas à sua imaginação. Obrigada por isso.

As Musas

Autoria:
Alex Michalides

Editora:
Record

Ano de lançamento:
2021

Gênero:
Ficção policial, Mistério, Suspense, Thriller psicológico

Páginas (nº):
350

Título original:
The Maidens
Em “As Musas” uma psicoterapeuta, Mariana Andros, busca provar que um bem quisto professor de Tragédia Grega, da Universidade de Cambridge, é o responsável pelo assassinato de várias alunas. Mas, será verdade, ou alguma mania de perseguição por parte dela?
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Classificação Indicativa: 16+
Aviso de conteúdo: Abuso de substâncias, Assassinatos, Desvalorização da Saúde Mental, Manipulação, Pais abusivos, Rituais, Sangue, Traição, Violência.

Sobre o que é “As Musas”:

“As Musas” é o título de um grupo, ou melhor, uma sociedade secreta de estudantes mulheres. Elas são da Universidade de Cambridge. E o “líder” delas, é um professor de Tragédia Grega. Ele é americano, charmoso, instigante, bem como, brilhante. Com seus cabelos em coque, ou rabo de cavalo, Edward Fosca é sensação entre os alunos. Seja com seus seminários, seu jeito de ser e agir, ou com suas exclusivas pupilas… Fosca tem lugar de destaque e renome.

Acontece que Mariana Andros, uma psicoterapeuta de grupo, residente em Londres, recebe um chamado pelo telefone em uma noite aleatória. Sua sobrinha, Zoe, está bastante agoniada. Sua amiga, Tara, está inesperadamente desaparecida. E o corpo de uma linda estudante da Universidade de Cambridge foi encontrado. O crime aparenta, com efeito, ter sido cometido por alguém com raiva. Isso, desde que esfaquearam e desfiguraram a jovem.

“(…) Freud sobre luto e perda. Ele argumentava que, logo após a morte de um ente querido, a perda tinha que ser psicologicamente aceita, e o falecido, deixado para trás, caso contrário havia o risco de a pessoa sucumbir ao luto patológico, que ele chamou de melancolia e que nós chamamos de depressão.”

Mariana se desloca no outro dia pela manhã. Ela chega em meio a essa revolução entre os muros da Universidade. Mal sabia ela que sua vida iria mudar de rumo. O que Mariana dava como certo, já não mais fará sentido. As pessoas meio que deixam de confiar ou acreditar em suas teorias. Ela acaba passando por alguém com mania de perseguição, além de não ter elaborado decerto o luto por seu marido.

A investigação policial não é eficiente…

A pior parte, é que as mortes não cessam. Conforme os dias passam, jovens continuam sendo assassinadas. A tia de Zoe se envolve, indiretamente e escondida da polícia, cada vez mais nesse drama. Suas convicções a respeito do criminoso vão se concretizando. Ela vira, do nada, uma detetive amadora. Sempre preocupada com sua sobrinha, que não tem mais ninguém nesse mundo além da tia.

“A infância revela o homem,
Como a manhã revela o dia.”

JOHN MILTON, Paraíso reconquistado

Zoe desacredita sobre as teorias de Mariana. Parece defender, ou até mesmo, ter sido encantada por Fosca. Sim, Mariana acredita que ele é o culpado. E está em busca de como provar que o professor é o assassino das jovens. Elas fazem parte, contudo, de seu grupo exclusivo de meninas: “As Musas”. Desse modo, ainda existem boatos de que entre eles rola muito mais que aulas e teorias. Festas infames são motivos de fofocas constantes. E “As Musas” são insuportáveis, by the way.

Em resumo, uma das razões para que Mariana, a única adulta focada realmente nessa história, acredite que Fosca é o culpado… é porque ela vem encontrando um cartão postal com citações sinistras escritas em grego antigo dos próprios textos que ele ensina; isso com cada uma das garotas mortas, no que é uma espécie, de ato ritualístico. Fosca tem álibis para os assassinatos, e Mariana vai perdendo a confiabilidade. O responsável pela investigação aparenta não suportar ela e/ou toda a bagagem que vem com ela.

Mas, e os problemas pessoais de Mariana?

A psicoterapeuta precisa, além de lidar com esse caso perigoso e indecifrável ali em Cambridge, similarmente também dar conta de seus próprios conteúdos internos. A falta que sente de Sebastian, seu falecido marido, ali na Universidade é reavivada a cada local que passaram ou ficaram juntos. Supervisão ou terapia, Mariana também frequenta uma profissional para abrir seu coração e derramar suas mazelas. E com esses insights, ela continua firme na decisão de provar a culpa de Fosca antes que mais uma d“As Musas” seja ritualisticamente sacrificada.

“O ato de perdoar não pode ser imposto — deve acontecer espontaneamente, como um ato de clemência, e só acontece quando a pessoa está preparada.”

Todo plot de “As Musas” acima de tudo, demora a acontecer. Entretanto, acredito e confio no estilo de Michaelides. Ela gosta de escrever assim, deixando tudo para as últimas páginas, onde poderemos ver nossas crenças explodindo em nossas caras. Outra coisa legal do autor, é que ele interligou sua atual história com A Paciente Silenciosa. SIM! Temos referências… E “As Musas” se passa temporalmente antes dos dias de seu primeiro, e tão espetacular, primeiro livro.

Enfim, fico por aqui com o desejo de que a leitura seja interessante para você. Eu gostei muito, uma vez que thriller psicológico e policial estão dentro dos meus gêneros favoritos da vida. Não vejo sequer as páginas contando os números quando leio algo que tem a ver com saúde mental, crimes, psicoterapias, hospitais psiquiátricos, assassinatos e investigações. Então, recomendo muito o autor, “As Musas”, e digo que foi uma ótima experiência. Porém, A Paciente Silenciosa ainda, em suma, continua sendo minha obra preferida do Alex Michaelides.

“Dizem que a tristeza enfraquece a mente,
E a faz temerosa e degenerada;
Pense, portanto, em vingança, e pare de chorar.”

WILLIAM SHAKESPEARE, Henrique VI, parte 2

Comente este post!

  • Regiane

    Estou com ele aqui pra ler, amei a resenha e eu amei a escrita do Alex em A Paciente silenciosa, com certeza gostar desse.

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    • Carol Nery

      Então, migs… com certeza vc vai gostar. É um ritmo bem interessante. Os mistérios são interessantes. E ainda tem aquela referenciazinha que a gente curte quando o autor coloca!!!

      responder
  • Claudia Melo

    Carol,
    Como sempre, arrasou na resenha!
    Já li, gostei mas também gostei mais do A paciente silenciosa.
    Beijos,
    Clau

    responder
  • Claudia Melo

    Carol,
    Como sempre, adorei seu post.
    Já li, gostei mas também gostei mais do A paciente silenciosa.
    Beijos,
    Clau

    responder
    • Carol Nery

      A Paciente Silenciosa foi assim, uma leitura que eu devorei. Elenquei de cara como minha melhor leitura de 2019. Tinha certeza que não iria gostar de mais nenhum tanto assim. hehehehee

      responder
  • Val

    Nossa, deve ser uma leitura tormidabel. Fui lendo a resenha e segurando a respiracao hahaha
    Imaginei que daría um ótimo filme esse enredo.
    Ainda não li A paciente mas vejo mta gente falando super bem. Quero ler As musas agora kkkkk

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    • Carol Nery

      Ahhh, eu também acho que a trama daria um baita filme, hein?
      Já fiquei curiosa pra imaginar um elenco.

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  • Erika Monteiro

    Oi Carol, tudo bem? Lembro bem quando A paciente silenciosa fez sucesso e muitos leitores só falavam dele. Um tempo depois comprei mas devido algumas leituras acabei deixando de lado. Quando recebi As musas achei incrível a premissa e fiquei curiosa quanto a leitura, mas minha colunista acabou lendo antes de mim. O que mais gosto em livros do gênero são os plots, quando menos esperamos somos surpreendidos. Me chamou atenção o autor ter feito esse link com o livro anterior. Um abraço, Érika =^.^=

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    • Carol Nery

      Eu sou suspeita, tanto com o gênero, quanto a esses lances de referência com o outro livro. ADORO!!
      E já virei fã do autor. Ele escreve de uma forma que gosto, e que me ganha completamente. Devoro o livro que nem vejo.
      Tomara que vc goste também quando conseguir conhecê-lo!
      Abraços

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  • Lilian de Souza Farias

    Uma sociedade secreta com mulheres, estudantes e um homem como ‘líder’ e ainda sendo o professor, para mim tem tudo para dar problema. Me parece essas seitas malucas com muito assédio e tal… Eu fiquei interessada na obra, confesso. O outro livro dele não curti tanto, de modo que abandonei a leitura, mas esse me interessou.

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    • Carol Nery

      Nossa, Lilian!!! Eu amo tramas psicológicas. Fiquei super presa no primeiro livro dele. hehehee É interessante como funcionam essas coisas, né?
      Mas, vc está certíssima… essa mistura aí de sociedade secreta feminina, homem como líder… muita confusão pode aparecer. Com certeza!! hahahahaa
      Abraços

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