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REBELDE: CRIADA PARA UMA NOVA GERAÇÃO, MAS SEM ESQUECER A ANTIGA | CRÍTICA NETFLIX

10 janeiro, 2022 por

Hoje eu quero falar para vocês de “Rebelde”, um reboot que estreou na Netflix em janeiro! Antes de qualquer coisa, preciso dizer que faço parte dessa geração que conheceu uma banda mexicana e em 2008 chorou quando eles anunciaram o fim. Por isso, nada mais justo que meu coração de fã, falar um pouco sobre essa série, que foi muito julgada antes mesmo da estreia: alô haters, fã de RBD sabe que essa geração não é muito fácil, não é mesmo?

Nome: Rebelde
Direção: Santiago Limón
Elenco: Giovanna Grigio, Alejandro Puente, Azul Guaita, Franco Masini, Andrea Chaparro, Jeronimo Cantillo, Lizeth Selene, Estefania Villarreal e Karla Cossio.
Onde Assistir: Netflix
País: México
Episódios: 8    Nota Imdb: 6,4/10
Lançamento: 5 de janeiro 2022
Gênero: Drama, Musical
Classificação do Conteúdo: 16 anos

Em “Rebelde”, acompanhamos um grupo de estudantes que entram na prestigiada EWS, antiga Elite Way School, que hoje consta com um programa de excelência musical. Esses alunos do primeiro ano, encontram algumas dificuldades no caminho para a final da batalha das bandas.

Vamos as minhas impressões? Não consigo separar essa crítica e fazer algo neutro e depois algo de fã. Mas vou dizer algumas coisas, se você não assistiu “Rebelde” (2004), fique tranquilo, não ficará perdido na trama. São histórias novas, personagens novos, apesar de algumas referências ao RBD e de alguns atores terem voltado aos seus papéis.

A história toda gira em torno desses jovens, mas com uma pegada século XXI e para maiores. Temos cenas mais quentes e finalmente personagens LGBTQIA+. O bullying está presente em toda a trama, mas a mensagem de “juntos somos mais fortes” também. “Rebelde” (2004) veio para ensinar algumas lições importantes a toda uma geração, e essa história, apesar de terem sido rasos nesse quesito, faz um pouco disso também.

Quantos episódios?

Temos apenas 8 episódios, então não pensem que a série consegue levar a fundo a história de todos os personagens e a trama. Achei algumas coisas bem rasas, mas temos que ser realistas pela quantidade de episódios e tempo de cada um. Nessa primeira temporada temos um foco na chegada dos alunos, na batalha das bandas e na sociedade secreta chamada “A seita” (“La logia”), que está de volta depois de muitos anos.

Como disse no início, a série é um reboot: ela não continua a novela que terminou em 2006, é algo novo, com personagens novos e tramas novas. Apesar de termos sim, várias referências do passado (obrigada por não apagarem a nossa história, que foi tão bonita). Além de algumas músicas do RBD, temos também um repertório novo e alguns covers de outros artistas importantes como Britney e Jesse y Joy (escutem Jesse y Joy, por favor!).

Em “Rebelde” temos um intercâmbio bem bacana também! A brasileira Giovanna Grigio faz parte da trama e ela entregou tudo. Parabéns Gigi, não vou falar que você zerou a vida (porque sei que vai fazer muitas coisas importantes ainda), mas conseguiu a proeza de ter trabalhos bem importantes para várias gerações (“Chiquititas”, “Malhação” e “Rebelde”). O que eu fiquei chateada é de não terem colocado ela na banda principal, ela mereceu ter destaque com o trabalho que entregou.

Agora podem me chamar de uma fã do RBD difícil. Não consegui gostar do personagem “Estebán” por motivos de: o ator falou o que não devia e o ranço ficou. Desculpa galera! Não sei se foi por causa do ranço pelo ator, mas não gostei do que eles tentaram entregar com o personagem. Para mim, cada um dos personagens principais se encaixaria com um dos seis que marcaram a minha vida: Estebán como Miguel (até mesmo na história de ir para a escola tentando descobrir algo), M.J. como Lupita (apesar de ela ter falado que sempre se viu como a Roberta), Dixon como Giovanni (até na primeira cena quando não queria que a mãe o levasse até a escola, apesar de ter motivos diferentes), Jana como Diego (sim, acreditem ou não, é isso que ficou para mim), Luka como Mia (não apenas por causa do sobrenome), e Andi como Roberta (e sim, assim como aconteceu como a Roberta, eu me encantei pela personagem).

Cada um desses personagens tem algo semelhante com os de 2004. Para o nosso fan service, temos Celina de volta como diretora do EWS e vamos lá, uma escolha bem intrigante. E Pilar Gandia, como mãe de Jana. Outra coisa que quero ressaltar é como a Netflix lidou bem com o hate que recebeu. Eles fizeram um marketing bem legal em cima disso, como por exemplo os posts de Lovers e Haters da semana (me julguem, eu acompanho esses bastidores já faz tempo).

Apesar de não ter amado loucamente essa nova versão, para os fãs do RBD “Rebelde” entregou o que precisávamos. Ao menos o que eu precisava: ver depois de tantos anos e mostrar a todos porque eles ainda movem vários fãs. Porque apesar de todas as críticas, o que eles fizeram foi algo extraordinário, marcando toda uma geração.

Sim, eu fui às lágrimas vendo um mural em homenagem ao RBD, como chorei quando eles finalmente cantam Rebelde, porque isso tudo marcou de uma forma muito bonita minha vida. Mas não passo o pano para os erros e, acredito que ao tentar se diferenciar em alguns quesitos, eles perderam um pouco a essência de uma música em particular: “Sálvame” (falo do clipe que passa na série). Minha opinião galera!

“Rebelde” já tem uma segunda temporada confirmada e já gravada, estou ansiosa para saber o que eles vão arrumar com a história. Inclusive, já rolou várias teorias do que poderia acontecer, vamos aguardar. Em um evento virtual, no dia 09 de janeiro, eles fizeram mais um fan service lançando “Salva-me” em português, com Giovanna Grigio cantando uma parte. Esse clipe, ao contrário do outro, eu amei.

E aí, chegou a ver “Rebelde” na Netflix? O que achou da série?

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