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O FESTIVAL DO AMOR ( Rifkin’s Festival ) 2022 | CRÍTICA

O FESTIVAL DO AMOR ( Rifkin’s Festival ) 2022 | CRÍTICA

O Festival do amor é um filme de comédia, escrito e realizado por Woody Allen. Uma co-produção americano-espanhol-italiana, estrelada por Wallace Shawn (Young Sheldon), Elena Anaya (Professionals), Louis Garrel (The Crusade) e Gina Gershon (Riverdale).

Filme O Festival do amor Nome: O Festival do Amor
Duração: 1h 32m
Gênero: Comédia
Classificação do Conteúdo: 14 anos
Distribuidora: MPI Media Group
Diretor: Woody Allen

 

O Rifkin’s  Festival tem uma classificação de aprovação de 53% no website de críticas Rotten Tomatoes, com base em 17 críticas, com uma classificação média de 4,9/10. No Metacritic, tem uma classificação média ponderada de 43 em 100, com base em 6 críticos, indicando “críticas mistas ou médias”. Desde 28 de Maio de 2021, o filme já recebeu 768.449 dólares em Espanha e 1,8 milhões em todo o mundo.

Mort Rifkin, crítico de cinema nova-iorquino, decide acompanhar Sue, a mulher, ao Festival de Cinema de San Sebastian (Espanha), onde ela faz assessoria de imprensa. Lá, ele apercebe-se de um excesso de cumplicidade de Sue com Philippe, um jovem, talentoso e muito atraente realizador francês, tido como um dos preferidos ao grande prémio do certame.

Depois de um ataque de pânico, Mort conhece Dra. Jo Rojas, com quem imediatamente cria grande empatia e que, tal como ele, atravessa um mau momento no casamento. Ao mesmo tempo que Sue passa os dias com Philippe, a relação entre Mort e Jo aprofunda-se. E durante o tempo em que decorre o festival, enquanto vai revendo grandes clássicos do cinema, Mort vê-se a questionar a sua própria vida e tudo o que o levou até ali.

O Festival do amor é um filme de comédia

Mort Rifkin é um apaixonado pelos clássicos e grandes mestres do cinema, mas isso acaba sendo algo negativo para sua vida pessoal e social. No inicio do filme conhecemos Mort, ele vai narrando seu gosto pelo cinema e consequentemente a atual industria cinematográfica. A trama se passa durante todo o festival Internacional de Cinema de San Sebastián, o protagonista acaba indo (mesmo não gostando) para acompanhar sua esposa no evento, já que a mesma trabalha no meio.

O Festival do amor se passa na perspectiva do protagonista

Sobre as pessoas, a cidade e os acontecimentos; ele é um narrador culto e inteligente demais, e para terceiros chega a ser massante e chato conversar com Mort. Como eu também adoro um clássico, gostei muito das referencias a James Joyce, Dostoiévski presente no filme, uma frase que marca a personalidade do personagem no filme é a seguinte fala: “se uma obra não ser do nível de Dostoiévski, ela não deve ser realizada”.

Outra temática abordada no filme é sobre a busca de sentido, o personagem principal em vários momentos do filme trás essa reflexão e também crítica muito o cinema atual por não trazer esse tipo de tema nos filmes e não ter nenhuma profundidade. Porém Mort acaba passando por várias experiencias durante sua viagem a Espanha, tem sonhos complexos e com muitas mensagens do seu próprio inconsciente. Ele vai se percebendo um homem chato, amargurado e que é difícil para os outros conviver com ele, que não sai do lugar porque não aceita menos do que uma obra prima em seus romances.

Relacionamentos é um tema bastante presente no filme

Assistimos dois casamentos fadados ao fracasso e a dinâmica dos casais do filme. O festival vai representar novas possibilidades, possíveis amores e viver novamente uma paião avassaladora e também relacionamentos tóxicos que as pessoas ficam presas e não conseguimos entender o porque. Sempre tentamos procurar uma explicação ou justificativa para julgar quem está preso em um relacionamento assim, e é o que acontece no filme, mas devemos ter cuidado e sensibilidade acerca do assunto, entender que existe uma complexidade muito grande por trás.

Não é atoa que o filme foi traduzido aqui como “O Festival do Amor”, o amor está em todos os momentos do filme, amores antigos que acabaram, amores novos, amor próprio ou a falta dele e entre outros. Tem bastante diálogos na obra, que são longos e complexos, e outros com uma pitada de ironia que serve para o alivio cômico do filme. Afinal O Festival do Amor se trata de uma comédia, talvez seja uma comédia irônica e um pouco melancólica da vida? sim, mas acho que está ai uma das possíveis graça ou sentido da vida.

A complexidade do ser humano que faz todo o desenvolvimento do filme acontecer e ser um filme bom, não é um filme ótimo ou excelente, mas serve de reflexão e entretenimento.

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