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AQUELES QUE ME DESEJAM A MORTE – MICHAEL KORYTA, LIVRO vs FILME

AQUELES QUE ME DESEJAM A MORTE – MICHAEL KORYTA, LIVRO vs FILME

Aqueles Que Me Desejam a Morte (Those Who Wish Me Dead) é uma espécie diferente de thriller, que não sou muito acostumada. É um thriller de ação, de aventura. E foi uma boa experiência. Tão boa, que quando cheguei ao fim das 336 páginas, eu não consegui ir ao Skoob, marcar finalizado e quantas estrelas eu atribuiria à toda trama. Ainda estou digerindo, acredite. Recomendo a todos que gostam de histórias que envolva desenvolvimento pessoal, superação, atos heroicos, pessoas muito más e dispostas a tudo, enfim, são páginas que praticamente pegam fogo.

Aqueles que me desejam a morteTítulo: Aqueles Que Me Desejam a Morte
Autora: Michael Koryta
Ano: 2021 – Páginas: 336
Editora: Trama
Classificação indicativa: 16+
Aviso de conteúdo: Assassinatos, Incêndio, Perseguição, Sangue, Tensão
Nota: 4
Gênero: Suspense, Thriller
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Falando da adaptação, as histórias são tão, mas tão diferentes, que parei o filme pensando estar vendo algo errado. Talvez eu tivesse “dado enter” em cima de outro filme. Só que não tinha não. Era isso mesmo. As duas mídias trabalham com personagens diferentes, com vertentes diferentes, outros mistérios, motivos distintos, tudo, completamente tudo diferente do que o autor propôs no livro, foi trabalhado de forma diferente na adaptação disponível pela HBO Max.

 

“Demonstrar medo podia dar encrenca, mas a encrenca dobrava quando a pessoa mentia com relação ao medo.”

 

Aqueles Que Me Desejam a Morte - Michael Koryta

No livro, temos Jace Wilson, um jovem adolescente estava no lugar errado, na hora mais errada do mundo. E isso fez com que o rumo de sua vida precisasse ser mudado de forma urgente. Ele estava apenas brincando, se divertindo perto de casa – buscando uma forma de provar que não é covarde. Acabou por presenciar um assassinato, e ele é aquele que poderá identificar os matadores. A coisa fica bem ruim para o lado dele.

Bom, os pais de Jace precisam ser incrivelmente espertos para buscar uma fuga, um esconderijo, alguma forma que do garoto “desaparecer”, até que os assassinos sejam capturados. Um contato – Jamie Bennett – que trabalha como uma espécie de “guarda-costas” especial tem o que os Wilson precisa: um local longe, secreto e provavelmente, seguro, para enviar ele. Tudo se dá, pelo fato de os policiais poderem não ser confiáveis, uma vez que Jace sabe que os bandidos podem se infiltrar, e usar uniformes da corporação, por exemplo.

Uma vez que o próprio autor se prestou a viajar até as montanhas de alguns estados americanos, você conseguirá perceber o quanto real é toda descrição do local para onde Jace é enviado. Assim, em Montana existe um programa de sobrevivência que lida com crianças ‘problema’. Jace chega com um grupo de garot

os, e sua identidade não é revelada. Ele está usando outro nome. Assim, nem Ethan e Allison Serbin, que o receberão lá nas montanhas, e nem o leitor, no primeiro momento, sabem quem é Jace entre os adolescentes.

AQUELES QUE ME DESEJAM A MORTE – MICHAEL KORYTA

 

“… aqui ele é só uma coisinha de nada no meio da vastidão.”

 

Como Ethan ensina em cursos de sobrevivência em meio à floresta, imaginamos que dificilmente Jace estará em perigo, tão longe de casa, e em meio à mata. Porém, né? O que seria do nosso thriller se tudo estivesse bem? O livro acabaria sem ao menos um plot de aventura e emoção. Coisa que já anunciei ali pra cima. Alisson, esposa de Ethan, é uma peça fundamental nessa trama. Uma mulher forte, guerreira, destemida, corajosa e com um sexto sentido aguçado. Ela tinha certeza que optar por acolher Jace lhes traria grandes dificuldades…

Agora você precisa conhecer os irmãos Blackwell. São malignos, conversam entre si, como se não houvesse mais uma alma viva sobre a Terra. São assassinos cruéis e resolutos, e são o tempero de Aqueles Que Me Desejam a Morte. Eles também não falham. E estão no encalço de Jace, desde que o garoto os viu executando uma vítima. O menino é aquele que pode testemunhar a respeito de quem cometeu o crime, e isso desdobrar em mais outras confusões. Então, os irmãos com sua relação simbiótica, e seus comentários tendendo ao humor, sairão ao encalço desse jovenzinho valente.

Será que os Blackwell conseguem a localização de Jace nas montanhas? Eles irão causar o mal por onde passarem, com suas técnicas de interrogatório bizarra. Todavia, o viés heroico dessa obra é bem trabalhado. Ethan é um notável sobrevivente, Alisson, sua “(quase) miss Montana” é esperta e objetiva. Entretanto, você ainda não ouviu falar da Hanna. Ela é uma história à parte. Você pode até pensar que tem gente demais em Aqueles Que Me Desejam a Morte para darmos conta. O interessante, é que não nos perdemos. Todos com seu lugar de destaque, conseguimos sim acompanhar sem qualquer dificuldade.

 

“As boas decisões formavam um padrão. As más também.”

 

Hanna precisará vencer seus traumas passados, pois Jace aparece em sua vida. E nós não temos como imaginar o que irá acontecer, pois o menino não confia em ninguém. E Hanna também não sabe até onde acreditar no que está acontecendo. Ora, ela trabalha como vigia de incêndios, em uma torre, numa cabana suspensa, no meio do nada. Só se vê árvores, mata e montanhas. Mas o menino vem bater à sua porta, digamos assim! E pronto, acho que te dei todos os elementos para você se jogar nesse thriller. Confesso que fiquei pensativa ao terminar. Espero que goste da leitura.

 

“Sabia que aqueles homens não deixavam sobreviventes. Tinha decidido ser o primeiro.”

 

SOBRE O FILME  “AQUELES QUE ME DESEJAM A MORTE

Já minha opinião sobre o filme é um tanto quanto distinta. Apesar de eu não me importar que livros sejam adaptados, de gostar de visualizar as personagens e tudo o mais que o autor cria, diante de meus olhos… Aqueles Que Me Desejam a Morte é frustrante. O filme não tem praticamente NADA do livro. Alguns nomes de personagens, um incêndio grande na floresta, Hanna ser traumatizada, e o menino fugindo para não ser morto.

Acho que essa foi uma das adaptações mais “nada a ver” com o livro que vi nos últimos tempos. Não sei como funciona essa questão de roteiro, de direitos, até onde o autor está de acordo com as alterações, ou se é só questão de grana. Contudo, eu preferiria algo mais voltado para os motivos e razões informados no livro, do que aqueles que foram criados para o filme. Algo que, obviamente, está aberto para críticas e opiniões diversas.

Esse filme estilo “queima de arquivo”, não funcionou tão bem, mesmo com um elenco interessante. Temos Angelina Jolie (Hanna), Jon Bernthal (Ethan), Nicholas Hoult (Patrick) e Aidan Gillen (Jack), por exemplo. Finn Little dá vida – muito bem – a Connor, o Jace lá no nosso livro. Entretanto, meus aplausos e admiração vão para a personagem Alisson (Medina Senghore), que mesmo grávida no enredo do filme, foi espetacular em força e destreza. Ainda assim paira aquela velha sensação de filme da “Sessão da Tarde”.

 

“Eles me desejam a morte. Desejam mesmo a minha morte.”

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  • Debora Sapphire

    Olá! Adorei conhecer essa espécie diferente de thriller, ainda mais sendo um que você não é muito acostumada. O que torna a novidade muito mais interessante também por saber que foi uma boa experiência, além de diferente! Fiquei bem instigada por se tratar de um thriller de ação, de aventura. Curti o diferencial. Preciso me aventurar no gênero. Muito instigante e intrigante o que contou sobre.

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    • Carol Nery

      Sim, realmente é bastante instigante. Pena que o filme não acompanhou o ritmo das páginas, ao meu ver!

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  • CLAUDIA MELO ROCHA MIRANDA

    Carol, como sempre, amei suas considerações. Quero ler e quero assistir, mesmo sabendo de antemão que é uma adaptação NADA a ver. Haha

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    • Carol Nery

      Clau, mesmo a adaptação tendo passado looonge do livro, é bastante tenso o filme. Vale a pena assistir sim. E fiz como você. Fui lá no filme ver a cara das personagens primeiro, e depois fui ler o livro. hhehehehe Beijão

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  • Lilian de Souza Farias

    Menina, que título é esse? Já me senti fisgada e achei bem diferente esse lance do gênero híbrido, adoro isso quando bem trabalhado o que parece ser o caso da obra. Não conhecia o autor e vou adorar lê-lo, sobre a adaptação, também não sabia, mas vou deixar para depois que ler a obra.

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  • Val

    Bem, apesar das diferencias entre as duas midias, eu acho que ainda encaró asistir primeiro e depois correr pro livro rs
    Fiquei muito curiosa, principalmente com a construcao dos personagens.
    Amei a capa, e saber que o autor faz descricoes bem detalladas a partir da experiencia dele em visitar esses locais, deve ter dado um “quê” a mais na narrativa.

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    • Carol Nery

      Interessante, Val! Eu prefiro ler o livro primeiro. Tem pessoas que preferem ver o filme primeiro. E eu conheço uma pessoa que vê metade do filme, e depois começa a ler. Ela diz gostar de ter os personagens em mente como no filme. hehehehe Legal, né?
      Beijão

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