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O ESQUADRÃO SUICIDA – CRÍTICA | HBO MAX

23 dezembro, 2021 por

O Esquadrão Suicida  (James Gunn, 2021) já está bombando no streaming HBO Max, e eu estava bem ansiosa para assistir e fazer as devidas comparações. Apesar de tanta gente ter desgostado de Esquadrão Suicida (2016), eu me diverti bastante no cinema. Contudo, não há como não perceber, e ‘passar pano’ para muitas falhas naquele longa. Esse, teria a promessa de ‘consertar’ alguns deslizes daquele. Assim, acompanhamos mais uma tentativa da DC de manter as pazes com seu público. Digamos que, uma certa falta de constância na qualidade dos longas, tenha deixado os fãs um tanto quanto desconfiados a cada nova produção.

Muitos estão dizendo que foi uma boa sacada da Warner ‘roubar’ uma das mentes criativas e um dos diretores de maior sucesso, da Marvel – o diretor James Gunn. Com seu estilo um tanto descontraído, ele chega para a direção de O Esquadrão Suicida. Esse filme, por conseguinte, viria a ser uma espécie de sequência daquele tão mal falado Esquadrão Suicida, de David Ayer. A verdade é que, mesmo que muitos queiram, não há como apagar aquilo que vimos no primeiro filme.

Dessa forma, o filme de Gunn aproveita que o público já conhece ‘mais ou menos’ a situação e só joga as informações. Não há como negar que O Esquadrão Suicida é recheado de cenas de ação, e, se você for sensível a cenas FORTES, corra. Tem muito sangue, muita gente decepada, explodida, cortada, esmagada e até devorada. Fora os confrontos mortais com armas e todo outro tipo de coisa que possa virar uma arma. Ah! Algo interessante que (também) seguiu uma espécie de sequência, foi durante um confronto individual da Arlequina (Margott Robbie, que aparenta ter nascido para o papel!).

Como em Aves de Rapina, neste take, a personagem também percebe tudo florido e colorido enquanto dilacera seus inimigos. Sua psique completamente comprometida é encantadora. Arlequina continua sendo aquele alívio cômico especial da, vamos dizer, franquia. Prosseguindo então, a história principal é de um grupo de criminosos, e eles estão presos em Belle Reve, a prisão com a maior taxa de mortalidade dos EUA. Eles são enviados para Corto Maltese –  agora fazem parte da Força-Tarefa X.

Houve um golpe militar naquele local, e agora um grupo antiamericano opera o país. Porém, nessa ilha acontece um projeto ultrassecreto, com tecnologia extraterrestre. O pesquisador conhecido como O Pensador (Peter Capaldi) está trabalhando nesse Projeto Estrela-do-Mar (Starfish) por longos 30 anos. Só não se esqueça, que em um filme desse tipo, ‘ninguém está a salvo’. Não se apegue! Porque qualquer um, mas qualquer um mesmo, pode morrer.

A narrativa não-linear sempre me empolga. Eu adoro quando a história “vai lá e volta aqui”. E fica costurando fatos que já foram, mas trazendo os mesmos em momentos oportunos da trama. Gunn sabe fazer isso, e faz de maneira eficiente e despachada. Assim como ficou muito legal os letreiros que se formam através de elementos da própria cena. E caminhamos na história, até que nosso Esquadrão Suicida tenha a sua frente o propósito da então missão: se infiltrar na torre do projeto destruindo tudo, inclusive documentos.

Quem os comanda por trás dos comunicadores, é Amanda Waller (a estupenda Viola Davis), diretora do programa Força-Tarefa X. O Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman) é o encarregado pela equipe em combate. Estando em Corto Maltese, iremos acompanhar os desdobramentos políticos e com muita violência e bizarrices, descobrindo o que de fato está acontecendo nas instalações utilizadas pelo O Pensador, e seu projeto supersecreto.

E por O Esquadrão Suicida não se “prender” a perdas, sejam elas a de civis, ou até mesmo membros da equipe, esse filme veio com uma classificação para maiores de 18 anos. Aquele aviso de “não se apegue” é sempre bom ser reafirmado. E Gunn, com toda a liberdade que o estúdio lhe concedeu, não poupou para entreter seu público. As personagens são muitas. E obviamente não haveria como desdobrar o conhecimento acerca de cada, sua origem, seus motivos e suas causas.

Entretanto, com algumas pinceladas ficamos um pouco mais íntimos da história de vida de alguns deles. Meu preferido, como eu já sabia que iria ser, é o mercenário Sanguinário, vivido pelo ator Idris ‘Maravilhoso’ Elba. Gostei muito da personificação que o ator deu a ele, mesmo que saibamos que muita coisa do filme está distante das HQs. Adaptações são assim. Outra dinâmica, outra mídia, muito dinheiro envolvido para pouco tempo. Aceitemos e sigamos nos entretendo, acima de tudo. John Cena, que dá vida ao Pacificador, traz ótimos momentos com Elba, onde um tenta ultrapassar e superar o outro.

Particularmente, eu gostei bastante do filme e da história por trás do desenvolvimento. Mas, não me senti satisfeita com uns bons minutos finais. Não gostei da abordagem, nem de como foi feita. Não curti o elemento alienígena, nem o desenvolvimento daquelas cenas. Enfim… não desabonou o filme como um todo, claro. Só que, vamos dizer assim, pecou para conquistar mais estrelinhas na minha classificação. É isso! O Esquadrão Suicida é divertido, têm cenas engraçadas, violentas, exageradas, e vale as 2h que você ficará sentado à frente de seu aparelho.

Obs1: Assim como já é costume, espere pela cena pós-créditos. Mesmo os créditos terem parecido eternos!
Obs2: O personagem Tubarão-Rei (Nanaue) é dublado por nada mais, nada menos, Sly! Isso mesmo, Sylvester Stallone. Eu amo demais.
Obs3: Temos uma pitada brasileira no longa. A atriz Alice Braga tem uma ótima presença na tela!

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Data de lançamento: 05 de agosto de 2021
Duração: 2h 12m
Estrelando: Idris Elba, John Cena, Joel Kinnaman, Margot Robbie, Viola Davis
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn
Gênero: Aventura, Ação, Fantasia, Adaptação
Produtoras: Peter Safran, Atlas Entertainment, DC Films 

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