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ALERTA VERMELHO (RED NOTICE) | CRÍTICA

02 dezembro, 2021 por

Uma das maiores apostas da Netflix nos últimos anos. Alerta Vermelho é divertido e agrada o grande público em busca de um blockbuster para assistir e passar o tempo sem sair do sofá de casa. Poderia ser mais ousado, criativo, diferente? É claro. Mas será que, às vezes, não queremos apenas assistir a alguma coisa do tipo sem ter que pensar muito?

O longa é estrelado por Dwayne Johnson, Gal Gadot e Ryan Reynolds. E traz uma trama de assalto básico, sem grandes novidades, apostando muito na ação e no carisma dos personagens centrais.

Red Notice traduzido para Alerta vermelho mostra justamente um alerta da Interpol emitido ao agente do FBI John Hartley para um caso. Durante esta busca, ele se vê diante de um assalto ousado e é forçado a se aliar ao maior ladrão de arte da história, Nolan Booth, para capturar a ladra de arte mais procurada do mundo atualmente, Sarah Black.

A premissa gira em torno do assalto dos Ovos de Cleópatra, uma relíquia histórica com valor inestimável. As cenas de ação do filme são realmente impressionante, muito bem desenvolvidas, assim como o humor, mas não compensam as quase 2 horas de duração.

Alerta Vermelho

O filme sem conteúdo, onde a aventura é entrelaçada com paisagens bonitas e com um roteiro bem genérico desembolsou $ 200 milhões, se tornando a produções cinematográfica mais cara da Netflix. O diretor e roterista Rawson Marshall Thurber, já fez trabalhos muito melhores por menos dinheiro.

Hollywood às vezes cai no erro de achar que basta juntar vários astros que estão em alta num mesmo filme para multiplicar seus ganhos. A história mostra que isso nem sempre dá certo, como no esquecível A Mexicana (2001) que reuniu Brad Pitt e Julia Roberts ou no fraco Passageiros (2016) que juntou Chris Pratt e Jennifer Lawrence. Alerta Vermelho é o mais novo lembrete que nem sempre uma quantidade grande de astros de alta visibilidade equaciona em um bom filme.

Gal Gadot está charmosa como sempre e suas cenas de luta demonstram bem isso, sendo quase impossível não reparar na semelhança de sua performance em Mulher Maravilha. Já The Rock se mantém no papel de cara gigante e forte como em todos os filme, sempre impecável na luta, mas ainda assim engraçado. Aqui nosso alívio cômico é interpretado por Ryan Reynolds, que não economiza nem um pouco nas piadas.

O próprio roteiro tira sarro de outras produções do mesmo género, fazendo graça, por exemplo, quando um personagem tira a camisa apenas para dar uma surra no rival. O destaque vai para a construção da amizade entre John e Nolan, que convence muito bem, e é claro, para a bela parceria dos três protagonistas.

Afinal o filme no geral se apega ao grande clichê, “o inimigo do meu inimigo é o meu amigo”, embora, temos a mudança total de reviravoltas nessa perspetiva que é o centro do filme. A descrição mais clara seria para encerrar essa critica; uma grande melodia com grandes cenas de ação, bem coreografadas, em pequenas pausas de humor para descontrair quem está assistindo, ou seja, encaramos um humor pastelão ao longo dos minutos com misto de ação e bela imagens.

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1 Comentário

  • Clara Oliveira
    dezembro 02, 2021

    Você disse tudo o que senti sobre esse filme. Estava com grande esperanças por causa do elenco, mas foi uma decepção. As cenas de perseguição mais pareciam cenas de video game. Apesar deu gostar do The Rock, acho o humor dele bem fraquinho. O plot twist é bom, o the rock sempre faz papel de bonzinho e eu até que gostei dele fazer parte dos vilões, mas sempre com o ar de herói né. Não tem jeito. Enfim, não veria de novo em hipótese nenhuma, mas foi bom pra distrair a cabeça depois do ENEM.
    Abraços!

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