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QUERIDO EVAN HANSEN | CRÍTICA

11 novembro, 2021 por

“Querido Evan Hansen” estreia hoje após alguns adiamentos, e confesso que, como uma amante de musicais, já estava bem ansiosa pelo resultado. Inspirado na premiada peça da Broadway, que inclusive virou um livro lançado pela Editora Seguinte em 2019, o musical traz pras telonas uma linda abordagem sobre saúde mental, solidão, pressão social, amizades e principalmente o contexto e influência do cenário escolar em meio a tudo isso. Como protagonista está o talentosíssimo Ben Platt, que repete seu papel dos palcos e tenta convencer no cinema com uma linda voz e uma carinha que não é nada de adolescente…

Evan Hansen é um garoto que lida com a depressão e transtornos de ansiedade. Com o retorno das aulas, se vê em um nível alto de estresse e medo do convívio escolar, ainda mais por não ter amigos, se sentir excluído e sem voz. Durante as férias ele acabou sofrendo um acidente e quebrando o braço, o que fez com que sua mãe tivesse a ideia dele pedir aos colegas de classe que assinassem seu gesso, como forma de “quebrar o gelo”. Além disso, Evan também está em acompanhamento psicológico, e a principal tarefa dada pelo seu terapeuta consiste na escrita de cartas diárias para si mesmo explicando os motivos daquele se tornar um ótimo dia.

“Querido Evan Hansen, hoje vai ser um dia bom, e eu vou dizer por quê…”

QUERIDO EVAN HANSEN

Acontece que, por um mal entendido, uma de suas cartas vai parar no bolso de Connor Murphy, o “garoto problema” da escola que também vive uma luta silenciosa contra a depressão. E ele acaba suicidando… Seus pais encontram a carta direcionada a um tal “Querido Evan Hansen” e entendem que aquele era o único e principal amigo que seu filho tinha, criando uma necessidade de estarem próximos a ele pra descobrir mais sobre o verdadeiro Connor. E por sua vez, Evan não tem coragem de magoar, principalmente, a mãe arrependida e inconsolável do garoto. Ele mergulha em uma mentira, que vai cada vez mais tomando proporções gigantescas, envolvendo família, amizade, amor e a própria escola.

Em um contexto geral, o filme apresenta uma abordagem muito importante sobre a questão da saúde mental. Ele te mostra como a depressão, a ansiedade, o medo, não possuem cara, estilo, classe social… Evan Hansen sempre se achou deslocado e incompreendido, mas acaba descobrindo como existem várias outras pessoas compartilhando o mesmo sentimento. Ele inclusive acaba sendo traído por esse sentimento de acolhimento e compreensão, pois uma vez que se sente incluído, querido por alguns, ele ignora todo o problema da base disso ser uma mentira. Ele quer o carinho da família Murphy, quer ter amigos na escola, quer participar de eventos, mas está conseguindo de maneira errada.

QUERIDO EVAN HANSEN

“Do lado de fora, sempre procurando
Será que serei mais do que sempre fui?
Porque eu estou batendo, batendo, batendo no vidro
Acenando através de uma janela
Tento falar, mas ninguém consegue ouvir
Então espero que uma resposta apareça
Enquanto eu estou assistindo, assistindo, assistindo as pessoas passarem
Acenando através de uma janela.
Alguém pode ver, alguém está acenando de volta para mim?”

Como eu disse, quem ficou com a missão de interpretar Evan Hansen no filme foi o próprio ator do elenco original do musical. Ben Platt é incrível, sua voz é minha religião e eu sou completamente apaixonada. Porém, se passar por um adolescente nas telas é querer fazer o barro acontecer… O que é tão natural no teatro, o personagem tão perfeito pro ator, acaba se tornando um pouco forçado aqui, uma vez que precisam fazer alterações no cabelo e nas expressões pra que ele convença. Ainda assim, o Ben faz o que é possível e torna seu protagonismo muito especial. Ah, gente… Eu já vi o musical da Broadway com ele e amei, foi assim que eu conheci, então vou sempre defender que essa é a voz e a cara do Evan pra mim!

QUERIDO EVAN HANSEN

Acredito que aqueles que não tem tanta afinidade com musicais possam se sentir deslocados e até entediados com o filme, pois ele segue bem a sequência musical do teatro. Eu achei lindo, e inclusive achei que as cenas com as músicas foram muito bem feitas (principalmente a que dá voz ao Connor e a do jantar). E por falar nas músicas, se você ainda não as conhece, procure essa playlist! É cada uma mais linda que a outra. Evan Hansen representa muitos sentimentos que guardamos em nós mesmos e ele tem uma forma muito poética de te dizer isso ao cantar.

E no geral, apesar de ter várias ressalvas em relação às ações e comportamentos de Evan Hansen durante a história, este é um filme que posso dizer que gostei bastante. Achei um pouco desnecessário que ele fosse tão longo, com 2h17min de duração, pois no cinema é importante que o filme se mantenha mais dinâmico e direto. Então é possível perceber o ritmo dando várias quedas. Mérito então dos excelentes atores escalados, que seguraram o roteiro como ninguém. E olha, só tem nome de peso, tanto do cinema quanto do teatro.

Então, meu conselho é que vocês assistam, prestem atenção nos diálogos e músicas, perdoem as fraquezas do Evan Hansen e se emocionem!

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