CINEMA

ETERNOS | CRÍTICA

04 novembro, 2021 por

“Eternos”, o mais novo filme da Marvel, chega hoje aos cinemas. Com a proposta de reescrever a origem do universo e os seus grandes marcos, a história criada em 1972 tem potencial para agradar os fãs de super-heróis e todos aqueles que não têm a menor ideia do que aconteceu nos filmes anteriores do estúdio. E digo isso por experiência própria, pois estou bem desatualizada na saga dos “Vingadores”. No entanto, “Eternos”, com seu elenco de estrelas e a direção da premiada no último Oscar, Chloé Zhao, atrai pela beleza, pelas referências históricas e desenvolvimento linear e bem explicado da história.

DATA DE LANÇAMENTO: 4 de novembro de 2021 (Brasil)
DIRETORA: Chloé Zhao
ROTEIRO: Patrick Burleigh, Kaz Firpo, Ryan Firpo, Chloé Zhao
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
DURAÇÃO: 2h37min
ELENCO: Richard Madden, Angelina Jolie, Gemma Chan, Brian Tyree Henry, Kumail Nanjiani, Barry Keoghan, Kit Harington, Salma Hayek, Ma Dong-seok, Lauren Ridloff, Lia McHugh, Harish Patel
MÚSICA: Ramin Djawadi
ORÇAMENTO: $200 milhões
DISTRIBUIDORA: Marvel Studios

Os Eternos constituem uma raça superior, bastante poderosa, criada pelos celestiais. Estes celestiais são basicamente os deuses supremos, um tanto quanto sobrenaturais, que criaram três espécies: os humanos, os eternos e os deviantes. Estes últimos, na verdade, foram uma raça que deu errado e precisaram ser combatidos. Quem ficou com essa função foram justamente os eternos, que foram enviados à Terra especificamente para eliminar os deviantes e conviver entre os humanos, porém sem interferir nos conflitos e batalhas da sociedade.

Filme Eternos

Acompanhamos o grupo composto por Sersi, Ikaris, Ajak, Thena, Phastos, Gilgamesh, Druig, Makkari, Sprite e Kingo. Esse grupo de eternos que vivia na cidade de Olympia é completamente devotado ao celestial Arksheim e veio para a Terra desempenhar a função direcionada por ele. Ajak é a única que possui o poder de conversar com os celestiais, além de um forte poder de cura, e por isso faz a ponte entre as vontades das espécies.

Acontece que, após 7 mil anos de batalhas e quando acreditavam que todos os deviantes estavam eliminados, alguns novos seres da raça começam a aparecer ao redor do mundo. O grupo de eternos que acompanhamos no filme está bem inserido no meio dos humanos, cada um em uma região, e precisará se reunir para combater e entender a nova ameaça. Principalmente após um incidente com Ajak, a líder intuitiva do grupo. Convicções serão quebradas, ameaças descobertas e decisões que talvez não agradem todos os envolvidos.

É muito fácil perceber o toque de Chloé Zhao neste filme. Diferente da maioria dos filmes de ação, ainda mais nesse universo de superpoderes, “Eternos” possui cenas lindas, de uma fotografia impecável. O cuidado com o jogo de câmeras, luz, cores, abertura de cenas e até os diálogos de explicações, mostram que existe um talento todo especial responsável por cuidar de tudo isso.

E o resultado ficou muito bom! Eu não sei se vai agradar a todos, principalmente aos super devotados dos quadrinhos da Marvel, mas para uma boa fã de cinema eu achei uma excelente experiência. A história tem contexto, é coesa e bastante interessante. Existe um momento de explicação para a passividade dos eternos frente aos últimos combates e até mesmo a justificativa de seus nomes e semelhança aos deuses gregos. E olha que para um filme de 2h37min você tem que equilibrar bem os elementos.  Temos como resultado um longa com muitas cenas bem feitas de ação intercaladas com diálogos e explicações necessárias. Logo, não aguarde pancadaria sem sentido.

Algumas mudanças em relação aos quadrinhos foram feitas, principalmente no que diz respeito à criação dos eternos, mas devido à importância dessa informação no desfecho da história, vou evitar comentários mais específicos. Outras duas grandes e interessantes mudanças foram as personagens Ajak e Makkari, que nas HQs são personagens masculinos, e aqui neste filme tem o gênero trocado.

Makkari inclusive é um outro ponto bem importante da produção, pois a eterna com poder de supervelocidade e comunicação é surda, assim como a atriz que a representa, Lauren Ridloff.  Uma representatividade de peso e que vem ganhando bastante repercussão lá fora ao trabalhar a importância das legendas, mesmo ainda que na língua nativa do filme, para possibilitar o acesso aos surdos.

Eternos

Por falar em representatividade, o grupo de protagonistas é bem diverso, tendo entre eles surda, latina, negro, gay, asiática, indiano… Além de ser bem equilibrado nas questões de força feminina e masculina. Localidades também são bem representadas, sendo os eternos bem espalhados ao redor do mundo em suas vivências no meio dos humanos. Temos até uma breve aparição do Rio de Janeiro (nosso famoso Cristo Redentor e Pão de Açúcar) e da Amazônia… Porém, como nessa última os moradores falam espanhol e criam lhamas, não acredito que seja uma referência ao território brasileiro. Uma pena!

Acredito que os fãs do MCU terão aí grandes ressalvas a respeito do filme, porém podem ficar tranquilos quanto a algumas tradições do estúdio. O personagem que faz o alívio cômico e as piadinhas características dos longas da Marvel está presente e é o eterno Kingo. Eu gostei? Não, não eh algo que me agrade de maneira nenhuma. Inclusive, é perceptível que no clímax do filme ele precisou ser “retirado” pra não quebrar a importância do momento.

Mas eu sei que muitos fãs gostam bastante. Então podem se preparar pras habituais “referências”. Alguns spoilers dos filmes anteriores também… Além, claro, de falarem sobre o eterno Thanos (que tem gene de deviante e por isso não é bondoso). Ah, as referências dessa vez foram além e nem a DC Comics (meu amor todinho) ficou de fora. Superman e Batman são lembrados!

E por fim, é isso! Uma ótima experiência, principalmente se você assistir em uma sala IMAX (vale muito a pena). Se como eu também está em falta com alguns filmes anteriores da Marvel, não se preocupe. Você vai aproveitar bem e entender tudo totalmente. Só não se esqueça de aguardar até o final. Mas é atéeeee o final mesmo. São 02 cenas pós-créditos bem importantes para entender os próximos passos da saga.

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