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CHERNOBYL: O FILME | CRÍTICA

17 novembro, 2021 por

 

“Chernobyl: O Filme” (2021) é sobre o acidente nuclear que ocorreu em 26 de abril de 1986, obviamente. Mas, por outro viés, o filme é sobre Alexey Karpushin. Ele é um bombeiro da Usina Nuclear de Chernobyl. Trabalhou como voluntário perante a catástrofe, para que as proporções do desastre não fossem ainda maiores/piores. Foram centenas de pessoas que doaram suas vidas para que as consequências da explosão de um reator não fossem ainda mais devastadoras. Prenúncios mostravam que a contaminação poderia atingir até parte do continente europeu, tornando-o inabitável.

Filme: Chernobyl: O Filme
Título Original: Chernobyl: Abyss
Estreia: 18 de novembro de 2021
País de origem: Rússia – Duração: 2 horas 16 minutos
Produção: Non-Stop Production 
Elenco: Danila Kozlovsky, Oksana Akinshina, Ravshana Kurkova e Filipp Avdeev
Direção: Danila Kozlovsky
Gênero: Drama, Baseado em Fatos Reais, Suspense
Classificação indicativa: 13+
Aviso de conteúdo: Catástrofe, Explosão, Morte e contaminação por radiação
Distribuidora: Paris Filmes

Boatos soltos na grande rede, afirmam que os cineastas russos se sentiram impelidos a fazerem sua versão dos eventos desencadeados na usina nuclear, na Ucrânia soviética, após o grande sucesso da minissérie da HBO “Chernobyl” (2019). Contudo, seria realmente cruel traçar uma linha de comparação entre o filme de 2021 e a série. O longa não alcançará a mesma aclamação. Não tinham os mesmos cifrões para a produção, e nem a qualidade da série. Muitos poderão sair decepcionados após exibição se forem com essa expectativa.

O diretor russo, Danila Kozlovsky, que vive o bombeiro Alexey de forma bem sincera, é o protagonista dessa versão dos fatos. Seu papel é fictício, e sua história é uma espécie de apelo emocional por envolver seu amor à uma antiga namorada e o filho dela. Ele se desdobra no decorrer dos fatos, entre estar presente junto de Olga, e ser voluntário juntamente com outros profissionais que foram abrir uma válvula de água.

Essa válvula ficava acima do reator. E eles buscavam impedir outra explosão. Originalmente, a detonação expôs o núcleo do reator, e disparou nuvens de material radioativo sobre sua circunvizinhança. O incêndio foi de proporções incontroláveis. A água onde precisavam mergulhar, estava acima dos 50° C e cada vez ia subindo mais essa temperatura. Eles também estavam sendo afetados pela contaminação por radiação. O filme busca ressaltar aos olhos do público, o ato heroico daqueles voluntários, que sequer sabiam direito o que estavam fazendo.

“Uma longa e previsível exposição é subitamente coroada com a primeira cena de ação: O herói corre em direção ao fogo, pássaros mortos caem do céu, a floresta verde fica vermelha e as pessoas ficam cinza. Essa cena sacode o espectador e ilustra por que ‘a câmera Ksenia Sereda’ em breve começará a filmar uma série de sucesso para a HBO”, escreveu Moskvitin. ~ The Moscow Times, em tradução livre.

As recompensas para aqueles que se submeteram a ajudar na tentativa de diminuir os impactos do desastre, eram interessantes. Receberiam apartamentos, tratamento na Suíça, etc. Entretanto, pude perceber que a prerrogativa dos voluntários, era resguardar seus entes queridos e demais habitantes da redondeza, de serem devastados pelo poder da propagação e contágio nuclear. Durante as tentativas dos voluntários, também aconteceria um festival como comemoração pelo dia 1º de maio.

Realmente essa história é bem conhecida de todos que nasceram e cresceram no século XX. A respeito da catástrofe em si, não temos muita novidade. Contudo, é bastante interessante saber, mesmo que de maneira ficcional, o papel e envolvimento dos voluntários. Traçar um pouco a respeito daqueles que viviam na área e viveram a tragédia, gera sempre aquele tipo de empatia a quem nada pôde ou pode fazer a respeito.

Apesar de “Chernobyl” ter muita coisa, muitos plots, acontecendo ao mesmo tempo, me senti afeiçoada a história paralela. Também preocupada com os acontecimentos diretamente ligados aos personagens. Ver concomitantemente as perspectivas na usina, nos hospitais, e na vida comum de quem precisava deixar tudo para trás por conta da evacuação, é desesperador. Essa conexão me fez ficar envolvida suficiente para criar o interesse sobre o que aconteceria com as personagens antes e depois da descrição do que foi o desastre de “Chernobyl”.

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6 Comentários

  • Valéria
    novembro 24, 2021

    Tudo que envolve esse desastre me despertar interesse. De fato, foi uma das maiores catástrofes do final domseculo XX. Cresci ouvindo historias a respeito.
    Eu amo a série da HBO e não tava sabiendo desse filme. Vou dar um jeito de assistir logo.
    O livro de Svetlana Aleksievith tbm nos traça um panorama dos sobrevivientes. Muito densa a leitura…

    • Carol Nery
      novembro 24, 2021

      Eu já dou uma corrida de histórias sobre catástrofes, sabe? Mexem demais comigo… Essas histórias reais que devastam cidades, vidas. Filmes assim me deixam sem chão. Livros no tema, acho que nem pego pra ler. Quando era adolescente, eu li O Diário de Zlata, sobre a guerra de Sarajevo. Hoje já sou mais emocionada e fujo das histórias.

  • Joyce
    novembro 21, 2021

    Nossa que filme longo hein!? Duas horas! Eu assisti um filme com a temática bem parecida com esse, creio que irei gostar desse já que curti o outro.

    • Carol Nery
      novembro 22, 2021

      Então, eu tive a impressão que não era isso tudo de tempo. Mas, os registros dizem que sim. hehehehee
      Bom, as subtramas fazem o longa ficar um pouquinho mais demorado também. Deve ser isso. Espero que goste.

  • Debora Sapphire
    novembro 21, 2021

    Nossa, esse filme é bem impactante e real. Achei curioso saber como boatos soltos na grande rede, afirmam que os cineastas russos se sentiram impelidos a fazerem a versão deles, dos eventos desencadeados na usina nuclear. Show ler mais informações sobre o filme e os fatos também.

    • Carol Nery
      novembro 22, 2021

      Sim! É bem interessante ficar por dentro dos comentários. Espero que tenha oportunidade de conhecer o longa.

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