CINEMA

DUNA | CRÍTICA

21 outubro, 2021 por

A volta as pré estreias presenciais do Coisas de Mineira ( confira a foto em nosso Instagram) começou em grande estilo, fomos acompanhar Duna que estreia dia 21 de outubro nos cinemas brasileiros e, de acordo com a janela de exibição, deve entrar 35 dias depois para o catálogo da HBO Max.

Tenho certeza que Duna (Dune, 2021) chega como um dos filmes mais marcantes da era da pandemia. E diria também que um dos mais difíceis. E não por que teve problemas de bastidores durante suas gravações, ou milhares de datas de estreia e várias campanhas de marketing e tudo mais.


Data de lançamento: 21 de outubro de 2021 (Brasil)
Diretor: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Roth; Jon Spaihts; Denis Villeneuve
Baseado em: Duna de Frank Herbert
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac
Cinematografia: Greig Fraser
Classificação: 14 anos
Alerta de conteúdo: assédio sexual, cenas fortes de violência

 

Não, o grande fator que envolveu Duna foi depois disso tudo e quando o longa já estava pronto (ou pelo menos em pós-produção) e o destino de onde, e como ele seria lançado, foi o tópico de discussões, algumas bem acaloradas. Talvez nem tanto como Tenet (2020), mas ali pau a pau.

Como muitos fãs da obra de Frank Herbert esperavam, a nova adaptação de Duna com certeza precisaria ser um show que fizesse jus ao livro. Confira aqui a sinopse do livro para entender o filme, sério isso vai te ajudar muito.

O clássico da ficção científica com potencial igual (ou quem sabe maior) que a franquia Star Wars surge com potencial para em um único filme   mostrar com riqueza de detalhes um universo cheio de raças, planetas, enfim, tudo o que um bom filme de ficção espacial precisa. E o faz com tanta dedicação que quem assiste deseja ver mais histórias de Paul Atreides e companhia.

E o épico de Villeneuve, como é chamado em alguns cantos, nada mais é que um dos maiores longas de 2021 sim, entrega uma grandiosa história e entrega filme de impressionar por sua cinematografia, atuações e efeitos visuais impecáveis. Se você achou que em A Chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017) Villeneuve entregou bons filmes, seja em termos de histórias ou cinematografia e uso de computação gráfica, se prepare que Duna vai te maravilhar. A equipe toda do blog que esteve presente ficou maravilhada com tamanha dedicações em efeitos de tirar o fôlego.

Duna - Crítica

O Monomito, ou Jornada do Herói, foi um conceito criado em 1949 pelo escritor Joseph Campbell. Esmiuçada em etapas posteriormente por Christopher Vogler, a trajetória de uma figura que se vê nesta missão percorre o distanciamento do lugar comum em que encontra-se, o chamado para o “desafio”, a batalha em si e o retorno para uma certa comodidade. Espertamente, Hollywood desfruta para seu próprio benefício da criação de Campbell, fato comprovado em franquias astronômicas como Harry Potter, O Senhor dos Anéis e é claro, Star Wars.

Comandado por Denis Villeneuve, que tem em seu currículo filmes como: A Chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017), o novo longa tem dois pontos de partida extremamente importantes, que o impediriam moralmente de ser um filme ruim: a história original em que é baseado, que é extremamente rica e marcante e a competência do diretor. Com base nisso, conseguimos obter o verdadeiro suco do espetáculo visual e narrativo.

Quebrando assim a uma lenda urbana que persiste por décadas a fio de que ‘Duna‘, obra-prima da lenda Frank Herbert lançada em 1965, nunca poderia ser adaptada de forma satisfatória para uma produção cinematográfica ou televisiva.

Há muitos motivos, claro, porém as 600 páginas, em média, extremamente detalhadas de um universo minuciosamente criado – sem contar o primor cult, porém falho que foi o live action de 1984, nas mãos de David Lynch  já endossam o argumento de forma suficiente.

Esse filme que é apenas a primeira parte da primeira história mostra  tramas que se estendem por anos ou décadas, com saltos temporais vertiginosos entre capítulos. Por ser uma obra complexa e desnivelada, e que definitivamente irá exigir mais um ou dois filmes para encerrar a proposta, o diretor opta por levar o público a “um passeio no deserto” e na beleza das paisagens extraterrestres do que simplesmente criar um épico de guerra futurista, mas aí é que está o maior acerto no quesito sci-fi: a apresentação do conceito.

Ao longo de 2 horas e 30 minutos, Villeneuve não se importar de explicar a passos curtos detalhes do universo, exibir linguagens diferenciadas e seres anormais. Inclusive, ele insiste que você aprenda.

Duna

Enquanto toda a mitologia da história e seus personagens ganham apresentações e contexto neste universo, os ganchos usados para transitar entre argumentos e momentos podem soar meio confusos e até que bruscos, principalmente no fim, que destoa totalmente do que estamos acostumados a ver no cinema quando uma sequência faz parte dos planos.

Apesar disso, em um aspecto geral, dentro do interim do que é apresentado, pouco afeta ou incomoda infimamente perante a grandiosidade do restante. Nos resta agora esperar e descobrir o que mais a trama tem a nos mostrar.

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