CINEMA

MULHER-MARAVILHA 1984 | CRÍTICA DE CINEMA

17 dezembro, 2020 por

 

Mulher-Maravilha está de volta, mais uma vez repetindo a dobradinha de sucesso entre a interpretação da atriz Gal Gadot e a direção da talentosa Patty Jenkins. O filme que antes estava previsto para abril, devido à pandemia chega aos cinemas HOJE, quando a gente nem esperava mais uma estreia tão bombástica ainda esse ano. Como grande fã da DC Comics, não poderia perder a oportunidade de conferir e deixar aqui a minha opinião sobre este segundo filme que se superou, e muito, ao primeiro. Apesar de repetir algumas pequenas (e conhecidas) falhas do estúdio.

Em “Mulher-Maravilha 1984” temos um salto no tempo ao sair do contexto da Primeira Guerra Mundial e iniciarmos uma história ambientada nos anos 80. Diana Prince (Gal Gadot) está estabelecida na sociedade e é agora uma mulher mais segura, firme e engajada. Trabalha como historiadora do famoso Museu Smithsonian, apesar de preocupada com os problemas e crimes da cidade. Aliás, a cena inicial que mostra desde Diana competindo com as amazonas de Themyscira até seus dias atuais é surreal, e seu discurso muito lindo. Com certeza, você já entra no clima de “1984” ali! A Warner liberou essa cena de abertura e vou colocá-la aqui!

Então, Diana agora trabalha no museu e lá conhece a também funcionária Dra. Barbara Minerva (Kristen Wiig, conhecida por Saturday Night Live), que apesar de possuir muito conhecimento é praticamente invisível perante aos seus colegas de trabalho. As duas iniciam uma amizade, e isso faz com que Diana acompanhe quando Bárbara recebe uma carga do FBI para análise. Dentre as peças existe uma pedra de forma irregular, considerada um artefato sem nenhum valor, que ambas acabam descobrindo poder fazer muito mais coisas do que poderiam imaginar. E essa pedra já está na mira de outras pessoas, como o empresário Maxwell Lord (Pedro Pascal, conhecido por Game of Thrones), que sabe de seus poderes e não possui boas intenções.

Como já disse, em minha opinião, “Mulher-Maravilha 1984” conseguiu ser muito melhor que o primeiro filme por diversos motivos. No entanto, é importante dizer que eu adorei o primeiro (vou deixar minha crítica aqui abaixo). Saindo dos tons frios e violentos de guerra, entramos em uma época de cores fortes, quentes e com mais (mas nem tanta) tecnologia. Uma grande mudança de perspectiva que, para acompanhar, tem para si uma Diana independente, atuante, cheia de classe… Apesar de solitária.

Mulher-Maravilha 1984

A mudança em Diana Prince é palpável, e acredito que muito se deva a atriz Gal Gadot que, depois de alguns longas, está visivelmente mais confortável no papel da personagem. Fica inclusive muito difícil separar a imagem das duas, uma vez que a Mulher-Maravilha se apresente de cara limpa para as câmeras, em toda a sua glória. Porém, ouso dizer que dessa vez Gadot conseguiu passar a imponência e poder de sua super-heroína ainda que nas cenas que está caracterizada como uma simples civil.

E “1984” traz agora uma nova visão da personagem, uma nova abordagem, pois a controlada e invencível Mulher-Maravilha ainda lida com o luto e ausência de Steve Trevor. Apesar de ter consolidado seu papel e atuação social, vive dividida entre seus deveres e seus sentimentos. Temos então, a partir do desenrolar da trama, uma heroína vulnerável, sentimental, insegura de suas atitudes e suas escolhas. Acredito que tenha sido a primeira vez que a vi dessa forma, e seu desenvolvimento ficou impecável.

Por falar em desenvolvimento impecável, os dois vilões escolhidos para o filme merecem todo o destaque. A Dra Bárbara Minerva, que consequentemente se transforma na famosa arqui-inimiga dos quadrinhos Mulher-Leopardo (Cheetah), e o ambicioso Maxwell Lord formam uma dupla imbatível e com a motivação muito bem explorada. São aqueles vilões que causam raiva pelas atitudes, porém trazem aquela pontada de compreensão devido à toda abordagem pessoal. Particularmente, eu adoro essa dualidade nos personagens, essa escolha entre bem e mal, forte e fraco.

Mulher-Maravilha

Sei que a dúvida que não quer calar é: Como o Steve Trevor voltou, já que ele aparece nos trailer?! Obviamente eu não vou dizer, mas adianto que faz muito sentido, é essencial pra toda a história e a inclusão do Cristal do Caos, muito conhecido no universo da DC, foi uma jogada de mestre.

E então chegamos aos pequenos erros recorrentes nos filmes da DC que preciso abordar. Neste filme é inserida a famosa Armadura Dourada da Mulher-Maravilha, além disso, a Cheetah vai sofrendo aos poucos os efeitos de sua caracterização plena na vilã. Quando ambas estão para se encontrar, no auge da expectativa, o que acontece: DESLIGAM O INTERRUPTOR. Mais uma cena bastante escura para a conta. Além disso, as lutas da Mulher-Maravilha exageram um pouco no slow motion, quebrando o clímax do momento.

Enfim, mesmo não sendo o planejado, o filme acaba chegando em um momento super propício à mensagem que carrega. Em tempos de pandemia, onde vivemos o egoísmo, a imprudência, a incoerência e irresponsabilidade aflorados, “Mulher-Maravilha 1984” traz uma mensagem de esperança e busca pela verdade. Insiste em te fazer olhar para o próximo e considerar o seu papel na sociedade.

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Mulher-maravilha 1984 Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 17/12/2020
Orçamento: U$ 200 milhões
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 02h:35

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1 Comentário

  • Angela Cunha
    dezembro 19, 2020

    Doida para poder conferir esse super lançamento que sim, foi mais um que sofreu por conta da pandemia.
    Estive vendo uma entrevista da atriz estes dias que além de ser uma mulher linda, é muito talentosa.
    Mesmo com os errinhos que a dona DC sempre faz, com certeza, verei assim que for possível!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na Flor

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