CINEMA

007 – SEM TEMPO PARA MORRER (2021) | CRÍTICA

30 setembro, 2021 por

“007 – Sem Tempo Para Morrer” encerra a jornada de 17 anos do ator Daniel Craig que aceitou o papel mesmo tendo críticas ferrenhas sobre sua participação na franquia pois de acordo com os fãs, ele não se encaixava no personagem que sempre teve como sua principal caracteriza o Charme. Nessa Longa jornada o ator provou o porque aceitou o papel e que dava conta de todas as arriscadas missões vividas pelo personagem, dando vida a Bond 007 – Cassino Royale” em 2006. Dois anos depois, ele fez “007 – Quantum of Solace”, e em 2012 protagonizou “007 – Operação Skyfall”.

007 - Sem Tempo Para MorrerTítulo: 007 – Sem Tempo Para Morrer
Duração: 2h 43m
Ano: 2021
Gênero: Ação
Distribuidora: Universal
Classificação: 14 Anos
Nota: 5/5

 

No Filme Bond (Daniel Craig) deixou o serviço ativo e está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica. Sua paz não dura muito quando seu velho amigo Felix Leiter (Jeffrey Wright), da CIA, aparece pedindo ajuda. A missão de resgatar um cientista sequestrado acaba sendo muito mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond à trilha de um vilão misterioso armado com nova tecnologia perigosa.

Em Sem Tempo Para Morrer tudo e um pouco mais, como eu não vi o filme anterior que é 007- Contra Spectre, demorei um pouco a entender bem o que estava acontecendo e quem era aqueles personagens além do James Bond (Daniel Craig); entretanto isso não atrapalhou a minha imersão no filme e de longe ele ficou pior por causa disso.

Como nos outros filmes do 007, James Bond normalmente trabalha sozinho nos casos, mas sempre acompanhamos algumas ajudas que ele tem ao longo de suas missões, e não seria diferente nesse filme. Além dos personagens principais, essa ajuda é feita normalmente por personagens secundários, que aparecem em momentos específicos no enredo e faz seu papel proposto nesse momento.

É claro que isso não limita os atores, por exemplo o personagem Félix que não tem tanto tempo de tela, faz com que a gente goste dele e quer o melhor para ele, simplesmente porque o personagem tem um carisma tremendo.

Ao decorrer do filme os personagens secundários trazem muito isso, como no caso do Félix e isso ajuda na criação de empatia pelos personagens e identificação, com o filme não se limitando só aos personagens principal, James Bond (Daniel Craig), Safin (Rami Malek) e Madeleine (Léa Seydoux), par romântico de James Bond,  peça chave para a missão e desenvolvimento do filme.

Por mais que alguém não tenha vistos todos os filmes, se viu pelo menos um vai conseguir pegar muito bem a dinâmica do filme, no início  tem aquela cena inicial para contextualizar o que vai gerar os próximos acontecimentos, mostrando os personagens principais; e com a mesma dinâmica dos outros 007 vamos para a abertura do filme, que pra mim foi um dos momentos mais bonitos do filme e com a música Billie Elish – no time to die.

Spectre volta a atacar novamente só que com um porém, não é só James Bond que quer acabar com a Spectre, ela tem que lidar com um novo inimigo que não temos ideia de quem seja e quais são seus objetivos, ficamos o filme inteiro pensando em possibilidades e quem poderia ser, claro que não precisa de muito tempo de tela para descobrimos que seja.

É mostrado no decorrer da trama que o vilão é Safin (Rami Malek),  que quando criança teve sua família assassinada pela Spectre está a procura de vingança e continuar o legado da sua família, mas seu objetivo ainda fica oculto, já que não sabemos quem é sua família e nem o legado dela, mas até o final do filme conseguimos todas as respostas.

Como o foco do filme é mais a ação, James Bond lutando e matando inimigos, o filme entrega isso sem sombra de dúvidas. Com cenas de lutas bem executadas, sem exageros e coisas além do que um ser humano com altas habilidades conseguiria fazer, tem momentos que James Bond apanha muito e também bate muito, porém o estilo de luta de Bond é mais usar a lógica e bolar estratégias para lidar com o inimigo.

A trilha sonora como é de um filme de ação, entrega sons bons de tiros, explosões, carros e aviões, mas também com músicas voltadas para a espionagem no fundo, porém em momentos bem curtos e específicos.

Porém o que me fez gostar muito do filme foi visualizar a humanidade por traz do personagem Bond, encontramos um James Bond “aposentado” querendo criar uma família, ter um futuro com alguém. Outro ponto do filme que gostei muito foi a presença feminina, não só uma personagem feminina protagonizando a história, mas várias mulheres e que são muito inteligentes e fortes.

007 - Sem Tempo Para Morrer

Conhecemos a nova 007 (fiquei feliz que vai ser a primeira 007 mulher), criamos empatia por ela muito fácil, ela nem precisou mostrar muito suas habilidades em tela para percebermos o seu potencial nos próximos filmes, se ela já deu um show em um filme que o foco era o final da trajetória de Bond, imagina em um filme solo.

O filme nos causa o misto de emoções, apreensão, medo, tristeza pelo sofrimento dos personagens, empatia e indignação (como uma cena de racismo). Para quem curte o gênero e também acompanha a franquia vai amar, e quem não tá tão ligado assim aos filmes, como eu por exemplo, vai amar também porque o filme é muito bom, aliás vou até assistir os outros filmes.

Enfim,  007 – Sem Tempo para Morrer foi o filme mais caro da franquia 007, com o orçamento no valor de 250 milhões.

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