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TUDO O QUE A GENTE SEMPRE QUIS – EMILY GIFFIN RESENHA

24 junho, 2019 por

TUDO O QUE A GENTE SEMPRE QUIS - EMILY GIFFIN

Hoje a resenha é de um lançamento da editora Arqueiro. “Tudo o Que a Gente Sempre Quis” é o primeiro livro de Emily Giffin pela editora, apesar dela já ser conhecida pelos brasileiros.

Na história Nina Browning é casada com um membro da elite de Nashville, e tem a vida perfeita. Seu marido ganhou uma fortuna após vender sua empresa de tecnologia e seu filho foi aceito em Princeton.

Já Tom Volpe é um pai solteiro, que cria a filha adolescente com muito esforço. Após a mãe de sua filha ir embora, ele se fechou mais para as pessoas e fez o melhor para dar uma boa vida para sua filha.

Lyla, filha de Tom, é uma típica adolescente feliz. Filha de uma brasileira e com a origem mais humilde, sua vida muda quando ela ganha uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas de Nashville. No meio de tanto luxo e riqueza, ela tenta se encaixar entre os outros estudantes.

A vida dos três se cruza, quando uma foto tirada em momento de embriaguez se espalha. No meio da confusão, das fofocas e dos julgamentos, Nina, Tom e Lyla buscam a verdade e a justiça, mesmo que essas duas coisas ameacem os relacionamentos que eles possuem.

“- Ora, Mel. Você sabe que não é bem assim – falei, ficando nervosa. – Uma roupa não faz uma pessoa promíscua. É o mesmo que dizer: “Ah, ela estava de minissaia, então fez por merecer.”.”

Essa é basicamente a trama que envolve “Tudo o Que a Gente Sempre Quis”. Preciso dizer que nunca li nada da Emily Giffin, mas sempre ouvi as pessoas falando muito bem dos livros da autora. E sinceramente, eu amei muito essa história, minha nota no skoob teve que ser 5 e ele entrou na minha lista de favoritos.

Emily tem uma escrita que faz com que a gente não queira deixar de ler. Então a leitura é bem fácil e rápida. Apesar de ter descrito como fácil, a autora fala sobre alguns temas importantes durante a história.

Um desses temas é a divulgação de imagens comprometedoras de outra pessoa. Algo que temos visto cada vez mais na sociedade, infelizmente. Muito além da divulgação das imagens é o que essas pessoas passam, o que sentem após ter sua imagem espalhada tendo que aguentar o julgamento das pessoas.

Julgamento pode ser uma palavra forte, mas é isso o que acaba acontecendo e é isso o que Emily mostra ao decorrer da trama. “Olha a roupa que ela estava”, “aposto que deu mole para o cara”, “mas ela bebeu, estava querendo o quê”. Durante a leitura foi fácil notar o que muitas personagens achavam de toda a situação.

“- Não sei exatamente o que você quer dizer, mas de uma coisa eu sei: você tem valor. E se não consegue enxergar isso, acho que falhei como pai.”

Outro assunto importante que a autora trata é o suicídio. Como a vida perfeita, pode não ser exatamente aquilo. Além do machismo, as diferenças sociais e o preconceito.

No meio disso tudo, temos a história de cada um desses personagens. Nina com a vida em que as pessoas viam que ela tinha tudo o que sempre quis, mas sem saber realmente como ela se sentia em relação ao que queria.

Lyla, com seus traumas de infância, querendo ser aceita dentro do colégio e tendo que lidar com o julgamento dos outros. E por fim, Tom, um pai que possui os próprios traumas do passado e que busca fazer o que acha melhor para a filha.

“Expliquei que, no mínimo, a culpa era parcialmente minha. O erro também foi meu. Por ter deixado que as coisas chegassem aonde tinham chegado. Caberia a mim carregar aquela cruz.”

“Tudo o Que a Gente Sempre Quis” nos prende pela escrita? Claro, mas a trama também é instigante. Durante toda a leitura, com as três visões diferentes, Emily nos intriga e instiga para saber o que vai acontecer. Fiquei torcendo por um romance, não direi qual, porque se não darei a spoiler. Mas, mais do que isso, fiquei torcendo por esses três personagens em geral: Nina, Lyla e Tom.

Cheguei a um ponto que precisava saber o que realmente havia acontecido (algo que a autora revela apenas no final). Quando finalmente descobri, Emily coloca um último acontecimento para deixar com que o livro fique instigante até a última página.

Preciso avisar, pode ser que não gostem de como ele foi finalizado. Mas, acredito que a autora queria fazer algo mais parecido com o real, então o fim, não ficou tão diferente do que eu pensava que seria.

Enfim, “Tudo o Que a Gente Sempre Quis” é uma história maravilhosa, que fala sobre alguns problemas importantes da sociedade. Por isso, ele se tornou um dos meus favoritos e é um livro que irei recomendar sempre. Depois dessa leitura, estou ainda mais curiosa para ler algumas outras obras da autora.

UM CASAL IMPROVÁVEL | CRÍTICA DE ESTREIA

Emily Giffin é formada pela Universidade Wake Forest e pela Escola de Direito da Universidade da Virgínia. Após se formar, Giffin trabalhou para uma empresa de advocacia em Manhattan por alguns anos, e escrevia em seu tempo livre. Depois de ter seu primeiro livro rejeitado ela saiu do emprego e se mudou para Londres, para se dedicar à escrita.

O primeiro livro da autora foi “Something Borrowed” lançado no Brasil pela editora Agir, com o nome de “O Noivo da Minha Melhor Amiga”. O sucesso foi tão grande, que o livro ganhou uma adaptação para o cinema, com o mesmo nome.

Emily Giffin hoje possui nove livros, seis deles na lista de best seller. Seus livros foram traduzidos para trinta e um idiomas, além de ter tido mais de onze milhões de cópias vendidas em todo mundo. “Tudo o Que a Gente Sempre Quis” é seu último lançamento, e como disse anteriormente, a estreia da autora na editora Arqueiro.

“Antes de conhecer Beatriz, eu podia jurar que essa história de amor à primeira vista era impossível. Mas não havia convicção ou lógica que ficasse de pé diante dela. Beatriz era incrível. Era mágica.”

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TUDO QUE A GENTE SEMPRE QUISTítulo: Tudo o Que a Gente Sempre Quis
Autora: Emily Giffin
Ano: 2019
Páginas: 304
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance, Drama, Ficção, Chick-lit
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9 Comentários

  • Nicole Linhares
    junho 25, 2019

    Uau este livro promete ser emocionante, confesso que pela capa não imaginaria que ele trouxesse tantas histórias pesadas como a jovem com pais brasileiros. Os julgamentos apenas pela imagem de uma pessoa. O suicídio.

  • Fátima Cristina Amaral
    junho 25, 2019

    Olá!
    Eu já li um livro dessa autora e gosto bastante, traz mensagens e reflexões maravilhosas. Esse é uns dos livros dela que pretendo ler em breve, não sei quando mas quero muito. A trama em si e muito interessante, tem uma premissa muito boa.

  • Jaum
    junho 25, 2019

    Sempre é bom ler livros que retratam problemas atuais e sociais. Adorei a resenha, irei adicionar a minha lista

  • Ana Carolina
    junho 25, 2019

    Já quero ler

  • Ana
    junho 25, 2019

    Amoooo

  • Mary Cândido
    junho 25, 2019

    Está leitura é como uma janela de nossa casa para ao mundo ao nosso redor. Cada situação descrita são apenas consequências (não sendo muito dura com o sentido da palavra) de tudo que praticamos em nossas vidas. Porém, nos faz repensar que realmente agimos como os agressores da leitura. Em algum momento tivemos a mesma reação. Causar por aparências.

  • Jéssica Cristina Fontoura Amaral
    junho 25, 2019

    Fiquei curiosa por esse livro repleto de temas difíceis de serem abordados, me falaram que tem uma brasileira em meio aos personagens, é raro ver isso. Rsrs. Fiquei com vontade de ler o livro graças à sua resenha. Beijo!

  • Camille Ferreira
    junho 25, 2019

    Bom não li o livro, mas pela resenha parece interessante, apesar de que não é uma vibe que eu leia com frequência, gostei que aborda temas sociais, quem sabe nao dou uma chance? Ser leitor e mto isso, sempre estar aberta a novas histórias.

  • Nicole Ferreira Soares
    junho 25, 2019

    Me interessei bastante por esse livro e com toda certeza ja está na minha lista.