LIVRO

RESENHA | TRONO DESTRUÍDO – VICTORIA AVEYARD (A RAINHA VERMELHA #4.5)

02 agosto, 2019 por

TRONO DESTRUÍDO - VICTORIA AVEYARD

A resenha de hoje é referente a uma série que fez tanto sucesso, que quando a autora divulgou que iria escrever mais alguns contos para amarrar os pontos que ficaram soltos, muita gente comemorou. “Trono Destruído” de Victoria Aveyard foi lançado este ano pela editora Seguinte.

A série “A Rainha Vermelha” já foi traduzida para mais de 30 idiomas e, só no Brasil, Victoria já vendeu mais de 250 mil exemplares. No nosso país esse é o sétimo livro da saga que a editora seguinte lançou: são quatro livros da série, um com dois contos, uma edição de colecionador e essa coletânea final de contos. Já dá para notar o tamanho do sucesso não é? Mas, vamos começar a falar sobre “Trono Destruído”.

Vou começar falando que a edição está lindíssima e a editora caprichou muito, de verdade. A capa é roxa, e possui a tradicional coroa que está em todas as outras capas da série. O diferencial dessa edição, é que por dentro, todas as letras e desenhos, acompanham a mesma tonalidade da capa.

Até receber o livro, ainda não tinha aberto nenhuma edição, e preferi não pesquisar nada para não ganhar algum spoiler. Então para mim foi uma surpresa muito agradável ao abrir e ver a diagramação dele. Sempre elogio bastante a Darkside por todo cuidado que a editora tem com suas diagramações. Então nada mais justo que falar: Parabéns Seguinte, vocês entregaram para os fãs de “A Rainha Vermelha” uma edição primorosa.

TRONO DESTRUÍDO - VICTORIA AVEYARD

Vou dividir essa resenha entre os contos existentes, mas antes é preciso falar de uma parte dele que eu achei bem bacana, e que não é bem um conto. O livro começa com as anotações de Julian sobre a história de Norta e de outros reinos prateados.

Ele começa do início, com a pesquisa de antes da grande calamidade, e ainda mostra alguns mapas de como eram os reinos prateados antes. Então é possível que os fãs situem onde está Norta, no nosso mundo.

Achei muito legal que, em todos os lugares que existem essas anotações de Julian, elas estejam diagramadas como se fosse em um caderno realmente. Existem palavras e partes riscadas, há o desenho da folha, e uma representação de recortes que foram colocados e anexados ao “caderno”.

Existem também aquelas notas em cima das anotações, com explicações de Julian sobre o que ele entendeu com o que foi pesquisado. Parece realmente que você pegou um caderno para ler. Outra coisa interessante, é que Victoria não joga essas anotações todas de uma vez, ela as dividiu entre os contos.

Primeiro com a história antes da Calamidade, e dos primeiros prateados, inclusive os governantes anteriores de Norta. Logo em seguida, temos a história “Canções da Rainha”, um conto que já havia sido publicado anteriormente, mas que com as anotações fez com que o livro seguisse uma ordem cronológica.

Depois temos algumas anotações sobre a Guarda Escarlate, e as guerras entre prateados, assim como o começo da revolta dos vermelhos. Adivinhem qual história vem a seguir? Acertou quem falou “Cicatrizes de Aço”, com Farley contanto sua história e colocando o leitor com uma visão de dentro da Guarda Escarlate.

“Gostei particularmente dos livros ilustrados em que se detalhavam as aventuras de um irascível combatente do crime vestido de morcego.”

 

TRONO DESTRUÍDO - VICTORIA AVEYARD

Depois desse conto, Julian relatou algumas coisas sobre as revoltas vermelhas, dos novos sangues, a descoberta de Montfort. É ai que começa os contos inéditos para os leitores: “O mundo que ficou para trás”, “Coração de Ferro”, “Luz do Fogo”, “Adeus”.

Trono Destruído: Canção da Rainha

Em “Canção da Rainha” conhecemos Coriane, antes de se casar com o Rei Tiberias VI. A jovem que não tinha muitas pretensões na vida acaba conhecendo o Tiberias, que se apaixona por ela e decide cancelar a prova real para poder casar com a amada. Em pouco tempo, vemos como a inveja acaba com a felicidade de Coriane e destrói sua vida.

Sempre quis conhecer mais sobre a mãe de Cal, não posso falar que essa edição tenha sido meu primeiro contato com a história, porque já havia lido antes em “Coroa Cruel”. Mas posso dizer que desde a primeira vez que eu li, gostei da autora ter esclarecido sobre o que aconteceu com Coriane.

Com ele, conseguimos conhecer uma faceta do Rei Tiberias que antes não era possível, além de ser possível ver como as artimanhas de Elara começaram.

Trono Destruído: Cicatrizes de Aço

Em “Cicatrizes de Aço”, temos o conto de Farley e da Guarda Escarlate. Quando vi a capitã da Guarda pela primeira vez na saga, ela acabou me intrigando por não conhecer sua história e saber das cicatrizes que ela possui.

Nesse conto podemos descobrir um pouco de como essas cicatrizes, tanto as físicas, quanto as sentimentais, foram feitas. É nesse momento também, que somos apresentados um pouco mais a guarda escarlate. Além dos relatos da própria capitã, existem mensagens codificadas durante toda a história, que mostra as diversas missões que os rebeldes estão tendo.

Li pela primeira vez “Cicatrizes de Aço” um pouco depois de “A Prisão do Rei” e tive que sofrer novamente com uma perda vermelha que tivemos no segundo livro. Quem já leu, deve saber muito bem de quem estou falando. Por conseguir conhecer mais Farley, nesse conto, foi como ver a morte daquele personagem mais uma vez.

“Do outro lado do oceano alguns territórios já não existem; encontram-se hoje completamente congelados ou cobertos de areia, destruídos pela ira de alguns e pela ignorância de muitos.”

Trono Destruído: O Mundo que Ficou para Trás

“Não somos humanos para eles. Somos apenas coisas, para serem usadas e descartadas.”

A sinopse não prometia personagens novos? Victoria entrega isso nesse conto. Em “O Mundo que Ficou Para Trás” acompanhamos o capitão Ashe, que em um dia normal em que pega novos passageiros que estão fugindo da guerra, acaba pondo em seu barco Lyrisa, uma princesa que fugiu de Piedmont. Além dela há uma família vermelha, que fugiu de Norta no casamento de Maven e Iris.

Em um conto novo, com personagens desconhecidos, acompanhamos brevemente a viagem deles, e temos a visão dos dois: o capitão Ashe, e a princesa Lyrisa. Se Victoria tentou uma história de amor entre os dois, foi algo bem forçado para as poucas páginas que tiveram.

Quando sentimentos começaram a entrar na história, a autora não conseguiu me convencer de que eles realmente pudessem ocorrer. Pouco tempo, pouca conversa, pouca convivência, quase um amor à primeira vista para um casal que sentia certa rejeição um do outro.

Mas fora isso, foi uma história que se a autora quiser, pode vingar algo mais aí, já que além de personagens diferentes, entra em um reino prateado que foi pouco explorado por ela.

Trono Destruído: Coração de Ferro

Em “Coração de Ferro” vemos Evangeline, querida, maravilhosa, nossa rainha de ferro DIVA. Perdoem-me, mas ela é a melhor personagem feminina nesse livro, apesar de todos os defeitos, Mare é chata, e Evangeline é maravilhosa.

Voltando, nesse conto vemos um pouco de como estão sendo as coisas para os irmãos de ferro. Eles estão em Montfort, mas precisam renunciar ao seu trono em Rift. Para Evangeline, está sendo um momento difícil, porque durante toda a sua vida foi treinada para querer uma coisa: SUA COROA.

Agora que ela possui, e pode tê-la sem a necessidade de um marido, e com Elane ao seu lado, ela precisa escolher. Tenho que dizer que me apaixonei pela personagem de vez, na primeira vez que ela narrou um capítulo. Antes a víamos pela visão de Mare e Cal, mas quando Victoria deu voz a ela, foi sensacional.

Durantes os capítulos narrados por ela, víamos como ela era mais do que uma princesa em busca de sua coroa. Quem ela realmente amava, e o que ela estava tendo que passar por aquele amor. Muito além disso, vemos como a lealdade pela família era para ela, mulher, guerreira e forte, nascida em um mundo em que mulheres eram consortes e não podiam reinar.

Não direi o que ela decidiu, porque se não vai ser um spoiler gigantescos, mas posso dizer que para mim foi o melhor conto de “Trono Destruído”. Ahhhh, e existem partes narradas por Elane também.

“É que… eu não deveria ter que falar para o mundo o que sou. Só deveria ser.”

> Luz do Fogo

“Luz o Fogo” é narrado por Mare e Cal (já viu o lenga a lenga? Então). Nele vemos uma Mare que precisa voltar para Montfort, e está receosa com o que vai enfrentar pela frente (sonooooooooooo).

Cal apareceu no conto anterior, mas nesse ele ganha voz (ou nem tanta, porque vai ser pau mandado assim lá na china) e em seus trabalhos para reconstruir Norta, vai para Montfort onde grandes reuniões estão acontecendo. E é claro, os dois estão receosos para o reencontro, porque a despedida deixou tudo muito inacabado.

Não sou muito fã desse casal, Cal parece não ter voz e não saber agir por conta própria. Me perdoe quem gosta dele, mas para mim é isso. Já Mare, com tanta coisa para se preocupar, a menina fica nesse drama chato com Calore.

Enfim, já viu que esse reencontro foi muito divertido não é? E sinto muito em dizer que esse é o maior conto do livro. Entendo que como casal principal, eles precisavam de um encerramento. Fiquei feliz que durante esse conto vemos o que aconteceu com vários outros personagens como: Farley, Gisa e Kilorn.

“Vamos nos levantar, vermelhos como a aurora.”

> Adeus

Acredito que “Adeus” é o menor dos contos da coleção, e apesar de eu ter esperado mais, ele de certa forma entrega o que prometeu: um adeus. Nesse conto temos os últimos dias de Maven Calore da visão do próprio, logo depois, o adeus de Cal para o irmão.

Narrado pelo próprio Maven, conseguimos ter uma pequena noção do que ele pensou e sentiu todos os dias em que esteve preso. Algumas páginas antes, vemos Mare se perguntando se poderia ter salvado Maven, e é nesse capítulo que vemos como ele realmente se sentia.

Quero dizer que foi bem impactante ver os pensamentos confusos de Maven, ver como ele estava por dentro e o que sentia com o que estava se aproximando dele e os planos que tinha. Maven quebrou meu coração de várias vezes, eu tinha uma queda pelo Cal, desde o início, mas o menino conseguiu fazer com que eu gostasse dele. No final, o sofrimento por ele foi certo.

Mas voltando para o conto, logo depois dessa visão de Maven, temos Cal indo fazer algo que necessita. Encerrar uma história dando um último adeus ao irmão, é aí que sabemos o que foi feito com ele e o porquê. Esse é o encerramento da série.

Digo que ela atingiu o objetivo, porque a coletânea de contos deu um final para muitos dos personagens que amamos por muito tempo. Mas para mim, faltou um pouco mais de emoção, mais história. Esperava ter me emocionado durante a leitura, como foi em diversos finais, e isso não ocorreu.

Fiquei um pouco frustrada com isso, mas não tira o mérito de que acabou sendo um bom livro para ler. Além de uma edição muito bonita. Vamos parabenizar a seguinte mais vez? Vamos sim!

“O mesmo não vale para a última das Calamidades, um ato voluntário dos homens.(…) De alguma maneira, pela divisão da partícula mais minúscula da existência, os cientistas do velho mundo descobriram que poderiam criar a mais destrutiva das armas, a bomba nuclear.”

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Trono Destruido Título: Trono Destruído
Autora: Victoria Aveyard
Ano: 2019
Páginas: 504
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia, Ficção, Jovem Adulto, Contos
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