Chaplin , o musical

Após uma temporada de sucesso em 2015, retornou em maio deste ano o musical “Chaplin“, que tive o prazer de conferir e estou aqui para contar como foi a experiência. Sob a direção de Mariano Detry, produção de Cláudia Raia e Sandro Chaim, além de Miguel Falabela como versionista, a peça conta com um excelente elenco.

Acompanhamos a história do famoso Charles Chaplin desde a juventude junto ao seu irmão Sid, enfrentando dificuldades nas ruas de Londres. Como fruto do esforço e talento, vemos sua carreira acontecer e somos inseridos em novos aspectos e obstáculos de sua trajetória de vida, como amorosos, políticos e familiares.

Além de divertir, como a maioria dos musicais, “Chaplin” também é extremamente interessante por ser inspirada na história do cineasta, apresentando casos que eu desconhecia. A forma de apresentar isso ao público também ficou muito especial, pois a medida que um novo fato de sua vida é abordado, uma manchete de jornal aparece no telão atrás do palco, causando grande impacto.

E não pensem que os fatos polêmicos da vida do icônico Chaplin foram ignorados, pois será um engano. A questão, por exemplo, sobre pedofilia e seu primeiro casamento com uma garota mais jovem, menor de 18 anos, é retratada na peça. Aliás, sua jornada de diversos relacionamentos é bem abordada, até que ele encontra Oona, sua companheira até o fim da vida.

Chaplin , o musical

Sobre as atuações, primeiro preciso que me façam um favor: olhem essas fotos e me digam se conseguem diferenciar o Jarbas Homem de Melo do verdadeiro Chaplin. Porque sendo sincera, sentada na platéia eu não consegui! Ele está perfeito! Atuação, canto, dança… Eu não sei se por já ter atuado como o personagem na temporada anterior ele já estava familiarizado, porém não tem como não dizer que ele se encaixou de uma forma maravilhosa ali.

Outra maravilhosa é a Paula Capovilla no papel da implacável jornalista Hedda Hooper. Ela é a responsável por deixar toda a platéia ciente dos escândalos da vida de Chaplin ao perseguí-lo. Capovilla canta de uma forma absurda e é impossível não ficar impressionada com seu trabalho.

E então vem meu próximo destaque principal da noite: Myra Ruiz. Confesso que já sou muito fã do trabalho da Myra, mas não é exatamente por isso que ela se destacou. Eu já a havia assistido 03 vezes com personagens “mais agressivas” (Saraghina em Nine; Elphaba em Wicked; Maureen em Rent) e ela surgiu em Chaplin cantando como um anjo no papel de Oona O’Neil.

Foi emocionante, suave, me tocou e transmitiu aquele amor que ambos ansiavam viver. Foi lindo! Que a Myra canta lindamente e é dona de um talento incomparável eu nunca duvidei (até porque eu nunca duvidaria de alguém que pisou em Oz), mas naquele dia eu realmente soube que ela é uma fada.

 

Eu poderia ficar aqui por horas listando cada ator talentoso e cada motivo para vocês assistirem, mas vou me limitar a: NÃO PERCAM! Atualmente está em cartaz em São Paulo mas existem planos de uma turnê nacional, visto que o cenário não exige tanto da estrutura do teatro (Comparado às outras, claro. Adaptações serão necessárias). Sendo assim, já estou de dedos cruzados para BH! Se você também é daqui ou de uma capital fora do eixo RJ/SP, cruze os seus também. Vai que ajuda…

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Peça: Chaplin, o Musical
Local: Espaço Teatral – SP (Estava no Theatro Net SP)
Gênero: Biografia, Drama
Período de Apresentações: 18/05/2018 a 30/09/2018 (pode ser prorrogado)
Instagram: #ChaplinMusical