Ler  o último livro de uma série sempre causa uma onda de sentimentos conflitantes em mim, excitação por saber que tudo por fim vai ter um desfecho, e tristeza por não ter mais sobre aquela história para ler. Foi assim que comecei a leitura de “Tempestade de Guerra”, quarto volume da série “A Rainha Vermelha” lançado no final de maio pela editora Seguinte.

A história começa instantes depois do final do terceiro volume, logo após Cal escolher a coroa ao invés de Mare e a causa vermelha. Os dois se separam romanticamente, mas a garota sabe que sem a ajuda dos prateados eles não irão conseguir vencer Maven. “Dividir e conquistar”, se aliar ao inimigo, para vencer um pior e depois se virar contra ele, essa é a ideia dos vermelhos, assim como a ideia dos prateados. Maven, o rei menino, conta com o apoio de Iris e o reino de sua mãe, Lakeland, mas será que essa união é mesmo estável?

“Seria fácil matá-la. Há um cordão de ouro rosé entre as joias vermelhas, pretas e laranjas no pescoço de Anabel Lerolan. Uma torcidinha e eu romperia a jugular. Destruiria a oblívia e seus planos. Acabaria com sua vida e esse noivado na frente de todo mundo aqui. Minha mãe, meu pai, Cal – sem mencionar os criminosos vermelhos e as aberrações estrangeiras a quem estamos amarrados. Mas não Barrow. Ela ainda não voltou. Provavelmente ainda está chorando a perda de seu príncipe.”

Contando com cinco narradores ao invés de três, e com várias intrigas e brigas sendo travadas em diversas frentes, acredito que este volume tenha sido o mais agitado da série. As três primeiras narradoras não foram nenhuma surpresa para mim, Mare, Iris e Evangeline, cada uma mostrando um local e uma intriga diferente. Quando a narração mudou para uma pessoa totalmente diferente das três veio a minha surpresa, não esperava ver a visão dos outros dois personagens que apareceram.

Definitivamente eu amo Evangeline Samos, obrigada Victoria por nos dar uma visão da princesa de Rift, os outros personagens eu ainda mantenho meus sentimentos conflitantes, uma hora de amor e logo depois com o ódio, consegui até mesmo amar Ptolemus em certo ponto do livro (algo que pensei que nunca iria acontecer). Por falar nos personagens, tem uma coisa que me decepcionou durante a leitura, eu esperava ver um pouco mais da Cameron e até mesmo do Kilorn, mas o protagonismo dos dois durante o desfecho, foi muito pouco.

Tenho que dizer que Victória me surpreendeu com o final do quarto volume, ainda não sei se amo ou odeio a autora também, pelo o que ela fez. Não vou falar muito, para não dar spoiler desnecessário. A capa do livro está bem bonita, com um prata bem forte e a coroa refletindo a tempestade. Uma coisa que tenho gostado bastante na editora seguinte, é que na orelha de trás do livro existe uma marcação de corte: a ponta é um marcador do livro.

Victoria Aveyard é escritora e roteirista, frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Sua série de livros “A Rainha Vermelha” está sendo traduzida para 37 idiomas. A autora já foi confirmada na bienal de São Paulo, que acontece em agosto, ela estará presente no sábado, dia 11. Além disso, a editora Seguinte perguntou em seu twitter em quais cidades os leitores gostariam que a autora passasse além de São Paulo. Será que teremos uma tour de “Tempestade de Guerra” no Brasil?

“- Pode acabar com a coroa, com o trono, com a monarquia. – Eu a encaro com tanta força quanto consigo reunir. O trovão no meu sangue responde com fervor, implorando para ser liberado. – Mas não com Tiberias.”

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Tempestade de guerra

Título: Tempestade de Guerra 
Autora: Victoria Aveyard 
Ano: 2018 
Páginas: 702 
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia, Ficção, Jovem Adulto 
Tradutores: Cristian Clemente, Guilherme Miranda e Lígia Azevedo
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