A Seleção se passa em Illéa, um país reconstruído após a Quarta Guerra mundial, baseado num sistema de castas. Um. Dois. Três. Oito. Um total de oito castas nas quais as pessoas estão separadas pelo seu trabalho, que define, automaticamente sua classe social.
“Minha mãe entrou em êxtase quando pegamos a carta no correio. Ela já tinha decidido que todos os nossos problemas estavam solucionados, tinham desaparecido para sempre. O grande empecilho do seu plano brilhante era eu (…).

América Singer é uma garota comum que acha sua vida perfeitamente razoável. Sua mãe, no entanto, almeja mais. Quando uma carta chega do palácio anunciando a oportunidade de participar da Seleção para se tornar a escolhida do príncipe, é impossível dissuadi-la da ideia de que America tem que tentar uma oportunidade melhor.

Além de achar louca a Ideia de uma seleção para encontrar uma esposa para o príncipe, América quer se casar por amor com seu namorado (em segredo) Aspen. No entanto, Aspen quer que America participe. E após muita insistência de ambos, America se inscreve. Entretanto, muito antes de a seleção convocar suas concorrentes, uma briga destrói o relacionamento dos dois.

Como se não bastasse a briga com Aspen, America é selecionada. Isso significa que ela irá para o castelo, longe de tudo e de todos, mas perto demais de uma família Um, cheia de não-me-toques. Com o coração confuso, America passa os dias sendo obrigada a lidar com outras 34 garotas que estão lá por diversos motivos, fazendo amigas e inimigas. Há ainda Maxon, que não é nada do que ela esperava, mas ainda é mais “príncipe” do que ela poderia imaginar. Ela conseguirá não se apaixonar por ele?

“- A propósito – ele prosseguiu, elevando um pouco a voz –, se você não quiser que eu me apaixone, não pode ficar assim tão linda.” 
 

 A Seleção é uma saga composta inicialmente por três livros (mais os livros de contos e os dois livros sobre A herdeira, publicados posteriormente), que não são nem um pouco história de menininha. Além de falar sobre uma personagem forte que supera diversos problemas, trata sobre preconceito, sobre a construção de uma sociedade cheia de separatismo, que rotula as pessoas de acordo com o que elas fazem para sobreviver. Nessa sociedade, não se pode sair de casa quando quiser. Não se pode ler o que quiser. Não se pode ser o que quiser. E é nessa sociedade que América, uma garota que já nasceu com um nome um tanto revolucionário, tem que viver. 

A primeira vez em que vi o livro, impedi minha amiga de comprar dizendo que com essa capa, não poderia ser nada bom. Eu não poderia estar mais enganada ~ desculpa, Ana!~ . Foi um livro que me prendeu do início ao fim, enquanto eu me decidia por qual casal torcer além de me afligir por causa dos ataques rebeldes e do sistema que forçava as pessoas a permanecerem em suas castas, sempre satisfeitas com um nível de vida no qual apenas era possível sobreviver. Li a saga em menos de uma semana e quando fui relê-la, levei três dias. É aquele tipo de livro leve, que te faz sorrir o tempo todo, mas também te faz pensar, acho que é por isso que se tornou uma das minhas sagas favoritas.

(pode conter um spoiler abaixo) Não importa se America queria ou não estar ali. Depois de ser selecionada, sua vida nunca mais será a mesma. America diz que não está ali para lutar, mas mal sabe ela que escolher entre o príncipe e o guarda não será a sua única luta.

 

 “Pela minha experiência, posso dizer que o amor verdadeiro é geralmente o mais inconveniente.”

 
Por favor, leiam!
Esta resenha foi escrita pela Lorhayne quando ainda estava no Blog. 
 
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Título: A Seleção
Autor: Kiera Cass
Ano: 2012
Páginas: 368
Editora: Seguinte
Onde comprar: AMAZON