Olha eu aqui de novo, na maior humildade, fugindo da minha famosa zona de conforto, e falando novamente de um clássico literário mundial da autora Jane Austen. Orgulho e Preconceito, pelo menos no meio literário que faço parte é o queridinho de 7 ou 8 leitores entre cada 10. Ele também é considerado um dos romances mais memoráveis da história do mundo.

Óbvio que com essa capa linda e maravilhosa das novas edições da Martin Claret em estilo Bullet Journals, você já sabe que estou falando de Orgulho e Preconceito. Mas, acredito que sem qualquer imagem, você conseguiria chegar a essa dedução.

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa”.

Comecemos com essa máxima acima! Essa quote nos insere logo na ideia principal desde o início: a primeira frase do primeiro capítulo de Orgulho e Preconceito nos traz esse conceito que era algo enraizado no inconsciente coletivo das famílias retratadas nessa história. Assim, descobrimos que os Bennet conversam sobre um jovem solteiro, de grande fortuna e de sobrenome Bingley e que irá se mudar para Netherfield Park.

A senhora Bennet afirma que essa é uma maravilhosa notícia para suas filhas – uma vez que suas cinco meninas são lindas moças, e certamente alguma delas ganhará o coração do rapaz –, e que o senhor Bennet deveria logo ir até o encontro do senhor Bingley para apresentar sua receptividade à região. Nossa história data-se no início dos anos 1800 e se passa na cidade fictícia de Merton.

Assim como retratamos um infortúnio na família das irmãs Dashwood (de Razão e Sensibilidade), aqui acontece também com a família Bennet – eles não possuem um filho homem, e assim sendo, não possuem um herdeiro. Dessa forma a mãe se torna muito obcecada em casar “bem” suas filhas. Elas são: Jane (22 anos), Elizabeth ou Lizzy (20 anos – ressalta-se que ela não é tão linda quanto Jane), Mary (18 anos), Kitty (17 anos), e Lydia (15 anos – a mais maluquinha e tola de todas as irmãs).

“Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora muitas vezes sejam usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. Orgulho está mais associado à opinião que temos de nós mesmos, vaidade ao que os outros pensam de nós”.
#RESENHA: ORGULHO E PRECONCEITO - JANE AUSTEN

Ao participarem de uma festa, Jane e o senhor Charles Bingley logo se apaixonam. Seria a grande solução que a senhora Bennet tanto anseia. Charles possui um amigo muito mais rico, chamado Fitzwilliam Darcy e está com 28 anos. Também é solteiro. Acontece que contrariando seus próprios princípios, Darcy se vê atraído por Lizzy Bennet, mesmo não suportando a forma como ela se comporta. Nesse ínterim, Lizzy não gostou do senhor Darcy, pois ela o acha um tanto esnobe e bastante arrogante. Ela é uma mulher que possui inteligência de sobra e humor. É uma protagonista feminina que dificilmente desagrada, uma vez que é forte, decidida e tem uma personalidade muito intensa.

A família Bennet pretende casar Lizzy com um parente, herdeiro de seu pai, o senhor Collins (um clérigo pomposo de 25 anos). É válido ressaltar que Elizabeth quer se casar por amor, e por aí vocês já imaginam o que tudo isso poderá render para a história.

“São muito poucas pessoas que eu realmente amo, e ainda menos as que tenho em alta conta. Quanto mais conheço o mundo, mais insatisfeita fico com ele; todo dia confirma minha crença da inconsistência de todo caráter humano, e na pouca confiança que se pode ter na aparência tanto do mérito quanto da razão”.
#RESENHA: ORGULHO E PRECONCEITO - JANE AUSTEN

Fugindo um pouco da dicotomia Lizzy e Darcy, as irmãs Bennet apresentam situações muito reflexivas para o leitor, assim como algumas hilariantes. São subtramas que auxiliam a construção do caráter de Elizabeth, e que ressaltam sua forma de ser, de agir e de realizar suas escolhas.

Através de um enredo divertido e espirituoso, Jane Austen nos escreve uma das mais marcantes histórias de amor. Pois aqui nesse caso, nem tudo começou com flores e sentimentos recíprocos. Houve conversas, mexericos, mentiras e uma forte oposição pelo lado da senhora Bennet. Esse romance envolve toda uma família, pois o interesse do leitor não fica ‘preso’ somente em um ou dois personagens principais durante a narração.

“Como é adorável passar a tarde assim! Garanto que não há nada mais divertido que ler! Tudo cansa, menos um livro! Quando tiver a minha própria casa, não serei feliz até ter uma excelente biblioteca!”

#RESENHA: ORGULHO E PRECONCEITO - JANE AUSTEN

Como sempre, Austen nos remete diretamente em como era ser mulher nas épocas retratadas. Da mesma forma que a autora descreve de forma natural sobre a vida feminina, ela também zomba e ridiculariza a forma de vida da classe alta durante alguns momentos da trama. Muitos leitores se deixam cativar pelos escritos de Austen devido à sensação de realismo que se pode sentir durante a leitura.

Seus personagens estão muito perto da forma de ser de pessoas reais que viviam contemporaneamente a ela. Escrevia sobre pessoas, lugares e eventos comuns, o que a diferenciou dos demais romancistas.

Esse romance foi publicado em 1813, e deixou a importante lição de que a primeira impressão nem sempre é a melhor, ou a correta – pois ela pode ser enganosa. A edição nova da editora Martin Claret é maravilhosa. Possui 424 páginas amareladas, com o corte das folhas colorido em cor de rosa, o que dá todo um charme à edição. Uma leitura agradável em todos os sentidos.

Jane Austen foi uma romancista britânica nascida em Steventon (Hampshire, Inglaterra) em 1775. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance curto, Lady Susan. Morreu aos 41 anos em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasão e A Abadia de Northanger.

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Orgulho e Preconceito Titulo: Orgulho e Preconceito 
Autora: Jane Austen 
Ano: 2018 
Páginas: 424 
Editora: Martin Claret 
Gênero: Romance, Drama, Literatura Estrangeira 
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